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Segredos da Guerra Psicológica - Joseph E Brant

Segredos da Guerra Psicológica - Joseph E Brant

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SEGREDOS DA GUERRA PSICOLÓGICA
Reminiscências da Segunda Guerra MundialJoseph E. Brant1ª edição publicada em 1967A palavra é infinitamente mais poderosa do que a espada; quem a souber manejar é muitomais poderoso do que o mais poderoso dos reis. JEREMIAS GOTTHELF (1797-1854)O autorJoseph Errol Brant nasceu em Riga, capital da Letônia, em 10 de agosto de 1912.Naturalizou-se norte-americano quando servia nas fileiras das Forças Armadas dos EUA.Jornalista de profissão, recebeu uma educação internacional, iniciada em escola e colégioalemães de Riga. Posteriormente formou-se em Direito pela Universidade de Montpellier,França, e em Jornalismo pela Graduate School of Journalism da Universidade de Columbia,Nova York. Iniciou a carreira jornalística colaborando em vários jornais da Europa e daAmérica Latina, entre os quais L'Intransigeant, de Paris; Die Weltwoche, Zuriche o Diariode la Marina, Havana.Em 1942 ingressou no OWI (Office of War Information, porta-voz da propagandaoficial dos EUA durante a II Guerra Mundial) onde, com exceção de alguns meses passadosno exército, serviu até julho de 1945. Enviado a Londres pelo OWI, foi incumbido daorganização e chefia da seção noticiosa do Departamento Alemão da AmericanBroadcasting Station in Europe (ABSIE - emissora norte-americana que funcionou durantea II Guerra Mundial na capital britânica). Em fins de 1944 incorporou-se ao PWD(Psychological Warfare Department, especificamente encarregado das atividades de GuerraPsicológica das Forças Armadas norte-americanas). Transferido para Luxemburgo,participou ativamente das peripécias da Rádio 12-12, primeira emissora secreta na HistóriaMilitar dos Estados Unidos. Logo após o término das hostilidades exerceu na Alemanha asfunções de oficial de ligação do setor de pessoas deslocadas, do XII Grupo de Exércitos.Após a guerra fixou residência no Brasil onde se casou com brasileira, dedicando-sedurante vários anos à agricultura. De 1961 a 1966 ocupou o cargo de redator-chefe ecorrespondente estrangeiro da United Press International em São Paulo.ÍNDICEO autor.Apresentação pelo autorCapítulo I - Como nasceu a Operação "Annie"Capítulo II - ABSIE - Uma emissora "branca" em Londres.Capítulo III - Revelações surpreendentes.Capítulo IV - Contribuímos para a rendição de soldados da Wehrmacht.Capítulo V - V-1, V-2 e... Ânimo.Capítulo VI - Fatos alemães mais fortes que nossas palavras
 
Capítulo VII - Rumo ao LuxemburgoCapítulo VIII - Da "Rádio Lux" para a estação secreta.Capítulo IX - Avenida Brasseur Nº 16.Capítulo X -12-12 irradia... 12-12 irradia.Capítulo XI - Para a frente em busca de material.Capítulo XII - Alemanha, Zero Hora menos 5.Capítulo XIII - A última fase da 12-12.Capítulo XIV - Movimentada visita ao Setor Soviético.Capítulo XV - Os campos de morte de Hitler.APRESENTAÇÃO PELO AUTORA guerra psicológica consiste essencialmente no manejo da palavra falada e escritacom o propósito de abalar o moral do inimigo e abreviar as operações bélicas. Levada acabo com destreza poderá poupar muitas vidas. Caso contrário, repercutirá negativamentesobre o adversário, irritando-o e robustecendo a sua capacidade de resistência. Em tempode paz, o emprego criterioso de métodos e conceitos de guerra psicológica é de sumaimportância para impedir a eclosão de um conflito armado. Usados com fins escusos ousem a devida cautela agravarão sobremaneira as latentes tensões internacionais, pondo emrisco a coexistência pacífica entre os povos. O autor deste livro participou, durante aSegunda Guerra Mundial, em atividades de guerra psicológica, ligadas ao setor daradiopropaganda. Ainda que sujeitas a falhas e imperfeições, inerentes a qualquerempreendimento humano, as reminiscências aqui registradas representam o reflexo fiel dosdiários de guerra do autor, assim como de outros documentos da época por ele conservadosou consultados. J. E. B.Capítulo I - COMO NASCEU A OPERAÇÃO "ANNIE"Problemas aparentemente insolúveis enfrentam os idealizadores de uma estaçãomilitar secreta - Certas altas patentes acham "indigno da tradição militar norte-americana" acriação de uma emissora "negra" - O General Eisenhower é finalmente convencido - Porque Luxemburgo?A Segunda Guerra Mundial entrará na História não somente como precursora daguerra automatizada e da destruição maciça de centros urbanos populosos, senão tambémcomo pioneira da guerra psicológica em grande escala. Não é demais afirmar que o adventoda radiofonia exerceu uma profunda influência e provocou grande transformação em certosaspectos da tática e da estratégia, principalmente pelas possibilidades quase ilimitadas deseu uso como arma de subversão e desmoralização de nações e exércitos. Com efeito,nunca as nações dispuseram, anteriormente, de uma arma tão sutilmente destrutiva, comose pode tornar, em certas circunstâncias, a palavra propagada através do espaço. Tãofantásticos e tão incrivelmente vastos foram os horizontes abertos pelas possibilidades douso da radiofonia no campo psicológico-militar, que os chefes do Estado-maior norte-americano se viram inicialmente um tanto desnorteados. É verdade que não demoraram a secompenetrar das indiscutíveis vantagens práticas do rádio como auxiliar imprescindível nascomunicações puramente tático-militares, instalando com grande proveito aparelhosreceptores-transmissores no interior de jipes, caminhões, tanques e outros veículos, e até
 
