Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
18Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Samael Aun Weor - NORMAS PARA O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

Samael Aun Weor - NORMAS PARA O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

Ratings:

4.0

(2)
|Views: 371 |Likes:
Published by TERENCE
Dicas e postura para a eliminação do Ego.
Dicas e postura para a eliminação do Ego.

More info:

Published by: TERENCE on Jul 23, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/17/2013

pdf

text

original

 
NORMAS PARA O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA
A coisa mais importante na vida do ser humano é a realização Íntima do Ser. Certavez, perguntei a minha Divina Mãe Kundalini : O caminho que irá me conduzir àressurreição é muito longo?
Não é que seja tão longo; acontece que é necessário lapidar, cinzelar, trabalhar duramente na Pedra Filosofal, pois deve-se dar à pedra bruta a forma cúbica perfeita.
 
Nossa divisa é
TE...LE...MA...
, isto é, vontade. Comecemos por despertar aconsciência. Os seres humanos todos estão adormecidos. Necessitamos acordar paraver o caminho. O essencial é despertar aqui e agora. Infelizmente, as pessoasdormem; parece incrível, mas é assim. Andamos pelas ruas com a consciênciaadormecida; estamos em casa, no trabalho, na fábrica, no escritório, com aconsciência profundamente adormecida. Dirigimos o carro, vamos aos lugares,sempre com a consciência tremendamente adormecida.
 
As pessoas nascem, crescem, reproduzem-se, envelhecem e morrem com aconsciência adormecida. Nunca sabem de onde vêm, nem qual o objetivo de suaprópria existência. O mais grave é que todos se julgam despertos. Muitas pessoas,por exemplo, preocupam-se em saber coisas esotéricas, mas jamais se preocupamem despertar a consciência. Se tomassem a decisão de despertar aqui e agora,imediatamente poderiam conhecer tudo isto que agora são enigmas. O ceticismoexiste porque o cético é ignorante e a consciência adormecida é ignorância. Devodizer-lhes, em nome da verdade, que o ceticismo existe devido à ignorância. No diaem que o homem deixar de ser ignorante e despertar sua consciência, o ceticismodesaparecerá porque a ignorância e o ceticismo se eqüivalem.
 
Nosso propósito certamente não é o de convencer céticos. Se hoje convencemos cemcéticos, amanhã aparecerão dez mil, se convencemos os dez mil, aparecerão cem mile jamais acabariam.
 
O sistema com o qual se consegue a Realização Íntima do Ser exige TRABALHOSCONSCIENTES E PADECIMENTOS VOLUNTÁRIOS. É necessário que haja acontinuidade de propósitos nos três fatores de revolução da consciência, precisa-semorrer de instante a instante, de momento a momento. O homem adormecido napresença de um copo de bebida termina embriagado. Quando o homem adormecidose vê na presença do sexo oposto, termina fornicando. O adormecido identifica-secom tudo que o cerca e esquece-se de si mesmo.
 
Lembro-me agora do insólito caso vivido por Ouspenski. Quando caminhava pelasruas de São Petersburgo, propôs-se a não esquecer nem por um minuto sequer de simesmo. A todo momento recordava-se de si mesmo. Declara que até já via umaspecto espiritual em todas as coisas. Sentia-se transformado, aumentava a sualucidez espiritual, etc. No entanto, algo curioso aconteceu... De repente, sentiunecessidade de entrar em uma tabacaria para comprar seus cigarros. Depois que oatenderam e embrulharam seu pedido de cigarros, saiu tranqüilamente fumando aolongo de uma avenida. Andou por diversos lugares recordando diferentes temas,ocupado em vários assuntos intelectuais, etc. Logo, ficou absorvido em seus própriospensamentos. Uma hora e meia mais tarde, chegava em casa. De repente, observoubem a sua habitação, seu quarto de dormir, a sala, o escritório e lembrou-se quetinha dormido. Havia andado por tantos lugares com a sua consciência adormecida.Ao entrar na tabacaria, suas boas intenções de permanecer desperto tinham sereduzido a poeira cósmica. Lamentou a situação; entre a tabacaria e a sua casapassara-se uma hora e meia e todo esse tempo passeara pelas ruas da cidade com aconsciência completamente adormecida.
 
Vejam quão difícil é alguém permanecer de instante a instante, de momento amomento, de segundo a segundo, com a consciência desperta. Este é o primeiro
 
passo: não se esquecer de si mesmo nunca, nem um único instante, se é quequeremos verdadeiramente despertar. Chegue alguém aonde chegar, em qualquersala, ou ande pelas ruas, a pé ou de carro, seja de dia ou de noite, esteja ondeestiver, no trabalho, na fábrica, não interessa; tem de estar sempre se recordando desi mesmo. Na presença de qualquer objeto bonito, em qualquer vitrine onde seexibam jóias ou pedras preciosas, etc.; não se esquecer de si mesmo, não seidentificar com nada daquilo que gosta e que possa lhe fascinar. Portanto, énecessário estar continuamente se lembrando de si mesmo. Não apenas na partefísica; temos que vigiar os próprios pensamentos, sentimentos, emoções, deduções,temores, apetites, anelos, etc.
 
