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A Serpente do Arco-íris tolteca
Don Juan e a arte da energia sexual
Merilyn Tunneshende ()INTRODUÇÃOEm 1979 enquanto viajava ao México, eu conheci um velho índio gentil no deserto doArizona, que mudou minha vida para sempre. Ele era uma figura solitária, um Yuma, ou Kw’tsan,era como ele gostava de ser chamado, e foi notável para uma muito potente em misteriosahabilidade xamânica chamada Poder do Sonho. Este Nagual (xamã), foi comumente conhecidopelo nome espanhol de Juan Matus. Depois de anos o tendo conhecido, ele se esforçou a ensinar-me sua especial forma de sonhar e compartilhou essas potencialidades comigo. Eu descobri sobsua tutelagem e benevolência o que o Poder do Sonho significa, indispensável ferramenta de curaque literalmente fez milagres acontecerem. Eu também vim a realizar o Poder do Sonho, tive forteconexão com nossa energia sexual e o desenvolvimento de nossa energia corporal, que, aindaque não a tivesse por completo, veio a surpreender-me completamente.Na continuidade de nossa associação, meu próprio Poder do Sonho cresceu e eu comeceia adquirir completude e liberdade entrando no mundo de Don Juan. Foi neste tempo que ele merevelou o que tinha visto, que nós tínhamos compatibilidade energética. Eu amadureci comomulher, meus sentimentos por ele mudaram para algo mais do que amor. Se eu verdadeiramenteexaminar minhas percepções e sentimentos, vejo que o amei à primeira vista, despidas asdiferenças de idade e cultura.Em 1994 meu mestre e contraparte energético saltou deste mundo, literalmente caminhoufora de seu corpo, experiencimentando o fogo interno e a travessia do arco-íris do Espírito daÁgua, à morte.Aquilo foi o ensinamento clássico da Serpente do Arco-íris, a sabedoria da transformaçãoda energia sexual interior da cultura Tolteca Maia. Tendo me juntado a Don Juan na sagrada uniãode energia antes, depois e quando ele deixou este mundo, eu encontrei em meu interior suainerente magia. Uma entre vários membros de seu legado foi uma poderosa feiticeira chamadaDona Celestina de la Soledad. Outro era um sonhador e curandeiro Chon Yakil, nomeado por DonGenaro nos livros de Castaneda.À primeira vista, Dona Celestina parecia ser uma feiticeira ‘cheia-de-sangue’. Ela era e nãohavia outro caminho a escolher. Tinha 66 anos em nosso primeiro encontro em 1981 e rosto deíndia e cabelos grisalhos, como seu nome Soledad – solidão. Sempre vestia um vestido simplespreto, que cobria seu negro, esguio e musculoso corpo e apenas sempre que sorria, mas de longemostrava seus bonitos dentes. Foi Dona Celestina terror após terror, quem se encarregou de minhainstrução no caminho do poder feminino.Eu nunca esquecerei o dia em que Don Juan me levou através da margem mexicana do rioColorado San Luis a conhecê-la. Dona Celestina estava na esquina de uma rua com seu vestidopreto e sandálias, socando milho com habilidade de muitos anos com massiva força, parcialmentedescascado, lavando numa panela de metal com água e coando num velho tambor de óleo. Elaolhou maliciosamente para mim enquanto trabalhava e seu vulto negro saltou em minha direção,estirando-se acima da luz do sol, freando na diagonal. Permaneceu flutuando até onde eu estava.Esta não é curandeira, pensava comigo mesma, gelada. Ela é ‘uma boa bruxa’. Don Juan me olhoufixamente e ferozmente, lendo meus pensamentos. - Esta é sua professora, -ele disse, e nos
 
apresentou apropriadamente.Dona Celestina é a personificação da “Mãe Milho” e “Mulher Dragão”. Eu encontrei nelaferocidade e competência vindo juntas. Entre sua área de destreza energética era longevidade esabedoria, praticas de energia sexual, e antídoto poderoso bruxo. Durante minha continuidade emsua casa em San Luis Rio Colorado, Sonora, eu trabalhei diariamente para manter-me, enquantoainda era hóspede. Ela não tolerava nada. No começo de nosso relacionamento eu esfregava osazulejos, móveis e piso, até brilharem, lavava roupas à mão. À tarde, passava roupas e mais emais até que as rugas alisassem impecavelmente e então limpava os azulejos até que pudessecomer no chão. Finalmente, tendo dominado todas as tarefas, me juntei a um pequeno grupo degarotas aprendizes de costura a maquina. Juntas, nós finalizávamos roupas para ser vendidas nomercado, todas seguindo a experiência efetiva e sob seu escrutínio bruxo. Eu nunca comecei aperceber que algumas de s tomando a si mesmas como aprendizes. Era assunto desobrevivência.