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Cronologia Dentaria

Cronologia Dentaria

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apresentação sobre cronologia dentaria
apresentação sobre cronologia dentaria

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103
ARTIGO DE REVISÃO
REVISTA PORTUGUESA
DE
CIÊNCIAS VETERINÁRIAS
Resumo:
Embora a estimativa da idade dos equinos através doexame dentário tenha actualmente uma aplicabilidade limitada,continua a ser a melhor forma de conhecer a idade na ausênciade provas documentais. Depois da descrição de aspectos relati-vos à estrutura, tipos de dentes, fórmula dentária e evolução den-tária dos equinos, os autores resumem a cronologia dos eventosobserváveis no exame dentário principalmente da arcada inferiordos equinos, ilustrando-a com imagens de arcadas de animaisem que se estimou a idade tendo em consideração os aspectosdescritos.
Summary:
At present, age estimation in horses based on dentalfeatures has a limited practical value. However, in the absence of documental evidence, it is still the best way to know the age of an animal. After describing aspects related with structure, teethtypes, dental formulas and dental evolution, the authors resumethe chronology of dental features observed mainly in the lowerdental arcade of horses, illustrating it with images of arcadesof animals which age was estimated according to the description.
Introdução
O conhecimento da idade dos animais é natural-mente importante para adequarmos o seu acompanha-mento e perspectivarmos a sua utilização futura. Senum animal criado para ns exclusivamente produtivosa idade nos dá uma noção eminentemente económicado que ainda podemos esperar dele, já num animal decompanhia e/ou lazer a idade é uma indicação precisados cuidados especiais a ter em cada fase da sua vida,de modo a podermos usufruir dessa relação durante omaior período de tempo possível. Em termos práticos,a idade implica uma variação do valor comercial doanimal, assumindo assim uma importância decisiva nadeterminação do valor da sua transacção.Os dentes são os órgãos que melhor registam a pas-sagem do tempo, constando o seu exame do reconheci-mento dos tipos de dentes incisivos presentes e do seuestado de erupção e desgaste (ou usura). O exame dosdentes continua a ser o método mais utilizado para, deuma forma expedita e barata, estimar a idade dos equi-nos. Naturalmente, com a sosticação crescente dasmetodologias de identicação e registo dos animais, aavaliação da idade através deste método tende a perderalguma aplicabilidade. No entanto, será sempre umaforma de recurso na ausência de provas documentais,ou quando surjam dúvidas relativamente à sua auten-ticidade.O exame da dentição não é todavia o único meio deestimar a idade. O aspecto geral do animal, a sua esta-tura e conformação, o seu comportamento, a presençade pêlos brancos nalgumas pelagens, entre outrosaspectos, dão indicações valiosas que devem ser con-sideradas. A estimativa da idade através da avaliaçãodo desenvolvimento ósseo por exame radiográco étambém um método bastante preciso. A sua utilizaçãoé contudo bastante limitada pela tecnologia requeridae, naturalmente, aplica-se principalmente às primeirasfases da vida do animal, no caso dos equinos até cercados 6-7 anos.
Estrutura dos dentes
Cada dente é composto por uma parte visível exte-riormente, a coroa, e por uma parte interna, a raizou raízes. A zona estreita de separação entre a coroae a raiz ou raízes é denominada colo do dente. Nointerior do dente encontra-se a cavidade pulpar, cujaforma se assemelha à do dente, e que nas raízes ter-mina num orifício designado foramen apical ou apex,por onde passam os vasos e os nervos. Os principaiscomponentes dentários são o esmalte e a dentina(componentes mineralizados) e a polpa (componentenão mineralizado). O esmalte forma uma camada nasobre a superfície dentária e a dentina encontra-se sobo esmalte e constitui a maior parte do dente (Figura1). A polpa encontra-se na cavidade pulpar (Ten Cate,1998; Ferraris e Muñoz, 2001; Junqueira e Carneiro,1995)
Estimativa da idade dos equinos através do exame dentárioEstimation of horse age based on dental features
M. Fraústo da Silva
1*
, T. Gomes
1
, A. S. Dias
1
, J. Aquino Marques
2
, L. Mendes Jorge
1
, J. Cavaco Faísca
1
,G. Alexandre Pires
1
, R. M. Caldeira
1
1
Centro de Investigação Interdisciplinar em Sanidade Animal, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Técnica de Lisboa.Rua Professor Cid dos Santos, 1300-477 Lisboa
2
Faculdade de Medicina Dentária, Universidade de Lisboa. Cidade Universitária 1649-019 Lisboa
* Correspondente: fsmarina@fmv.utl.pt
 
