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BoleminformavodoMovimentoUnidospeloConcelhodeVianadoAlentejo
 
hp://sites.google.com/site/unidosporvianadoalentejo/
 
Edição03
   J  u   l   h  o .   2   0   0   9
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LEIA NA PÁGINA 4LEIA NA PÁGINA 3
a sua meta no dia 11 de Outubro. Apesar doêxito alcançado, vamos continuar a traba-lhar como até aqui, passo a passo e confor-me o planeado. Não estamos, como algunsdos nossos adversários têm maldosamenteinsinuado, dependentes das suas agendas edas suas estratégias. O calendário é o nosso
e quem o dene somos nós.
Termino, sugerindo-vos a consultade todos os nossos meios de comunicaçãoe informação disponíveis – página na in-ternet, blog, hi5… –, assim como a leituraatenta deste novo boletim.Bernardino Bengalinha PintoCaros Amigos,Mais uma edição do “Vida Nova”!Continuamos, com ela, a dar cumprimentoa um dos objectivos fundamentais do nosso projecto: a comunicação com toda a popu-lação do nosso concelho.Agradecemos mais uma vez a recep-tividade com que os números anteriores fo-
ram acolhidos, manifestada por vós através
das mais variadas formas. Não quero tam- bém deixar de realçar a maneira acolhedo-ra e aberta com que a população de todo oconcelho nos recebeu, aquando da entregado nosso último Boletim, já que o mesmofoi distribuído porta a porta, por elementosapoiantes desta candidatura (à excepção deum ou dois bairros habitacionais em Al-cáçovas).
cmykcmyk
Na presente edição daremos desta-que à apresentação de alguns dos nossos
candidatos aos vários órgãos autárquicos.
São pessoas honestas, trabalhadoras e com- petentes, que estarão ao serviço da popu-lação do nosso concelho, em prol do seureal desenvolvimento e da melhoria da suaqualidade de vida.Não posso também deixar de ma-nifestar a minha alegria e satisfação pelaforma como decorreu a referida apresenta-ção, no passado dia 5 de Julho, no Jardim
Público de Alcáçovas. Rero-me não só ao
elevado número de pessoas presentes, ex-cedendo largamente as minhas melhoresexpectativas, como também à forma alegree animada com que a festa se desenrolou pela noite dentro. No dia 5 de Julho ganhámos maisuma etapa desta longa caminhada que terá
Editorial
 
ACULPAÉ DO SÓCRATES?
Está na moda dizer-se que a culpa é do Sócrates pelo que se fez, pelo
que não se fez, pelo que se há-de fazer, pelo que se não há-de fazer,
enm, por tudo o que dê jeito ao actual executivo por forma a branquear a
incompetência revelada em matéria de gestão dos meios e recursos ao seudispor em dezasseis anos de exercício do poder, que conduziram ao atrasovergonhoso em que nos encontramos – último lugar! -, relativamente a todosos outros concelhos do Alentejo.
PELAS MÃOSDA CDU, AÁGUA QUECHEGA ÀS NOSSAS TOR- NEIRAS VAIMUDAR DEDONO…...E FICAR MUITO MAISCARA!
ÁGUA
 
Julho.2009p2
PELAS MÃOS DA CDU, A ÁGUA QUE CHEGA ÀS NOSSAS TORNEIRAS VAI MUDAR DE DONO…
Realizou-se no passado dia 15 de Ju-lho uma sessão extraordinária da Assem- bleia Municipal, tendo como ponto únicoa “
 proposta de aprovação do contrato de parceria pública a celebrar entre o Estado Português e um conjunto de Municípios do Alentejo
”.Esta proposta foi acaloradamente dis-
cutida nessa sessão, tendo sido, no nal,
submetida a votação e
aprovada apenascom os votos da actual maioria CDU/Viana
(7), já que tanto os eleitos do PS (3)como os do PSD (3) votaram contra. Esta
“vitória” tangencial da CDU/Viana foi
ainda “manchada” pela abstenção de umdos seus elementos, mais concretamentedo presidente da Junta de Freguesia de Al-cáçovas.Esta decisão, de relevante importância
 para todos nós, foi totalmente negociada
nas costas da população do concelho. O
seu propósito é entregar a gestão dos sis
-temas de abastecimento de água e sanea-mento de águas residuais à Entidade Ges-tora da Parceria, que tem como accionistamaioritário a empresa “Águas de Portugal,SGPS, S.A.”. Por enquanto essa entregaserá feita apenas “em alta”, isto é, até aos
reservatórios que servem as povoações,
mas o contrato prevê a possibilidade da
 própria rede de distribuição ao domicílio
ser, também ela, entregue a essa entidade.