mesmo nas costas dos soldados. No entanto, mostraram-se um tanto hesitantes comreferência ao aproveitamento da arma radiofônica naquele campo infinitamente maisvasto - porém de certo modo intangível - que é o da propaganda subversivaexercida por uma emissora secreta, denominada "negra", na gíria da guerra psicológica Emtempo de guerra, tanto as chamadas emissoras "negras" como as "brancas" podem serempregadas com a finalidade de tentar desmoralizar a nação ou o exército inimigos, a fimde acelerar o seu desmoronamento. Diferem, no entanto, diametralmente, quanto aosmétodos empregados. Salvo raras exceções - como é o caso da "American BroadcastingStation in Europe", da qual falaremos detalhadamente nos capítulos seguintes e que seachava localizada em Londres, - as demais estações "brancas" norte-americanas nada maiseram do que emissoras já existentes, que haviam posto suas instalações à disposição doesforço bélico do país. Operavam abertamente, sem esconder a sua identidade,principalmente como veículos noticiosos. Já as emissoras "negras", não somente funcionamem segredo, como não hesitam em empregar a mentira, a fraude, a subversão ou qualqueroutro "golpe baixo" a fim de atingir o inimigo. Não houve, por parte do Estado-maiornorte-americano resistência alguma quanto ao emprego da rádio-propaganda "branca".Tanto assim, que as autoridades militares ianques não somente aprovaram, comoencorajaram francamente a instalação da "American Broadcasting Station in Europe"(ABSIE) em solo londrino. Porém, a qualquer insinuação para que o exército patrocinasseuma emissora "negra", isto era energicamente repelido. Tal processo, afirmavam algumasaltas patentes, era absolutamente indigno da farda norte-americana, que não poderia emhipótese alguma recorrer a um meio tão vil e tão traiçoeiro. Quanto à possibilidade devencer uma batalha com a ajuda das emissoras "negras", ou substancialmente essa ajudaacelerar o fim de uma guerra, era considerada ridiculamente remota pela maioria das altaspatentes norte-americanas. Enfim, já na fase final da Segunda Guerra Mundial surgiu umpequeno grupo de oficiais, dotados de visão e imaginação fora do comum, entre os quais oGen. William (" Wild Bill") Donavan, chefe do OSS (1). 0 fato é que por detrás dessainocente designação de "Departamento de Serviços Estratégicos", escondia-se umaorganização dedicada às mais ousadas e variadas tarefas de subversão. Esses oficiaisconseguiram convencer o seu comandante supremo, o Gen. Dwight D. Eisenhower, dautilidade de uma execução prática do plano radiofônico militar subversivo por elesconcebido, e posteriormente designado em código, por "Operation Annie". Uma das razõesconcretas que contribuíram para a aceitação, pelos militares ianques, da idéia da criação deuma emissora secreta, foi a observação feita pelo "Intelligence Service" norte-americano,segundo a qual, nos casos de comunicações interrompidas, os comandantes alemãescostumavam basear suas decisões estratégicas nos campos de batalha, nos programasmilitares da BJ3C de Londres. Uma vez patente esse interesse, essencialmente prático, departe dos oficiais alemães por notícias de cunho militar divulgadas por uma emissoraaliada, ficou também evidente a enorme utilidade em potencial que poderia ter uma estaçãonorte-americana, especializada não somente na divulgação de notícias militares, comocriada com a finalidade expressa de tirar o máximo proveito de tal situação. Foi nestesentido que o Gen. Eisenhower, chefe do Quartel General Supremo da ForçaExpedicionária Aliada aprovou em princípio o esquema, visando a criação de uma emissoramilitar secreta ianque, cujo objetivo deveria ser "enganar os nazistas", semeando o máximode confusão em suas tropas e povoações. O plano era ambicioso e de realizaçãoextremamente delicada, tanto mais que deveria ser concretizado por meio de uma burla.Com efeito, a projetada emissora secreta far-se-ia passar por uma estação de rádio alemã.

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