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RPCV (2003) 98 (547) 103-110Silva, M.F.
et al.
molares e molares - cada um com características e fun-ções especícas. Abreviadamente, os dentes incisivoscortam, os caninos seguram e rasgam, e os pré-molarese molares esmagam e trituram os alimentos. Os mamí-feros domésticos são também diodontes, ou seja,possuem duas dentições, a 1ª dentição, decídua, tem-porária ou de leite e a 2ª dentição, permanente ou de-nitiva. Na dentição denitiva os dentes incisivos e pré-molares temporários são substituídos por outros dentescom os mesmos nomes; os caninos e os molares exis-tem apenas na dentição denitiva. Os incisivos tempo-rários distinguem-se dos denitivos pela sua coloraçãomais branca, pelo seu menor volume, pelo colo maismarcado, pela ausência de sulcos na face vestibular oulabial e pela menor profundidade do corneto.A fórmula dentária indica o número de dentes decada tipo nas maxilas superior e inferior. Os equinostêm as seguintes fórmulas dentárias:1ª dentição, dentição decídua, temporária ou de leite= 24 dentes2ª dentição, dentição permanente, denitiva ou adulta= 36 a 44 dentesNesta espécie, a dentição denitiva pode diferirnos machos (40 a 44 dentes) e nas fêmeas (36 a 44dentes), o que se deve ao facto de nas éguas os caninosgeralmente não existirem. Também, tanto nos machoscomo nas fêmeas, os caninos podem ser apenas rudi-mentares. A variabilidade no número de pré-molaresdenitivos deve-se à presença irregular do primeiropré-molar vestigial, também conhecido como dente dolobo. Este dente pode ser encontrado nas duas arcadas,mas é mais frequente na arcada superior (Figura 2). Ébastante mais pequeno que os outros e as suas raízessão curtas (Caldeira
et al.
, 2002; Getty, 1981; Henninge Steckel, 1995; Knottenbelt, 1996-97, Orsini, 1992).Conforme a sua localização, os dentes incisivosdesignam-se, em cada arcada: pinças, os dois mais pró-ximos do plano médio, médios os dois que se seguemaos pinças, cantos os dois mais distais, que se seguemaos médios. Na Figura 3 localizam-se os diferentestipos de dentes na arcada inferior.
Evolução dentária
A estimativa da idade dos equinos através do exameda dentição é realizada essencialmente através daobservação dos dentes incisivos, tendo em conta: (i)na arcada inferior, a erupção dos dentes temporáriose permanentes, o seu desenvolvimento até ser atingidoo nível da arcada e, posteriormente, as alterações dasuperfície oclusal ou mesa dentária devidas ao des-gaste, no que se refere à cavidade dentária externa e aoesmalte central, à estrela dentária e à forma da mesadentária, (ii) nos cantos superiores a apreciação da for-
Figura 1 -
Microscopia electrónica de varredura. Aspectos ultraestrutu-rais da dentina com os seus canais
As estruturas responsáveis pela xação dos dentessão designadas no seu conjunto como periodonto eincluem o cemento, o ligamento periodontal e o ossoalveolar. O cemento cobre a raiz dos dentes. Nosdentes que ainda não sofreram desgaste a extremi-dade livre termina no bordo oclusal, que constitui olocal de oclusão do dente com o dente antagonista daoutra maxila. Uma vez iniciado o desgaste do dente, émais correcto utilizar para aquele local as designaçõesmesa dentária ou face oclusal. A face do dente voltadapara o vestíbulo (espaço da boca entre os dentes eos processos alveolares dum lado e os lábios e facesdo outro) é designada face vestibular. Por vezes sãoaplicados também os termos face labial e face bucalà face vestibular, sendo o primeiro utilizado para osdentes incisivos e caninos, que se opõem aos lábios,e o segundo para os pré-molares e molares, que seopõem às faces. A face lingual é a face interna dosdentes, que contacta com a língua no maxilar inferior,e que no maxilar superior é também designada facepalatina. As superfícies que contactam com os dentesvizinhos são designadas face mesial e face distal oucaudal, correspondendo a primeira à superfície decontacto virada para o plano médio e a segunda àsuperfície oposta. Alguns autores aplicam o termo facemesial à mesa dentária ou face oclusal dos ungulados(Ten Cate, 1998; Ferraris e Muñoz, 2001; Getty, 1981;Junqueira e Carneiro, 1995). O espaço que existe entreos caninos e os pré-molares presentes numa arcadadesigna-se barra ou diastema, sendo particulamentegrande quando os caninos estão ausentes. Nos equinos,a mesa dentária dos dentes incisivos apresenta umacavidade (uma invaginação do esmalte), com mais de1 cm de profundidade num dente virgem, designadacavidade dentária externa, infundibulo ou corneto. Estacavidade está revestida por uma camada de cementoque se denomina germe da fava (Caldeira et al., 2002;Getty, 1981).
Tipos de dentes e fórmula dentária
Os mamíferos domésticos têm uma dentição classi-cada como heterodonte, ou seja, apresentam diversostipos ou grupos de dentes - incisivos, caninos, pré-
 