Mas anal, qual é o objectivo deste
contrato mal explicado?
Este contrato vai permitir a constituiçãoconjunta, no prazo máximo de três meses,
de uma sociedade anónima a integrar no
sector empresarial do Estado Português,designada por “Entidade Gestora da Par-ceria” (EGP), na qual as “Águas de Por-tugal” (AdP) deterá 51% do capital, isto
é, na qual cará maioritária.
Este contra-
to, com vigência prevista – pasme-se! – para cinquenta anos
, prevê, no essencial,o seguinte:1. A concepção, o projecto, a constru-ção, a extensão, a reparação, a renovação,a manutenção, a aquisição das infra-estru-turas e dos equipamentos
e a respectivaexploração e a prestação dos serviços às
autarquias
(…)3. Permanecem na responsabilidade decada um dos Municípios os seguintes ris-cos:a) Toda e qualquer responsabilida-de ambiental que seja suscitada relativa-mente às infra-estruturas que foram inte-gradas no plano de investimento da EGP,conforme o contrato de gestão, enquantonão forem concluídos os respectivos in-vestimentos;b) Toda e qualquer responsabilida-de civil contratual ou outra decorrente decontratos que foram afectos aos contratosde gestão, antes de tal afectação;(…)6.
Os trabalhadores da administra
-
ção autárquica podem, por acordo decedência de interesse público, nos ter
-
mos da Lei nº 12-A/2008, de 27 de Feve
-
reiro, exercer funções na EGP
.
A água é um bem comum da Huma
-nidade
 Não podemos concordar que a nossaágua, gerida durante séculos pelo conce-lho, seja entregue a outra entidade, não
eleita pelos cidadãos, cando ela, duran
-te cinquenta anos, com todos os direitossobre este bem cada vez mais precioso,olhado agora com crescente ambição pe-las bolsas de valores nacionais e mundiais.Como tem sido hábito nestes últimos de-zasseis anos, este poder autoritário, pater-nalista e cada vez mais irresponsável, num processo pouco transparente, sem debatee esclarecimento público, tem o desplantede “apunhalar” pelas costas a populaçãodo concelho, não lhe dando oportunidadede ser informada e posteriormente decidir,
como é próprio da vivência democrática,tão apregoada pelos interesses que inltra
-
ram a CDU/Viana, mas ao mesmo tempo
tão pouco praticada por esses mesmos in-divíduos!quer discussão pública e à completa reve-lia da população, revelando uma manifestafalta de ética e bom senso, quando estamos
apenas a três meses das próximas eleições
autárquicas.
Com esta irresponsável aprovação, aCDU/Viana compromete, num negóciomercantilista e pouco claro, as actuais efuturas gerações e os seus representan
-
tes autárquicos, reféns que vão car deum contrato de quase impossível anula
-
ção. Um contrato que visa entregar a es
-
tranhos um bem essencial à nossa vida,
durante centenas de anos propriedade
colectiva do nosso concelho e apenas etão só por ele gerido.
Todos os elementos do executivo, bemcomo da Assembleia Municipal, não po-derão vir, no futuro, dizer que não sabiamque a água ia aumentar, culpando, como éseu hábito, o Governo…
O próprio presidente da Assembleia, Sr.
João Garcia, referiu nessa mesma sessãoque a água não podia continuar a ser vendi-da aos preços a que está actualmente, vistoque o seu custo estava a ser muito oneroso para a Câmara.Segundo o Sr. João Garcia, a adesão aesta parceria será a única forma da Câmara
ter ajuda nanceira para proceder à urgen
-te renovação das redes de águas, envelhe-cidas e inapropriadas para os consumos equalidade actualmente exigidos.
