2nacional, imigrante ou turista), entre outros. Esta premissa pretende realçar uma noçãode total inclusão que assuma a deficiência como apenas mais um factor de diferenciaçãoque não exige medidas excepcionais, mas sim uma atitude que faça mesmo esbaterpossíveis marcas da discriminação positiva. Tal atinge-se implementando um outroconceito: o de “para todos”. Desenhar para todos significa encontrar soluções que sejamúteis a todos,
incluindo
os deficientes, assumindo a convicção de que ao integrar estespúblicos especiais estaremos a criar melhores condições para todas as outras pessoasque, embora menos marcadas pela diferença, são, na sua essência, também únicas,diferentes e especiais, e que irão igualmente usufruir de tais condições especiais.Apesar de assumir uma perspectiva de integração holística, haverá necessidade defocalizar o grupo específico que esteve na origem desta reflexão: as pessoas comdeficiência. De acordo com estudos da Eurostat
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a grande Europa tem uma populaçãodeficiente de 50 milhões, i.e. 14,5% da população europeia (chegando a 25% nos novosestados), apresenta condicionalismos impeditivos de uma vida “normal”. No contextoportuguês, e de acordo com os censos 2001, teremos uma população deficiente de cercade 636 059 (cerca de 10% da população portuguesa), número que se considera poucoobjectivo se tivermos em conta que estamos perante uma sociedade envelhecida e que adeficiência ainda é estigmatizada a nível social, levando a que seja “escondida” porpreconceito. Se a este factor se acrescer o envelhecimento como potenciador dedeficiência e invalidez
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, e se tivermos em conta que, reflectindo a tendência europeia
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,em Portugal, em 2001, existiam 1 693 493 pessoas com mais de 65 anos (dados dosúltimos censos), será de considerar que cerca de um terço da população portuguesa seencontra entre o grupo de pessoas com necessidades especiais.Se transpusermos estes dados para o contexto dos potenciais utilizadores de museus,partilhando com Lima de Faria (2000:3) a convicção que “[n]ão existe socialmente afigura de ‘visitante de museu’ mas sim uma população mais ou menos local, mais oumenos difusa, ou em trânsito, que poderá constituir-se como um recurso para o museu”,e se tivermos em conta que, à data, maior parte dos museus portugueses ainda não
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Eurobarometer survey 54.2 and Eurostat report: Disability and social participation in Europe. 2001
e
Statistics in focus – Population and Social Conditions – “Employment of disabled people in Europe in 2002”
realizado pelaEurostat.
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De acordo com o US
Census Bureau Report on Americans with Disabilities: 1994-1995 (P70-61)
deAgosto de 1997, enquanto que aos 18-24 anos uma pessoa terá uma incapacidade devida à idade de cercade 9,5%, tal passa para os 21,2% aos 45-54 anos, atingindo os 42,3% aos 65-74 anos e os 64% aos 75+anos.
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O Departamento para População das Nações Unidas estima que a população europeia decresça 13%entre 2000 e 2050 e que a média etária aumente dez anos, passando então para os 48 anos (cf.
DiárioEconómico
de 21 de Março de 2003).
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