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mação da cauda de andorinha e do sulco de Galvayne,(iii) o perl do ângulo de oclusão das duas arcadas.Os dentes incisivos do cavalo têm a forma de umapirâmide, cujo vértice corresponde à raiz do dente,enquanto a base corresponde à extremidade livre. Odente é encurvado no sentido antero-posterior e acha-tado e inclinado em sentido lábio-lingual na regiãoda base, correspondente à face oclusal. Desta regiãopara a raiz o achatamento modica-se gradualmentepara lateral. Assim, da extremidade livre para a raiz,a secção dos incisivos evolui de uma forma aproxi-madamente elíptica para oval, redonda, triangular enalmente de novo oval (também designada biangular)quando o achatamento é já nitidamente lateral (Figura4) (Anónimo, 1988; Caldeira et al., 2002; Knottenbelt,1996/97).O desgaste dos dentes é devido a: (i) mecanismos deabrasão, em que o desgaste resulta da acção de subs-tâncias abrasivas durante a mastigação, (ii) mecanis-mos de atrição em que o desgaste resulta da acção das
Figura 2 -
Presença de 1º pré-molar (dente do lobo) superior esquerdo
Figura 3 -
Localização dos diferentes tipos de dentes na arcada inferior(I - incisivos, C - caninos, PM - pré-molares, M - molares, p - pinças, m- médios, c - cantos)
peças dentárias entre si, e (iii) mecanismos de erosãoem que o desgaste resulta da acção química de certassubstâncias. Naturalmente, os dois primeiros mecanis-mos são os mais importantes nos equinos. A erupção eo desgaste dos dentes incisivos é feita a partir do planomédio para os extremos. Em cada dente, o desgasteinicia-se pela região labial do bordo oclusal (por sermais alta que a região lingual), e divide o esmalte quereveste o dente em duas partes: a externa ou periféricae a interna ou central. À medida que o desgaste pro-gride, o corneto diminui em largura e em profundidadeaté não ser visível qualquer depressão física, sendono entanto ainda evidente o esmalte central. Quandoa depressão do corneto desaparece diz-se que o denteestá raso (Figura 5) (Caldeira et al., 2002).Entretanto, com o desgaste, a cavidade pulpar ca-ria exposta se não ocorresse a proliferação de den-tina secundária, também designada marm de novaformação, que aparece com a forma de uma manchaamarela mais escura na mesa dentária, em posiçãolabial relativamente à cavidade dentária externa, e quese denomina mancha radicular ou estrela dentária. Ini-
Figura 5 -
Aspecto dos dentes incisivos virgens, no início do desgastee rasos (a - cavidade dentária externa ou corneto, b - região labial dobordo oclusal onde se inicia o desgaste do dente, c - esmalte periférico,d - esmalte central, 1 - canto definitivo virgem, 2 - canto definitivo quesubstituirá o canto temporário (3), 3 - canto temporário raso)
Figura 4 -
Forma dos dentes incisivos dos equinos e alterações da formada mesa dentária à medida que o desgaste progride. Adaptado de Masty eVojt (sem data), reprodução autorizada.

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parabéns muito bom! eu só preciso baixar para que eu possa ler mais uma vez e fazer um trabalho ok!
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