O segundo aspecto bastante interessante deste trabalho é não se identificar com ascoisas. Se vocês virem um belo objeto, uma roupa na vitrine, uma exposição ou umaexibição, seja um automóvel ou um par de sapatos nunca vistos, seja um animalraro, um elefante que voa ou um camelo no meio da casa; estejam vigilantes. Não seidentifiquem com nada. Saibam distinguir entre o normal e o anormal. A primeiracoisa que se faz é refletir. Não se identifiquem com o objeto, a coisa ou a criatura quese está vendo. Se alguém se identifica com o que está vendo, com a representaçãoque está diante de seus olhos, fica fascinado. Isto é, da identificação passa-se para afascinação. Quando alguém fica encantado, maravilhado, identificado, se esquece desi e cai no profundo sonho da consciência. Com este procedimento equivocado,deixando-se fascinar tolamente, a única coisa que se consegue é dar prosseguimentoà inconsciência. E isto é muito grave, gravíssimo, gravíssimo, gravíssimo.
 
Lembro-me neste momento de um acontecimento interessante. Há muitos anos,estava ainda pelos países da América do Sul, caminhando pelo mundo, como se diz.Eu sempre andei de um lado para o outro. Uma noite qualquer, aconteceu que me viatravessando um jardim. Depois, atravessei uma sala e por fim cheguei a umescritório de advogado. Nele, vi uma senhora de certa idade, algumas cãs brancas,bastante simpática, que me recebeu sentada atrás de uma escrivaninha. Emseguida, levantou-se para me cumprimentar. De repente, observei que sobre aescrivaninha havia duas borboletas de vidro. Bom, isto nada tem de extraordinário,não é verdade? Porém... havia algo... as duas borboletas tinham vida própria.Mexiam as asas, a cabecinha, as patinhas... bom, isto sim era estranho, não éverdade? Era algo estranho e insólito ver um par de borboletas de vidro com vida. Asituação não era normal, passava do natural, já se tratava de um caso raro e exigiaum cuidado muito especial. Sabem o que fiz? Não me identifiquei com o par deborboletas. Pensei comigo mesmo: Como é possível que exista no mundo borboletascom asas de vidro, com corpo de vidro, que respirem e tenham vida própria como asnaturais? Portanto, refleti, caros irmãos. Que tal se eu tivesse me identificado comas borboletas sem fazer análise alguma? Se não tivesse refletido sobre as taisborboletas de vidro, teria ficado fascinado, teria ficado encantado e cairia nainconsciência. Isto então teria sido uma ação insensata, não é verdade? Mas, eurefleti, disse para mim mesmo: Não, isto é muito estranho, isto é muito raro. Éimpossível que haja no mundo físico este tipo de criaturas... não, não e não! Aquitem gato escondido! Este tipo de fenômeno, que eu saiba, não existe no mundo detrês dimensões. Isto só é possível no mundo astral. A não ser que eu esteja noastral... será que estou no mundo astral? Perguntei a mim mesmo: Será que estoudormindo? Será que deixei meu corpo físico em algum lugar? Já que está tudo tãoestranho, para sair da dúvida, vou dar um saltinho para ver se flutuo no ar, se é queestou no astral; assim esclareço tudo. Assim pensei e com toda confiança, digo-lhes,assim procedi. Afinal tinha de proceder assim; qual outra maneira? Porém, comonão me agradava dar um pulo ali na frente da senhora, disse para mim mesmo: Essasenhora pode julgar que não estou regulando bem, dando pulos em seu escritório.Ademais, era tudo tão normal; um escritório como qualquer outro. A cadeira em quea senhora estava sentada era dessas que giram de um lado para outro. Havia doiscandelabros dos quais bem me lembro; um à direita e o outro à esquerda e pareciamser de ouro. Lembro-me de tudo com exatidão, ainda que já tenha passado muitotempo. Recordo-me bem que os candelabros eram de sete braços. Eu ainda era bem jovem naquela época. Falando claro, eu não achava nada estranho naqueleconsultório. Tudo estava tão normal naquela sala, a única coisa que não se
 
