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A exploso de novas idéias emétodos nas disciplinas cultu-rais nos anos 1960 no pareceuter afetado a apresentao dosprocessos culturais na prática.Livros, museus dedicados arte,design, mdia entre outras áreasculturais continuam a organizaros seus temas em um pequenonúmero de categorias discre-tas*: perodos, escolas artsti-cas, ismos, movimentos cultu-rais. Os captulos de um livro ouas salas da maioria dos museusatuam como divisores materiaisentre essas categorias. Dessaforma, um “organismo” culturalque evolui continuamente é colo-cado fora em caixas artificiais.Na realidade, mesmo que emum âmbito tecnolgico a mu-dana do analgico para o digi-tal ainda seja um fato recente,ns temos “sido digitais” emnvel terico por um longo per-odo. Ou seja, desde a emergên-cia das instituiões modernasde armazenamento cultural eda produo do conhecimentocultural no século XIX (ou seja,museus e disciplinas na áreadas humanidades alocadas emuniversidades) ns temos utili-zado categorias discretas paraexemplificar a continuidade dacultura no sentido de teorizá-la,preservá-la e exibi-la.Podemos perguntar: se es-tamos atualmente fascinadoscom as idéias de fluxo, evoluo,complexidade, heterogeneidade ehibridizao cultural, porque nos-sas representaões e apresenta-ões dos dados culturais no re-fletem essas idéias?
ImageNs 1,2 , 3
O uso de um pequeno núme-ro de categorias discretas paradescrever conteúdos caminhoupasso-a-passo com a recusadas humanidades modernas edas instituiões culturais emutilizar representaões gráficaspara reproduzir tais conteúdos.Muitos conhecem o famoso dia-grama da evoluo da arte mo-derna criado por Barr (o funda-dor e primeiro diretor do MOMAem Nova Iorque), realizado em1935. Mesmo que esse diagra-ma ainda utilize categorias dis-cretas em seus fundamentos,trata-se de uma evoluo frentes padronizadas linhas de tempoda histria da arte e das plantasbaixas dos museus de arte, jáque ele representa um processocultural usando um gráfico em2D. Infelizmente, esse é o únicodiagrama bem conhecido da his-tria da arte produzido em todoo século XX.Cabe realar que, desde asprimeiras décadas do séculoXIX, as publicaões cientficascomearam a utilizar técnicasgráficas em larga escala quepermitiam representar fenôme-nos como variaões constantes.De acordo com a histria visualon-line da visualizao de dadosde Michael Friendly, duranteaquele perodo “todas as formasde exposio de dados foraminventadas: barras, gráficos,histogramas, gráficos em linhae traos de séries temporais,traos de contorno e assim pordiante.”
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(vj áin 12,13)
Embora uma histria siste-mática da exibio dos dadosvisuais ainda esteja por ser pes-quisada e escrita, livros popu-lares de Edward Tufte ilustramcomo os gráficos que repre-sentam dados quantitativos játinham se tornado comuns emvárias áreas profissionais no fi-nal do século XIX.
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O uso de representaões ma-tematicamente definidas de qua-lidades contnuas foi largamenteacelerado aps os anos 1960devido a adoo de computado-res para automaticamente criargráficos. Em 1960, William Fet-ter (designer gráfico da fábricade aviões Boeing) cunhou a frase“Computao Gráfica”. Na mes-ma época, Pierre Bézier e Paulde Casteljau (que trabalhou paraa Renault e Paul de Casteljaurespectivamente) independen-temente inventaram as splines– matematicamente descritascomo linhas suaves que podemser editadas por um usuário.Em 1967, Steven Coons do MITapresentou os fundamentos ma-temáticos para o que finalmentese tornou a forma padro pararepresentar superfcies em sof-twares de computao gráfica:“Sua técnica para descrever
coMpuTer Graphics as a research MeThodcoMpuTação Gráfica
Lev Manovich
nurbs
Wi t xoion of nw id nd tod in utu diiinfo t 1960 onwd fftd t ubjt bin wittn bout ndxibitd nd ti intttion, on iotnt t of ou -nttion of utu did not n. Boo nd uu dvotd tot, din, di, nd ot utu ontinu to n tiubjt into nub of dit toi - iod, titioo, -i, utu ovnt. T t in boo o too of uu t ti divid btwn t to-i. In ti wy, ontinuouy vovin utu “oni” i idnd ntd into t of tifii box.In ft, wi on tnooi v t ift fo no to dii-t di i t nt vnt, w v dy “bn diit” on toti v fo on ti. Tt i, in t n of odnintitution of utu to nd utu nowd odution int nintn ntuy (i.., ubi uu nd uniti diiinoud in univiti) w v bn foin t ontinuity of utu intotity dit toi in od to toiz, v nd xibit it.W n : If w unty fintd wit t id of fow,voution, oxity, tonity, nd utu ybidity, wy ounttion of utu dt do not ft t id?
Images 1, 2, 3
T u of nub of dit toi to dib on-tnt wnt nd in nd wit t fu of odn uniti nd u-tu intitution to u i nttion fo nttion ofti ontnt. mny o now t fou di of t voutionof odn t d by B (t found nd fit dito of mOmain Nw Yo) in 1935. Wi ti di ti u dit toi it buidin bo, it i n iovnt ov tndd t tiinnd t uu foo n in it t nt utu o 2D . Unfotunty, ti i t ony w-nown t itoydi odud in t wo 20t ntuy.In ontt, in t fit dd of t 19t ntuy, intifiubition to widy u i tniqu tt owdntin non ontinuouy vyin. aodin to tonin itoy of dt viuiztion by mi Findy, duin ttiod, “ of t odn fo of dt diy w invntd: bnd i t, ito, in nd ti-i ot, ontouot, nd o fot.
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” ( 12,13)atou ytti itoy of viu dt diy in to bd nd wittn, ou boo by edwd Tuft iutt ow ntin quntittiv dt v dy bo oonin viou ofion by t nd of t 19t ntuy
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.
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L i n h a d o t e m p o t í p i c a d a h i s t ó r i a d a a r t e ( T a t e M o d e r n, L o n d r e s ) .
F O N T e : F l I c k r, p O r r U T h l, D e 8 D e a B r I l D e 2 0 0 7.
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T y p i c a l a r t h i s t o r y t i m e l i n e ( T a t e M o d e r n, L o n d o n ) .
s O U r c e : F l I c k r p h O T O B Y r U T h l. T a k e N O N a p r I l 8, 2 0 0 7.
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Di of t voution of odn t afd h.B td in 1935 fo mOma xibition cubind abtt at.
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Typical museum floor plan (SpencerMuseum of Art).
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Diagrama da evoluo da arte moderna criadopara o MOMA por Alfred H. Barr em 1935 paraa exposio Cubismo e Arte Abstrata.
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Plano tpico de uma planta baixade museu (Spencer Museum of Art)
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