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A História da Indústria de Caminhões no Brasil

A História da Indústria de Caminhões no Brasil

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A História da Indústria de Caminhões no Brasil. Comemoração dos seus 50 anos.
A História da Indústria de Caminhões no Brasil. Comemoração dos seus 50 anos.

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Published by: José Augusto Dantas on Jul 11, 2009
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08/18/2013

 
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Indústria Automobilística Brasiliera - 50 anos
indústria automo-bilística brasileiranasceu com o cami-nhão. De 1957,quando a indústriafoi criada, a 1960,os automóveis trafegaram narabeira da estatística: dos 321,1mil veículos fabricados no perí-odo, 48,10% eram caminhões,35% utilitários e 16% automó-veis. Foi pensando em cami-nhões que Getúlio Vargas incen-tivou a criação da indústria au-tomobilística, preocupado comos lares que o País gastavaimportando veículos: US$ 166,1milhões em 1951, mais do queera gasto com trigo e petróleo,60% dos quais referentes a ca-minhões - que exigiam desem-bolso de quase US$ 100 milesano.Mais preocupado com a po-lítica e a balança de pagamen-tos, é pouco provável que Ge-túlio imaginasse que o Brasil ti-vesse um dia a quinta maior in-dústria de caminhões do mun-do. que de 1957 até 2005 pro-duzisse quase 1,5 milhão dessesveículos.Embora o primeiro cami-nhão nacional - um Ford F-600a gasolina, com motor V8 de 167cv - tenha sido feito em 1957, oPaís já montava caminhões an-tes com considerável quantida-de de peças nacionais. A Fordcomeçou em 1919, a GeneralMotors em 1925 e a primeiramontadora especialista na mon-tagem de caminhões, aInternational Harvester, chegouem 1926. A Fiat veio em 1928.Mas com a quebra da Bolsade Nova York (1929) e o fim dociclo do café, o negócio de ca-minhões desabou e só seria re-tomado em 1946. É quando aVemag traz o Kenworth e, em1949, a FNM monta no Rio mais
O País gastavaUS$ 166,1 milhõesimportando veículos,mais do que era gastocom trigo e petróleo.
Produtos
 
Indústria Automobilística Brasiliera - 50 anos
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de duzentos Isotta Fraschini. Em1951 a estatal passa a montar oAlfa Romeo D-9500.A FNM fora criada em 1938,pouco antes da guerra, paraproduzir e dar manutenção amotores de avião, mantendo-senessa atividade por mais de dezanos. Em 1949 passou a ser em-presa de economia mista paramontagem de caminhões, masa Isotta Fraschini vai à falênciana Itália um ano depois.Em 1958 a FNM lança o mo-delo D 11.000, da Alfa Romeo,vendendo quatro mil unidades.Carinhosamente apelidado deFenemê, desde que foi lançadoem 1956 e até 1960 - quando foiencerrada a produção -, a FNMproduziu cerca de 15 mil unida-des, aí incluídos chassis de ôni-bus. Com a concorrência já for-temente acirrada nos anos 60, aFNM começa a perder mercado.Em 1967 operava com apenas38% da sua capacidade.Em fins de 1976 é adquiri-da pela Fiat Diesel, que lança oFNM 210S, com motor de qua-tro cilindros e 5 litros, modelointermediário de seis cilindros e7,4 litros, e pesado de seis cilin-dros e 13,8 litros. A Fiat FNMproduziu caminhões até 1985. Jáa Fiat retomou a produção decaminhões em 2000 e as encer-rou em 2005, deixando a ativi-dade para sua co-irmã e parcei-ra de grupo, a Iveco.Segundo dados da Anfavea,em junho de 1957 também foilançado o Chevrolet Série 6.500e o primeiro Mercedes-Benz, oL-312. Em julho desse ano vemo FNM D-1100, e em agosto, oMercedes LP 331. Em 1958 seriaa vez dos Mercedes-Benz LP-321,dos Chevrolet Série 3.100 e dosMercedes-Benz LP-331.A fabricação do pioneiroMercedes L 312, apelidado de
 
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Indústria Automobilística Brasiliera - 50 anos
Produtos
Torpedo, marcou a quebra detabu existente no Brasil dos anos50, segundo o qual, por razõesclimáticas, seria impossível fun-dir aqui bloco de motor diesel.Mas, com apoio de engenheirosda Mercedes-Benz, em 1955 aSofunge não só passa a fundirblocos de motores damontadora alemã, como atingequalidade equiparada às fundi-ções da Europa e dos EstadosUnidos. Depois de parceria decatorze anos em 1969 aMercedes-Benz adquire o con-trole da Sofunge, que entrariapara a história como marco decapacitação da metalurgia bra-sileira.Dentre os vários sucessos devendas da Mercedes-Benz, omodelo L 1113, produzido de1969 a 1987, foi o recordistanacional, alcançando produçãoacumulada de mais de 207 milunidades. Dados do Denatranindicam que mais de 184 mil L1113 ainda podem estar rodan-do pelo País.Em 1958 é lançado oInternational Harvester N-167 echega também a Scania-Vabiscom o pesado L-75, que doisanos depois teria 75% de naci-onalização do seu peso. Com ca-pacidade para fabricar 1,2 milcaminhões em um turno aScania injetara quatro milhõesde coroas suecas na fábrica deSão Bernardo do Campo, queem 1959 tinha 240 empregadose que o presidente João Goulartinauguraria em 1962.Em 1965 a Scania exportaum caminhão para Uruguai,abrindo caminho ao mercadoexterior - hoje exporta mais dametade da sua produção -, e em1966 lança o L-76. A partir de1971 vai progressivamente au-mentando as famílias de cami-nhões e respectivos chassis deônibus: entre outros, produz oprimeiro veículo turbo de linharegular, o primeiro motor acimade 300 cv, direção hidráulica, ca-bine avançada, intercooler, ca-bine modular, suspensão a ar,ônibus articulado e com motortraseiro.Em 1959 a Ford lança o F-350 e a International os mode-los N-149, N-184 e N-189.Com fábrica em Curitiba, aVolvo começou no Brasil em1978 com a montagem de ôni-bus. Seus primeiros caminhõeschegaram dois anos depois. ON10 foi o modelo de estréia, maso maior sucesso da Volvo foi afamília, com NL 10 e 12, cercade 38 mil unidades vendidasdesde 1989 e que ficou em pro-dução até 1999. Foi pioneira namotorização eletrônica com aimportação do FH12 em 1994,mas seu modelo nacional commonitoramento eletrônico dainjeção de combustível foi o NL10 e 12, em 1996. Em 2004 re-gistrou o melhor ano da sua his-tória no País: 5,8 mil pesados,FH, NH, e FM, e 1,2 mil semipe-sados, VM17 e VM23. Os pesa-dos conquistaram 20% de par-ticipação de mercado na cate-goria.A Volkswagen começa aproduzir caminhões em 1981,depois de assumir o controle daChrysler. A história começa em1966, quando a ChryslerInternational compra o contro-le da Simca do Brasil. Em 1969começa a produzir o caminhão
Tabu existente nosanos 50 rezava que, por razões climáticas,seria impossível fundir bloco de motor dieselabaixo do Equador.
Cavalo mecânico Mercedes-Benz 1941exposto no salão de 1990.

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