Quanto a nós, este argumento não co
-lhe, pois como é do conhecimento geral, aurgência desta renovação já é sentida des-de há longos anos. O que sucede é que, talcomo noutras áreas da nossa vida comuni-tária, este executivo não tem mostrado ca- pacidade ou vontade de captar e aproveitar os fundos comunitários. O certo é que aolongo destes dezasseis anos de gestão doDr. Estêvão Pereira, já houve inúmerasoportunidades perdidas deste grave pro- blema ter sido resolvido, mas o actual exe-cutivo assim não o entendeu…Muitas outras autarquias, das mais di-versas cores políticas, resolveram atempa-damente este problema. Tal foi o caso daCâmara de Moura, até por sinal CDU, queem 2007 marcou o arranque da 1.ª fase daPorque se trata de um assunto de ex-traordinária importância, fora da gestãocorrente que foi sufragada nas últimas
eleições – não fazia parte do programaeleitoral da CDU/Viana, de 2005 –, deviaesta agremiação político-económica ter 
aceite a proposta apresentada de adiar atomada desta decisão para um futuro bre-ve. O período eleitoral que se avizinha até poderia ajudar a promover o necessário de- bate, entre as diversas candidaturas, sobreesta decisão fundamental que irá segura-mente afectar a vida dos nossos munícipes
durante as próximas décadas. No entanto aCDU/Viana preferiu decidir já, sem qual
-empreitada de remodelação das redes de
águas e esgotos no centro histórico da ci
-dade, obra orçada em 1 milhão e duzentosmil euros, assegurando a sua compartici- pação em 70% por fundos comunitários.
Com este negócio a Autarquia vaideixar de poder xar e rever as tarifasde venda de água. Ninguém, naquela As
-
sembleia, cou com dúvidas que a águairá aumentar de preço!Como se não bastasse
O relatório do Tribunal de Contas, di
-vulgado em Julho de 2008, é fulminanterelativamente à gestão da empresa “Águasde Portugal”: (…) “
apesar dos resultadosoperacionais negativos de 75,5 milhões deeuros, entre 2004 e 2006, foram atribuí-dos, naquele período, prémios de incentivo
[aos seus gestores]
no valor de 2,3 milhõesde euros”. O TC realça que “a política deatribuição dos prémios não está assen-te num sistema indubitavelmente claro etransparente, nem está associado à con-cretização de objectivos, já que no gruponão existe avaliação de desempenho por objectivos, orientado para resultados
”.O TC referiu ainda que “a
 s empresas do grupo atribuem viaturas de serviço, com plafond de combustível, a administrado-res e a alguns funcionários. No períodoem análise e nas sete empresas considera-das no relatório, foram gastos 2,5 milhõesde euros, 478 mil dos quais respeitantesa combustível 
” (Para mais informações pode o leitor consultar o site: http://j.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.
aspx?content_id=964684).Uma parte desta gestão danosa, que
agora nos entra como sócia nos nossos or 
-çamentos familiares, será inevitavelmente
reectida nas nossas facturas de consumo
de água. É nosso dever informar as famílias
e as empresas que a CDU/Viana, com esta
tomada de decisão, entregou de mão bei- jada a estranhos – sem que ninguém saibaos pormenores do contrato! – aquela queé seguramente uma das maiores riquezasdo concelho de Viana do Alentejo, a água,um bem de que sempre nos orgulhámos de possuir em qualidade e abundância.
n
O CONTROLO DA ÁGUAPÚBLICA CONCELHIA, OPETRÓLEO DO SÉCULOXXI, PODERÁ CAIR NASMÃOS DOS GRANDES GRU
-
POS ECONÓMICOS INTER 
-
NACIONAIS.
Viana do Alentejo recebeu, em 1313, o seu primeiro foral das mãos do rei D. Dinis. Conrmado mais tarde, em 1517, no reinado de D.Manuel I, é um dos poucos forais do sul do País onde a gestão da água é referida. O foral congurava-se como uma espécie de “constituição” local,documento fundamental pelo qual se regiam as gentes e instituições do concelho. Prestes a fazer 700 anos, em 2013, transcrevemos dele a seguinte
 passagem:
 AGOAS 
E há também na dita terra outro direito Real que he a agoa da fomte da fygueyra que vay per huma terra das ditas Cappellas a qual agoa
repartem per giros os almoxeriffes E ofçiaaes das ditas Capeellas E allem da dita agoa e fonte todallas outras agoas e fontes da dita villa e termo sam Isentamente do dito Comçelho e per seus ofciaens he Repartida e será ao diante como atee quy zeram e custumaram sem outra mudança.”
n
 
Julho.2009p3
A CULPA É DO SÓCRATES?
Para a CDU/Viana e para o actual exe
-cutivo municipal, a culpa de todos os malesdo Concelho de Viana do Alentejo é do PS
e do Sócrates.