À noite, quando as sombras esgueiravam-se e as jovens garotas iam para a cama, DonaCelestina e eu íamos ao seu quarto escuro aprender “trabalhinhos”. Este era seu altar deconhecimento e aconselhamento. Era proibido entrar nele sem seu acompanhamento, e nunca nosatrevemos a quebrar esta regra. Na primeira hora do crepúsculo nós jantávamos em sua velhaazulejada cozinha, um simples, mas poderoso jantar – milho, abóbora, feijão, pimentas e tortillas,acompanhadas por café forte. Nós deixávamos os pratos de molho, e desfrutávamos as mudançasna luz e brisa do pátio interno da casa. À noite, como duas sombras vagantes, entravamos em seuquarto esfumaçado e sentávamos em sua rústica mesa. O quarto espaçoso tinha e ainda agorasempre brilhava somente à luz de velas e toda a energia concebível podia ser encontrada dentrodele.Nós sempre discutíamos e trabalhávamos bem à noite. Algumas das coisas que aprendicom Dona Celestina foram terrificantes, mas ela ensinava naturalmente o que ela fez parasobreviver, bem como o depoimento sobre a Mãe Terra no tempo das mudanças terrenas. Onúcleo de seus ensinamentos encontrava-se no corpo da energia sexual espiritualizada praticadascom conhecimento antigo. Aquelas foram as áreas que focalizei minhas descrições.Com este núcleo, eu também compartilhei mais do que energia sexual e praticas de sonhocom meus outros mestres Don Juan e Chon Yakil. Assim, esta foi uma profunda conexão entreenergia sexual e sonho, especialmente o sonho xamânico. Algumas iniciações foram descritas emmeu primeiro livro “Medicine Dream”, onde reconto como fui introduzida no mundo dos xamãs erituais de cura e sonhar o “duplo” desenvolvido. As instruções de Dona Celestina e suasperspectivas são completamente novas nas circunstâncias deste livro atual.O foco presente no meu trabalho nesta área, com Chon Yakil nos seus 86 anos depraticante da vertente tolteca maia do nagualismo, foi agora envolvido. O que ele solicitava euestive aplicando nos tratados da comunidade médica, com psiquiatras, no numeroso grupo dexamanismo, medicina alternativa e medicina tradicional nativa. Em detalhamento às atuais praticasde sonhar prescritas para cura, baseia-se em ver energia diretamente, eu consegui demonstrar nasenfermidades e outros males espirituais e energéticos, antes de fisicamente manifestados.Todo este conhecimento, combinado com o que tenho aprendido com Don Juan e seuverdadeiro e autentico fogo interior energético através de praticas até o momento da morte,compreende novos aspectos descobertos no antigo nagualismo xamânico e contem peças valiosasno quebra-cabeças espiritual e metafísico. Eu tenho encontrado, em adição ao tolteca, nahua emaia, algumas culturas indígenas que tem o nagual, o Shapershifter Sun ou Fire Being (Uay Kinna linguagem maia) e tenho começado a ter conhecimento do fogo interior. Os Q’erro,descendentes dos Incas são um exemplo. Os Yaqui, Yuma e Dineh, ancestrais culturais doMississipi são outros. Nagualismo tem sido encontrado suas raízes em alguns conhecimentos prétibetanos e siberianos e começou muito antes destes, durante a travessia transcontinental dosxamãs talvez 40.000 anos atrás.
 
O conhecimento da Serpente de fogo do Arco Íris é encontrado em trechos dentro datradição Kundalini Yoga, no desenvolvimento tibetano do corpo do arco íris, dentro do Taoísmo e ocorpo imortal e entre os Sioux e outros povos nativos americanos. Os aborígines australianos sereferem abertamente à serpente do arco íris como energia vital primordial e há muitos desenhosantigos rupestres representando esta energia. Neste livro eu compartilho o que testemunhei eexperimentei neste antigo caminho, as lições aprendidas e como trouxe beneficio as pessoas comcuras dramáticas energia e expansão, e iluminação de consciência. Alguns dos ensinamentos sãonovamente revelados e apareceram no momento oportuno. Agora o sentimento presente naespécie humana, na Terra e em todas as criaturas atualmente aberto e iminente é a mudançaevolutiva e a oportunidade de realinhamento com nosso melhor intento possível. Muito do que sintofalta neste mundo atual é encontrar sabedoria interior ancestral e tradicional. Simplesmente,mudanças nos paradigmas de percepção e energia compartilhados. Tenho a capacidade de curar e ter ferramentas práticas que uso para sobreviver, envolver e aspirar iluminação.Sejam Benvindos.
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