A relação com os associadosda autora, chamados de cooperados pela ré,(bancoop)é de consumo, sem dúvida, conforme firme orientação do Tribunal deJustiça de São Paulo
(TJSP, Apelação n. 554.925.4/1-00, 4ª Câmara de Direito Privado, j. 27-03-2008, rel. Des. MAIADA CUNHA; TJSP, Apelação n. 557.572.4/1-00, 4ª Câmara de Direito Privado, j. 27-03-2008, rel.Des. MAIA DA CUNHA; TJSP, Apelação n. 303.498-4/5, 4ª Câmara de Direito Privado, j. 23-04-2008, rel. Des. JACOBINA RABELO; TJSP, Apelação n. 413.104.4/6-00, 4ª Câmara de DireitoPrivado, j. 10-04-2008, rel. Des. FRANCISCO LOUREIRO).
Realmente, o fato de estarmos diante de um instrumento de adesão eparticipação em regime corporativoNÃO dispensa, como dito, a sujeição àsnormas do Código de Defesa do Consumidor.Vale dizer, não importa o rótulo que se dê.Deve-se distinguir uma autêntica cooperativa de uma pessoa jurídica queassume essa forma sem qualquer propósito cooperativo.No julgamento da Apelação n. 166.154.4/9-00, da E. Terceira Câmara de DireitoPrivado do Tribunal de Justiça, o Desembargador OLAVO SILVEIRA, comprecisão, verberou que essa formação enquadra "um tipo de associação quemuito mais se aproxima dos consórcios do que propriamente de cooperativa, atéporque, via de regra, nem sempre é o efetivo espírito cooperativo que predominanessas entidades".Em outras palavras, "o associado que a ela adere apenas para o efeito deconseguir a aquisição da casa própria, dela se desliga e se desvincula uma vezconsumada a construção".De fato, "o que se pode observar é que a adesão a cooperativa é um disfarce decontrato de compromisso que melhor define a relação entre as partes.Ou seja, o autor pretendia a casa própria e não necessariamente a participaçãona cooperativa"(TJSP, Apelação n. 299.540-4/6-00).Repita-se: a contratação questionada, embora celebrada pelo sistema decooperativa, submete-se às regras do Código de Defesa do Consumidor, aocontrário do que afirma a ré:"COOPERATIVA - Empreendimento habitacional - Relações jurídicas comcooperados - Incidência do Código de Defesa do Consumidor - Artigos 2º e 3º doreferido diploma legal - Preliminar rejeitada" (JTJ 157/61).
2.
DA APURAÇÃO FINAL –
PROPOSTA DE VENDA QUE INDICA A EFETIVA QUITAÇÃO APÓS OPAGAMENTO DAS PARCELAS – MATERIAL PUBLICITÁRIO QUE VINCULA APREPONENTE – QUITAÇÃO DA UNIDADE APÓS O ADIMPLEMENTO DASPARTES – ABUSIVIDADE DA CLÁUSULA 16ª DO INSTRUMENTO DE