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OOdestino dissedestino dissesimsim
LADY BE MINE
Catherine Spencer
"Detesto as mulheres que se fazem de boazinhas apenas paraesconder o egoísmo que as corrói."
Melody Worth olhou para o homem que acabara de ofendê-la e, sem dizernada, se afastou. O melhor era esquecer as ofensas, o melhor era esquecer queno mundo existia um homem chamado James Logan, um homem que adesprezava apenas por ela ser rica. Porém, o que Melody não sabia era queJames, depois daquela noite, jamais sairia dos seus pensamentos.James, contrariado, olhava Melody se afastar. Ali estava uma mulher daqual tinha de manter distância. Ninguém que fora criado em berço de ouropoderia ser digno de confiança. Nem mesmo Melody Worth, com seu jeito deanjo!
Digitalização: MarinaRevisão: Edna F.
 
CAPÍTULO I 
 Por alguns breves segundos, Melody Worth sentiu que o cansaço vencia anecessidade que tinha de ficar acordada. E, durante esses breves segundos, elaadormeceu, para ser acordada por uma voz forte, nada amistosa:— Foi você quem trouxe Seth Logan para cá?Melody piscou várias vezes e se deu conta de que se encontrava na sala deespera do hospital de Port Armstrong. Diante dela, um homem alto, moreno, deolhos azuis e cabelos negros, a fitava com descaso.— Eu lhe fiz uma pergunta, moça: foi você quem o trouxe até aqui?Melody levou a mão à cabeça, e, desanimada, respondeu num tom baixo de voz:— Fui eu, sim, quem o trouxe para cá. Ou melhor: vim na ambulância comele. — Melody tornou a levar a mão à cabeça e, em seguida, quis saber: — ComoSeth Logan está passando?— A cirurgia terminou. Ele já se encontra no pós-operatório.— Quer dizer, então, que ele vai se recuperar... — Melody deu um suspirode alívio.— Seth Logan sofreu três fraturas em uma das pernas, além de inúmerascontusões. Se por recuperação está querendo perguntar se vai andar de novo,posso lhe dizer que sim. Mas ele terá de enfrentar as próximas horas.— Não entendi.— Se não desenvolver nenhuma infecção e também não se formaremcoágulos, acredito que terá uma recuperação muito boa.— E se isso não acontecer?— Bem, se isso não acontecer, ele provavelmente entrará em óbito.— Está querendo dizer que Seth Logan poderá vir a falecer?— Foi exatamente isso que eu disse.— Oh, meu Deus...— Bem, senhorita, era isso que eu tinha para lhe dizer.— Que coisa mais terrível. — O olhos de Melody se encheram de lágrimas.— Eu sinto muito.— Será que sente mesmo? — ele perguntou, com extrema frieza.— Mas é claro que eu sinto. Quando vou poder vê-lo?— Pelo que entendi, nunca. A última coisa de que Seth Logan precisa é deser visitado por alguém como você. Aquelas palavras a atingiram como uma bofetada.— Isso é injusto. Vamos deixar que o próprio sr. Logan decida sobre isso.— Já está decidido. Vim aqui apenas para despachá-la.— Não acredito no que está me dizendo. Quero ouvir isso da boca do sr.Logan.Naquele instante, o residente que a recebera quando tinha chegado comSeth entrou na sala, acompanhado por um outro homem. Sorrindo, o rapazdisse:
 
— Que bom que vocês já estão conversando. — Indicando o homem que oacompanhava, continuou: Esse é o dr. Fellows, srta. Worth. Foi ele quemoperou o sr. Logan. Como sabia que estava profundamente apreensiva, pedi que viesse até aqui comigo conversar um pouco com a senhorita.— Muito prazer, doutor. — Melody cumprimentou o cirurgião.De repente, ela sentiu uma revolta imensa invadir-lhe o peito. Olhandopara o desconhecido que a estivera tratando com tanta frieza, perguntou:— Com que direito fez isso comigo?— Daria para explicitar melhor a sua pergunta?— Quem é você? Com que direito se fez passar pelo cirurgião que operouSeth Logan? E com que direito pediu para que eu me afastasse dele?— Eu não me fiz passar por cirurgião algum. Sou James Logan, filho deSeth Logan. Portanto, tenho todo o direito do mundo para lhe pedir que váembora.Melody, confusa, sentia-se profundamente magoada com o tratamento frioque estava recebendo.James Logan a fitou diretamente nos olhos e continuou:— Como a senhorita já está ciente do estado do meu pai, peço que se retire.— Mas eu... — ela tentou dizer, porém foi interrompida por James:— A senhorita é apenas uma estranha que, coincidentemente, estava nolocal do acidente.O cirurgião e o residente, que assistiam a conversa em silêncio, olharamum para o outro, como a se perguntar o que fazer numa situação como aquela,de franca animosidade.— Bem, sr. Logan — o cirurgião resolveu intervir na conversa —, a srta. Worth, pelo que estou percebendo, é uma estranha, sim. Mas mesmo osestranhos têm o direito de ficar preocupados. Ao ouvir aquilo, Melody sentiu-se um pouco mais confortada.Tem alguma coisa que eu possa lhe esclarecer, senhorita? — o dr.Fellows perguntou.— Tem, sim, doutor: eu posso vê-lo?— Infelizmente, essa noite isso não será possível, srta. Worth. O sr. Loganainda está sob o efeito da anestesia. Mas ele poderá vê-la amanhã à tarde. Tenhocerteza de que a sua visita lhe fará muito bem. Afinal, é sempre muito bomreceber a visita de uma mulher bonita.O carinho e a compaixão do médico a deixaram bastante sensibilizada.Melody, meio sem graça, passou as duas mãos pelos os cabelos curtos eagradeceu:— Muito obrigada, doutor, o senhor é uma pessoa muito delicada.— Bem, agora eu preciso ir dar uma olhada no meu paciente. Tenha uma boa noite, srta. Worth. Foi um prazer conhecê-la.— O prazer foi todo meu, doutor. E mais uma vez: muito obrigada. —Melody, em seguida, se despediu do residente e, quando os dois médicos seafastaram, olhou para James Logan, que enfurecido, desferiu:
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