Está na moda dizer-se que a culpa é do
Sócrates pelo que se fez, pelo que não se
fez, pelo que se há-de fazer, pelo que se não
há-de fazer, enm, por tudo o que dê jeito
ao actual executivo por forma a branque-ar a incompetência revelada em matéria degestão dos meios e recursos ao seu dispor em dezasseis anos de exercício do poder,que conduziram ao atraso vergonhoso emque nos encontramos – último lugar! -, re-lativamente a todos os outros concelhos doAlentejo.
O próprio presidente armou recente
-mente que Viana é uma ilha isolada de tudoo que se passa à sua volta. Obviamente emais uma vez, na sua opinião, a culpa é do
PS e do Sócrates, como já foi do Durão,
do Santana, do Guterres, do Cavaco, etc.A culpa nunca é dele, qual sumidade que paira por cima dos restantes mortais, om-nipresente Deus do Olimpo que nunca temdúvidas e raramente se engana
Infelizmente somos nós, habitantes des
-te concelho, que temos o fado de aguentar a ortodoxia e partidarite aguda de persona-gens que colocam à frente dos interesses das
 populações os interesses partidários. Prefe
-rem o atraso à modernidade, movimentam-se nos meandros da confusão e demagogia, preferem não participar em programas ou projectos de desenvolvimento patrocinados pelo poder central ou por outros parceiros,apenas com o objectivo de manterem umaguerrilha político-partidária aberta, de des-gaste constante, contra quem se encontrano poder central, seja de que partido for,
não sabendo separar as questões de política
nacional e de política local, colocando em primeiro lugar os interesses caciquistas.É pena que não sigam o exemplo de
outro camaradas edis, que perlhando a
mesma ideologia partidária tiveram discer-nimento para aproveitar as oportunidades eos recursos disponíveis, desenvolvendo osseus concelhos, não se coibindo de partici- par em projectos ou programas com outros parceiros, nomeadamente o poder central,desde que isso representasse mais valia,desenvolvimento e progresso para as suasterras.As pessoas devem fazer uma análise
ao recente comportamento da CDU/Viana,
onde depois de proscrito, até mesmo dentro
do próprio partido, o actual presidente foi
repescado com a exclusiva e desesperadaintenção de manterem mais um concelho nacontabilidade dos resultados eleitorais. Seera reconhecido, mesmo dentro das estru-turas do partido, que o homem já não serve, porque não fez trabalho, porque se tornouarrogante e prepotente, porque tratou male desrespeitou muitos trabalhadores da au-
tarquia (também culpa do Sócrates?), por 
-
que razão a CDU/Viana não avançou com
a esperada renovação, indo de encontro aoslegítimos anseios de grande maioria da po- pulação, onde se incluem também muitosdos seus militantes e simpatizantes, apro-veitando para limpar alguns personagensque se colaram ao poder e que tanto têm prejudicado a gestão municipal?
É lamentável que a CDU/Viana não
esteja interessada em avaliar as competên-cias do homem para governar o concelho.
A CDU/Viana pretende apenas ganhar a
qualquer preço, mesmo que isso representemais quatro anos de marasmo, de política
de compadrio e favores, que atroa o mu
-nicípio há muitos anos.É do domínio público que o (des)gover-no do concelho, nos últimos quatro anos,
foi afectado por relações perigosas que
criaram profundas clivagens, ao ponto dos
conitos serem dirimidos no seio do comi
-té central do PCP.
A culpa continua, claro, a ser do Sócra
-tes, mas toda a gente sabe que a D. Ritanão pode com o Sr. Diamantino, que o Sr.Diamantino não pode com o Sr. Presidentenem com a D. Rita, que o arquitecto e amulher estão fartos do Sr. Presidente e daD. Rita, que há funcionários encostados ou perseguidos que também não podem comesta dupla, que o presidente não deu umúnico sinal de mudar seja o que for neste
tipo de relações, prevendo-se por isso maisdo mesmo. Que, no fundo, a CDU/Viana é
uma casa farta, onde estão todos fartos uns
dos outros (obviamente por culpa do Só
-
crates…). O pior será, para nós munícipes,
se por acaso (cruzes canhoto) este saco degatos assanhados se instalar novamente no poder.Em nome dos superiores interesses par-tidários e na tentativa desesperada de ga-rantir tachos e reforçar a teia de interesses
e relações promíscuas com algumas clien
-telas concelhias, vamos assistir durante acampanha eleitoral a uma farsa representa-da por estes actores que, com falinhas man-sas e palmadinhas nas costas, nos prome-tem mais quatro anos de atraso e escuridão.
