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O PERFIL DE UM PROFETA
PRESIDENTE HUGH B. BROWN (1883–1975)
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gostaria de defender poralgunsminutos a idéia de que oevangelhode Jesus Cristo foi restaurado emnossosdias e de que esta é Sua Igreja,organizadasob Sua direção por meio doProfeta Joseph Smith. Apresentareialgumas razõespara minha fé e minha lealdade àIgreja. Talvez consiga fazê-lo de modomais sucintose mencionar uma entrevista quetive emLondres, na Inglaterra, em 1939,poucoantes da eclosão da [SegundaGuerraMundial]. Eu conhecera umcavalheiroinglês muito importante, membrodaCâmara dos Comuns eanteriormente umdos magistrados da SupremaCorte daInglaterra. Em minhas conversascom essehomem, “desconcertantes para aalma”,como ele as qualificara,tratávamos de diversosassuntos, como negócios, direito,política,relações internacionais, guerra ecomfreqüência religião. Certo dia,telefonou-me pediu que eu fosse aseu escritório paraexplicar-lhe alguns aspectos doevangelho.Ele observou: “Acho que vai haverumaguerra. Se isso acontecer, vocêterá quevoltar para a América e talveznunca nosvoltemos a ver”. Seu comentáriosobre aiminência do conflito e dapossibilidadede não nos encontrarmosnovamente mostrou-se profético. Quando cheguei aoseugabinete, ele disse que ficaraintrigado comalgumas de minhas afirmações.Pediu-me
 
que preparasse um dossiê sobre omormonismo(...) e o discutisse com ele como setratasse de uma questão jurídica.Ele disse: “Você afirmou crer que JosephSmith foi um profeta. Garantiuacreditar queDeus o Pai e Jesus de Nazaréapareceram aele. Não consigo entender comoum advogadodo Canadá, um homem treinadoemlógica e provas, pode aceitar taisdeclaraçõesabsurdas. O que me falou de Joseph Smith parece inacreditável,mas acho que deveria preparar umdossiê em cerca de três dias edeixar-me examiná-lo paraque possa discutir com você oassunto”.Sugeri que começássemosimediatamente e tivéssemosuma reunião de mediação, que éum encontroentre ambas as partes litigantesde uma ação judicial.Nela, o queixoso e o réu, com orespectivo advogado,examinam as reivindicações decada um e tentam chegara um acordo, sem ter que ir a juízoposteriormente.Propus que achássemos algunspontos comuns a partirdos quais poderíamos discutirminhas idéias “inacreditáveis”.Ele concordou prontamente.Nos poucos minutos de quedisponho agora, possofornecer-lhes apenas uma brevesinopse da conversa detrês horas que se travou emseguida. Para fazer melhoruso do tempo, empregarei ométodo de perguntas erespostas em vez da narração.Comecei indagando: “Possoproceder, vossa senhoria, partindodopressuposto de que é cristão?”“Sim.”“Suponho que vossa senhoria crêna Bíblia —no Velho e no Novo Testamentos?”“Creio!”“Acredita na oração?”“Acredito!”“Vossa senhoria afirma que minhacrençano fato de Deus ter falado com umhomem emnossa época é fantasiosa eabsurda?”“A meu ver, é.”“Crê que Deus em algummomento Se comunicoucom alguém?”“Certamente. Temos provas dissopor toda aBíblia.”“Ele falou com Adão?”“Sim.”“Com Enoque, Noé, Abraão,Moisés, Jacó, José e os demais profetas?”“Creio que falou com cada umdeles.”“Acredita que o contato entre Deuse ohomem cessou quando Jesus veioà Terra?”
 
“Não, nessa época a comunicaçãoatingiu oápice, o ponto culminante.”“Crê que Jesus era o Filho deDeus?”“Ele era.”“Acredita que depois daressurreição de Jesus, umcerto advogado, que também erafabricante de tendas,chamado Saulo de Tarso, falou acaminho de Damascocom Jesus de Nazaré, que foracrucificado, ressuscitarae ascendera ao céu?”“Acredito.”“Saulo ouviu a voz de quem?”“A voz de Jesus Cristo, pois Elemesmo Se apresentou.”“Então (...) afirmo solenementeque esse era o procedimentopadrão para Deus Se comunicarcom o homemnos tempos bíblicos.”“Creio que aceito tal idéia, masisso cessou poucodepois do primeiro século da eracristã.”“Por que julga que parou?”“Não sei dizer.” “Acha que Deusnão Se pronunciou desdeaquela época?”“Tenho certeza que não.”“Deve haver um motivo; pode-meapresentarum?”“Não sei a razão.”“Posso sugerir algumas razõespossíveis:talvez Deus não Se comuniquemais com ohomem porque não pode. Eleperdeu essepoder.”Ele replicou: “É claro que isso seriaumablasfêmia”.“Bem, se rejeita essa suposição,talvez Elenão Se comunique mais com oshomens pornão nos amar mais. Ele não Seinteressa maispelo que os homens fazem.”“Não”, retrucou ele, “Deus amatodos oshomens e não faz acepção depessoas.”“Então se Ele pode falar conosco enosama, a única outra respostapossível, a mever, é que não precisamos Dele. Tivemostantos avanços na ciência e somostão instruídosque não necessitamos mais deDeus.”Então ele declarou, com a voztrêmulaao pensar na guerra que seaproximava: “Sr.Brown, jamais houve uma épocada históriado mundo em que a voz de Deusfosse tãonecessária quanto hoje. Talvez osenhorpossa dizer-me por que Ele não Semanifestamais”.Minha resposta foi: “Ele Semanifesta,

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