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A ocupação dos 3

A ocupação dos 3

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Published by: Rodrigo Dantas Valverde on Oct 15, 2013
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10/20/2013

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A ocupação dos 3.000
“Certamente, é muito mais prejudicial à imagem da USP, sendo a
universidade mais importante da América Latina, a desocupação de estudantes deum de seus prédios com o uso da tropa de choque, sem contar possíveis danos àintegridade física dos estudantes, ratificando, mais uma vez, a tradiçãomarcadamente autoritária da sociedade brasileira e de suas instituições, que, nãoreconhecendo conflitos sociais e de interesses, ao invés de resolvê-los pelo debatedemocrático, lançam mão da re
 pressão ou da desmoralização do interlocutor.” 
 
Decisão judicial contrária à reintegração de posse da reitoria
 
2013 é ano de eleições para reitor/anas estaduais paulistas e de diretor da nossafaculdade. A USP é uma das universidadesmais antidemocráticas do país, além de ser uma das poucas que ainda não aderiu aosistema de cotas raciais, sociais e paradeficientes, sua estrutura de poder édefasada em relação às experiências epropostas nacionais. Pelo menos 26 das 59universidades federais do Brasil, ou seja,44% delas, utilizam a consulta paritária aestudantes, docentes e funcionários comoprincipal critério para a escolha do reitor.No início do semestre, nossoautoritário reitor iniciou um processo dedebates sobre métodos da escolha dedirigentes na universidade. Tal processo serestringiu a conferências das congregaçõesdas unidades, marcadas para o feriado de 7de setembro, quando não há aulas.
Por nãoter voz e participação, o movimentoestudantil, em conjunto com a ADUSP e oSINTUSP, organizou um ato em frente àreitoria no dia em que essa questão seriadiscutida no Conselho Universitário (CO),
ao redor da pauta “Diretas para reitor 
-
estatuinte livre, democrática e soberana”.
 
Do lado de dentro da reunião, os/asestudantes propuseram que o Conselhofosse aberto. Rodas, presidindo o CO, disseque se votassem pelo CO aberto elecancelaria o conselho, sem certeza se outroseria marcado. Por conta disso, o CO não foiaberto. Alguns dos RDs naquele momento seretiraram do Conselho e afirmaram que esseseria ocupado pelo movimento. As/os estudantes e funcionárias/os quese encontravam no ato do lado de fora,entraram na reitoria com o objetivo de ocupar o CO, porém, não foi possível entrar na salado Conselho Universitário e as decisõescontinuaram ocorrendo lá dentro. Após a ocupação foi realizada umaassembleia dentro da reitoria, da qualparticiparam pelo menos mil estudantes. Amanutenção da ocupação da reitoria foi entãoaclamada, e aprovada a greve geral. Duranteesses 14 dias de ocupação da reitoria outrasgrandes assembleias gerais foram realizadase conseguiram delimitar como
eixos da greve 
:
a) Eleições Diretas e paritárias para Reitor,Diretores de Unidade e Chefes dedepartamento. Fim da lista tríplice!
 
b) Estatuinte Livre e Soberana
 
c) Cotas na USP já! Pela implementaçãodo PL Estadual de iniciativa popular daFrente Pró-Cotas que institui cotas sociaise raciais nas Universidades Paulistas
 
d) Devolução dos blocos K e L para amoradia estudantil
 
e) Não à Repressão!
Logo, a reitoria entrou com um pedido judicial de reintegração de posse contra aocupação. O juiz determinou uma audiênciade tentativa de conciliação entre as partes,entretanto, a reitoria, intransigente, afirmaque só negocia após a desocupação. Assim,a decisão do juiz foi pelo indeferimento daliminar de reintegração de posse, afirmandoque
“ 
 
o Poder Judiciário não pode mais,simplesmente, absorver conflitos negados pela postura antidemocrática dos demais poderes, sob o manto protetor de qualquer instituto jurídico -, no caso, o da posse -, semo risco de ele próprio praticar o mesmoautoritarismo (repressão)
”.

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