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16. Direitos e Garantias Fundamentais - Teoria Geral

16. Direitos e Garantias Fundamentais - Teoria Geral

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07/28/2013

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André Alencar dos Santos 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL
 1
DIREITOS E GARANTIASFUNDAMENTAIS
TEORIA GERAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
1. NOMENCLATURA ADEQUADA
Tanto a referência à direitos humanos quanto à direitos fundamentais sãoadequadas e no geral querem se referir aos direitos fundamentais da pessoahumana, se alguma distinção pode ser feita será referente à origem ou àpositivação.
1.1. DIREITOS HUMANOS
A referência à direitos humanos tem origem norte-americana e, em essência,diz respeito aos direitos que pertencem às pessoas humanas. Seriam direitosinvariáveis no tempo e no espaço e, por isso, ainda que não declarados, sãosempre inatos aos seres humanos.No texto constitucional atual são previstos como princípio a ser prevalecentenas relações internacionais da República Federativa do Brasil (Art. 4º II).Também são previstos como fundamentos da República Federativa pelo fatode estarem contido dentro do princípio da dignidade da pessoa humana.Além disso, há remissão a tratados internacionais sobre direitos humanos noArt. 5º §3º.
1.2. DIREITOS FUNDAMENTAIS
A expressão direitos fundamentais tem origem alemã e também procuradesignar um conjunto de direitos que são essenciais às pessoas humanas. Atradição brasileira tem preferido tal expressão. Podemos dizer que direitosfundamentais dizem respeito aos direitos positivados, ou seja, pode-se dizer quesão espécies de direitos humanos, porque são direitos humanos reconhecidos edeclarados por uma determinada ordem jurídica. Neste sentido, porém, variam notempo e no espaço posto que dependem do reconhecimento de cada Estadodentro de seu ordenamento jurídico.
 
André Alencar dos Santos 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL
 2Pode-se dizer que os direitos fundamentais na Constituição de 1988 são osdireitos humanos reconhecidos, declarados e protegidos pelo Estado Brasileiroatualmente.Esta expressão será a mais utilizada neste trabalho devido, principalmente,ao fato de ter sido utilizada pelo texto constitucional em vigor.
1.3. LIBERDADES PÚBLICAS
A expressão liberdades públicas já não é aconselhada para qualquer direitohumano ou fundamental, porque, em essência, designa apenas os direitosfundamentais de
status 
negativo, ou seja, aqueles direitos que impõem ao Estadoum não fazer, um não atuar, uma inação nas liberdades individuais.As liberdades públicas referem-se a um grupo mais restrito de direitos,aqueles que são exigidos contra o próprio Estado.Liberdades públicas são direitos fundamentais (ou humanos) relacionados àpropriedade, intimidade, liberdade, mas não são úteis para se referenciar direitosde igualdade material, direitos sociais e outros.
2. CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
Os direitos e garantias fundamentais (direitos humanos do Brasil) sãoagrupados, topograficamente na Constituição em cinco espécies.
 
Direitos individuais e coletivos (Art. 5
o
);Direitos sociais (6
o
ao 11);Direitos relacionados à nacionalidade (12 e 13);Direitos políticos (14 a 16);Direitos relacionados aos partidos políticos (17).
2.2. CONCEITOS
Para um melhor aprendizado é necessário diferenciar alguns conceitos quepermeiam tal matéria e que podem ser confundidos até mesmo pelos maisexperientes estudiosos, vejamos:
2.3. DIREITOS
São as disposições declaratórias. É o que se atribui a alguém. O que sepretende proteger.Direitos são disposições contidas em normas que atribuem a alguém atitularidade de uma prerrogativa sobre um bem, um valor ou ainda sobre faculdadesreconhecidas pela ordem jurídica.
2.4. GARANTIAS
 
André Alencar dos Santos 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL
 3São as disposições assecuratórias. São normas instrumentais para garantiros direitos declarados. São instrumentos formais (procedimentos, processos oumeios) que a ordem jurídica disponibiliza para os sujeitos do ordenamento jurídicocom a finalidade de evitar lesão ao direito declarado ou, havendo lesão, reparar ouminimizar seus efeitos, ou ainda, fazer com que o sujeito de um direito declaradopossua a capacidade de exigir dos outros sujeitos e do próprio Estado o respeito aesse direito.
2.4.1. Garantias fundamentais gerais
Correspondem às garantias genéricas, atribuídas pela ordem jurídica comoforma de proteção a diversos tipos de direitos declarados. Procuram proteger osindivíduos contra o arbítrio estatal e são basicamente:
A. Art. 5º II: ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algumacoisa senão em virtude de lei
 –
Princípio da legalidade:
Assegura aossujeitos da ordem jurídica a proteção contra exigência de conduta que nãoesteja prevista em lei. O princípio da legalidade, conforme será analisado deforma mais profunda em seguida, gera aos particulares a liberdade depoderem atuar conforme ou não contrário à ordem jurídica estabelecida.
B. Art. 5º XXXV: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciáriolesão ou ameaça a direito; - Princípio do amplo acesso ao PoderJudiciário:
Assegura às pessoas a proteção de que os direitos poderão serexigidos e tutelados em juízo, de que a lei não poderá afastar a lesão ouameaça ao direito declarado, da proteção pelo Poder Judiciário que goza deautoridade suficiente para impedir a lesão ou repará-la.
C. Art. 5º LIII: ninguém será processado nem sentenciado senão pelaautoridade competente
 –
Princípio do juízo natural (também do promotornatural):
Significando que a possibilidade da jurisdição ser exercida emdesfavor do sujeito só se dará em razão de um órgão de acusação e de julgamento previamente investidos e com previsão constitucional. Impede,principalmente, a formação de tribunais de exceção (5º XXXVII) porque o juiznatural é aquele que detém competência constitucional para julgar eimparcialidade necessária para julgar de forma justa.
D. Art. 5º LIV: ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem odevido processo legal
 –
Princípio do devido processo legal:
Princípio degrande conteúdo jurídico e de essencialidade indiscutível. Analisado emvertente formal ou judicial mostra que o processo deve ser um encadeamentode atos capaz de invadir a liberdade ou a propriedade de alguém de maneira justa, previsto em lei e conduzido de forma imparcial. O devido processo legalimpõe o direito que todos têm de não serem privados da liberdade e dapropriedade, ambos em sentido amplo, sem um processo em que seassegure às partes a igualdade, o conhecimento, o contraditório, a defesa, acapacidade de provar as alegações...
E. Art. 5º LV: aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, eaos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa,com os meios e recursos a ela inerentes
 –
Princípio do contraditório eda ampla defesa:
Permite que todos possam interagir no processo (judicialou administrativo) tomando ciência e tendo direito de intervir para formar aconvicção do julgador com elementos probatórios lícitos, só assim o processopoderá ser devido.

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