enquadrava eram as borboletas. E continuava pensando: Essa senhora nada tem deestranho, parece-se com todas as senhoras do mundo, porém essas borboletas estãome intrigando. Como podem ter vida própria? Bom, seja como for! Resolvi sair paradar um saltinho. Claro, tinha de dar uma desculpa para a senhora. Pedi permissão.Disse-lhe que precisava sair um pouquinho. Ela decerto concluiu que precisava ir aobanheiro ou qualquer coisa. O certo é que saí dali com sua permissão. Fora da sala,no corredor, seguro de que ninguém me observava, dei um grande salto para ver seflutuava e, que tal se lhes conto o que aconteceu? Pois sinceramente declaro quefiquei flutuando no ambiente, numa sensação deliciosa... Comentei comigo mesmo:estou em corpo astral, não há a menor dúvida. Recordei que deixara o corpo físico nacama dormindo há umas tantas horas e que, movendo-me por aí, chegara àquelasala de despachos...Voltei à sala e sentei-me outra vez diante da senhora e commuito respeito disse-lhe:
Minha senhora, veja, estamos em corpo astral 
. Ela apenasolhou-me com uns olhos de sonâmbula, surpresa; não me entendeu, não mecompreendeu. Quis esclarecer melhor:
Senhora, lembre-se, você se deitou para dormir há algumas horas atrás, não estranhe o que estou dizendo, seu corpo físico está dormindo na cama e você está aqui em astral, está conversando comigo em corpo astral...
Inútil, aquela senhora não entendia mesmo, estava profundamenteadormecida, tinha a consciência dormida. Vendo a inutilidade dos meus esforços ecompreendendo que ela não despertaria nem a tiros de canhão, pois jamais havia sededicado ao trabalho de despertar a consciência, resolvi pedir-lhe desculpas e meretirei... Saí dali, atravessei o espaço e dirigi-me para São Francisco da Califórnia.Por aqueles tempos, necessitava fazer uma investigação em uma determinada escolade pseudo-ocultistas ou pseudo-esoteristas que existe ali. Naturalmente fui e, derepente, vi ao longo do caminho um pobre homem que desencarnara há muitotempo. Aquele infeliz em sua vida tinha sido um carregador de fardos. Aproximei-medele e falei:
Amigo, você já desencarnou há muito tempo. Você está bem morto. Por que está carregando esse fardo tão pesado? 
 
Estou trabalhando 
, foi sua resposta
. Amigo,você foi um carregador quando estava vivo, mas agora você já não existe no mundo, já desencarnou, o seu corpo virou pó no cemitério. Esse enorme peso que você carrega nas costas é apenas uma forma mental, entende? 
Foi como se eu estivesse faladochinês com o pobre homem. Não entendeu uma vírgula sequer. Olhou-me com olhosde sonâmbulo... Resolvi flutuar ao seu redor, no meio ambiente, com a intenção dedespertar-lhe a atenção. Queria que se desse conta de que algo raro acontecia, poiscomo é possível que um homem flutue ao seu redor e você não ache isso estranho! Tudo inútil. O homem olhava-me com os olhos de um bêbado...
 
Continuei meu caminho em direção às terras da Califórnia para fazer a investigaçãoproposta. Tinha algo para investigar e fiz o que tinha de fazer. Investiguei o que tinhade investigar e depois voltei ao corpo físico outra vez. Foi uma bonita investigação.Porém, que tal se eu tivesse ficado fascinado, contemplando o par de borboletas devidro? Se eu não as tivesse observado com cuidado e não houvesse refletido sobre oque estava vendo, teria ficado como um abobado olhando durante toda a noite o parde borboletas e não teria despertado a consciência.
 
Bom, como algo curioso, quero acrescentar que muitos anos depois, talvez uns 30anos ou mais, tive de viajar a Tasco (Guerrero). Tasco é um povoado muito simpáticosituado sobre uma ladeira. Construído ao estilo colonial, tem suas ruas empedradascomo no período colonial. Cidade rica, pois tem muitas minas de prata e fabricambelos objetos e jóias de prata. Eu tinha de viajar até aquele lugar porque haviaalguém que queria se curar e eu estava lhe preparando alguns medicamentos. Tratava-se de um paciente pobre e muito doente, queria que eu o ajudasse noprocesso da cura...Cheguei a uma casa, atravessei o jardim de uma bela mansão,cheguei a uma sala e a reconheci de imediato. Havia ali uma senhora. Tão logo a vi areconheci. Era a mesma que eu vira anos atrás no astral, sentada em suaescrivaninha. Com uma exceção, pois desta vez ela não estava na escrivaninha e simna sala. Ela me convidou para passar adiante. Ali encontrei a famosa sala dedespachos, onde há tanto tempo atrás já estivera. Na escrivaninha estava seumarido, um homem educado e dedicado à advocacia sem título que em algunslugares chamam de rábula. Bom, chamemo-lo lá como for, o certo era que estavasentado ali. Levantou-se para me cumprimentar e pediu para que me sentasse a sua

Activity (18)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
igamacae2 liked this
Rogerio Santana liked this
Kaptah liked this
Roney Reis liked this
Roney Reis liked this
vagnerelarissa liked this
Amir El Aouar liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->