Carta recebida na Redacção do Vida Nova
n
P
rivilégio importante e particular, que exis-tia no período medieval para o desenvolvimen-to das feiras, era a isenção de pagamento de
alguns direitos scais, que eram concedidos a
determinadas feiras que passariam, assim, a de-nominar-se de “feiras francas”. Até aos séculos
XVIII/XIX, a utilidade das feiras não depen
-
dia somente do factor económico, era também
factor de aproximação das pessoas, separadasnos seus lugarejos. De facto, as feiras propor-cionavam, àqueles que estavam grande parte dotempo isolados no seu canto e privados de umavida social, o ponto de contacto com o resto domundo.A antiga Feira das Alcáçovas, que se rea-lizava no imenso rossio onde se instalou o Jar-dim Público, não diferia em quase nada do atrásreferido. Conhecida em toda a primeira metadedo século XX pela alcunha de “ Feira da Con-versa”, este evento atingiu grande importânciaa nível regional e mesmo nacional. Do nortevinham os ourives, do Algarve chegavam osfeirantes a vender alcofas. De Évora vinha oCapadinho a vender sapatos e, para tirar foto-
graas, era presença habitual o Sarmento, quechegava a estar nas Alcáçovas oito dias após afeira terminar. As barracas das farturas cavam
ao lado da Casa do Povo e as barracas de tiroinstalavam-se do lado de lá da escola. Animadasempre com um concerto pela banda de música
da vila, o resto dos espectáculos cavam a car 
-go da companhia ambulante de teatro Rafael deOliveira.Já na segunda metade do século XX, comtoda a evolução a que se assistiu nos meios detransportes, com o progresso das comunica-
ções, com a introdução dos plásticos e muitas
outras novidades, todos estes factores foram
FEIRA DASALCÁÇOVAS, UMEVENTO SEM IDEIAS…
mais que sucientes para mudar os usos e cos
-tumes das comunidades rurais. Também a Feiradas Alcáçovas se ressentiu dessas mudanças,acabando por perder grande parte do seu fulgor de antigamente.
Dicilmente voltará o tempo em que tudo
era genuíno e em que os namoros eram feitosentre janelas e postigos; da mesma forma, será pouco razoável pensar-se que a feira das Al-cáçovas possa voltar ao antigo espaço do Jar-dim Público. Não pode, porém, toda a identida-
de e memória que caracteriza a população das
Alcáçovas ser esquecida, correndo-se o riscode ser criada uma vila sem personalidade, sem
história e sem alma. Neste sentido é urgente
 pensar-se numa valorização da Feira das Al-cáçovas, dando-lhe o alavancamento necessá-rio para que progrida e possa ser uma realidade
e um orgulho para as próximas gerações. Para
além dos novos conceitos de feira que podeme devem ser introduzidos, nunca deverão es-
tes entrar em conito com os usos e costumes
locais, respeitando sempre a originalidade das
nossas memórias. É um equívoco pensar o con
-trário.A valorização da Feira das Alcáçovas, de-verá passar por duas fases. Em primeiro lugar 
 pela requalicação do Largo da Gamita, orna
-mentando o espaço com a plantação de árvorese aplicando novos conceitos na iluminação, na
disposição dos pavilhões e das barracas, exis
-tindo assim uma valorização clara das estrutu-ras físicas. Este processo permitirá consolidar a vivência do espaço, cativando a presença das pessoas e fomentando a sua utilização. Toda aaridez que o espaço actual oferece às pessoasé, sem dúvida alguma, um factor desmotivante
que, em pleno Verão, leva as pessoas a car ar 
-redadas do evento. Em segundo lugar, dever-se-
á apostar mais na valorização das manifestações
artístico-culturais, desportivas e recreativas al-caçovenses. Neste sentido, porque razão não pensar numa integração da Quinzena Culturalna Feira, criando-se assim um único cartaz deFestas da Vila com forte vocação turística, comesta a servir de palco aos mais variados eventos,desde as touradas aos concertos, os cantares, asmarchas populares e apostando fortemente na
 participação das associações locais no evento.
Agora que aí vêem tempos novos, é chega-da a hora de tornar novo aquele espaço e apos-tar numa Feira feita de tradição e modernidade. 
Nuno Grave
n
O Largo Alexandre Herculano, local onde se realizava a Feira de Alcáçovas, por volta de 1910 - àdireita pode ver-se o primitivo coreto - colecção de F.B.
 Buracos na rua José de Sousa Cabral - fotograa de 18 de Julho de 2009 - A culpa é do Sócrates?
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