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MoruMbi
novembro
2008
Carta ao leitor
P
or mais que possa parecer sarcasmo, enxergo alguns – poucos –motivos que me azem crer que essa crise mundial aconteceu emum momento importante. Não estou dizendo que acho bom ouruim, apenas que considero importante, um divisor de águas nos rumosda humanidade. O dinheiro circulando ácil ez todos acreditarem em umabonança também especulativa, que nada tinha a ver com valores menosdivertidos. Uma das mais amosas mensagens que circulou pela internet há poucos anos, chamada “A Terra em Miniatura”, trazia constatações chocantes para nós que azemos parte dos supostos 25% de pessoas do mundo que têmgeladeira, armário e cama em casa. Setenta e cinco por cento não têm essesbens todos! Conta em banco, apenas 8%, segundo a mesma mensagem.Se ela or de ato verdadeira, quantos por cento do mundo será que tinhamações ou dinheiro aplicado em undos diversos? Quantas pessoas perderamdiretamente com a queda das avaliações de valores que chegou mais rápidoao Brasil do que qualquer analista pôde prever? E quantas pessoas nuncativeram nada, nem ao menos água potável, mas assistiam ao planetasendo devastado pela necessidade de se aumentar a produção de qualquer coisa que estávamos comprando, nós, os grandes propulsores do consumodesenreado do mundo? A título de ampliar o leque de inormação, sugirotambém que se procure no Google o vídeo “The Story o Stuf – A História dasCoisas – Versão Brasileira”. Algum dia teria que acontecer algo que colocasseum reio ao ritmo de devastação que oi imposto ao planeta. Esse é, naminha opinião, um dos atos que az essa grande crise ser importante. Nãoestou dizendo boa ou ruim, apenas importante.Os eeitos colaterais da crise atingem em escala a todos, e em proporçõesque não são vistas há várias gerações. São agravados porque todosacreditamos nessa bolha, e muitos assumiram compromissos contandocom os rutos que viriam da promessa de uma grande colheita na árvoreda ortuna. Mas a árvore secou, e hoje todos tentam entender o que existede real e de especulativo em tudo o que está sendo colocado à mesa.Em que – e em quem – acreditar? O que tem real valor para nós? Quaiscompromissos vamos escolher assumir daqui por diante? Com quem? Vamos nos achar uns coitados pela bordoada que levamos com a quedada Bolsa na nossa cabeça ou vamos entender que continuamos vivendoem um bairro, ops, em um mundo que tem grande desigualdade social? Uma crise é, de acordo com os orientais, sinônimo de oportunidade. E aqui eu vejo outro ator que a az ser tão importante. Estamos tendo, principalmente, a oportunidade de descobrir por quem os sinosdobram. Importantíssimo.Boa leitura.
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