FIQUE POR DENTRO
Jornal TJ -25/07/2009 a 31/07/2009
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Márcio Lenz
Gerente de Projetosm&R Casas & Chalés
A maioria das pessoas só percebe que precisa prote-ger mais sua coluna (ou queela existe) quando as dorescomeçam a incomodar e alimitar a realização de ta-refas... E é justamente essedescaso com a região quesustenta o nosso corpo que prejudica o tratamento e oalívio desse incômodo.Felizmente, na maior par-te dos casos (80% deles), ador nas costas não dura mais
do que três meses e desa
- parece, com ou sem medi-cação, segundo o médicoJamil Natour, professor deReumatologia da Universi-dade Federal de São Paulo(Unifesp). Neste caso, o pacienteobrigatoriamente tem quemudar o estilo de vida. Pa-rar de fumar, emagrecer,alongar, cuidar da postura
e car calmo , receita José
Goldenberg, reumatologistado Hospital Albert Einsteine autor do livro Coluna,
Ponto e Vírgula . Mesmo
assim, não devemos subes-timar o problema, porque ascausas da dor são múltiplase vão desde simples víciosde postura até a presença dedoenças graves.Cabe ao médico avaliar os sinais de alerta. Se existi-rem, é necessária uma maior investigação da causa e domelhor tipo de intervenção.Os sinais de perigo são fe- bre, perda de peso, históri-co de trauma, quando a dor piora com repouso e quandoo primeiro episódio ocorreem crianças ou após os 60anos. Conheça a seguir osoito vilões que mais abalam
a sua estrutura:
1 TABAGISMO, sempre ele
Pouco se fala a respeito,mas o cigarro, além de todosos prejuízos já conhecidos àsaúde, também pode afetar o bom funcionamento dacoluna vertebral. Segundoos médicos, a dor nas costascostuma tornar-se crônicamais freqüentemente entreos fumantes. A teoria é a deque os discos situados entreas vértebras e que funcio-nam como amortecedores para os impactos são irri-gados por vasos capilares,que, por sua vez, são afeta-dos pelo tabaco. Ou seja, ofumo atrapalha a circulaçãodo sangue nessa região.
2 DEFORMIDADES na coluna
Escoliose, hiperlordose ehipercifose podem ser umfator de risco ou a origemda dor, mas só se tornamcausa do problema quandoassociadas a outros aspec-tos. Um exemplo é quando
a musculatura ácida deixa
de oferecer sustentação paraa coluna. A gravidade variaconforme o ângulo de cur-vatura.A escoliose é caracteri-zada como um desvio late-ral da coluna. Pode ocorrer já na infância, com maior
freqüência em meninas e,
nesse caso, exige tratamen-to rápido para evitar defor-midade óssea e artrose nofuturo. Escolioses de até 10graus de angulação ocorremem até 3% da população. OInstituto Nacional de Tráu-mato-Ortopedia (Into), ór-gão ligado ao Ministério da
Saúde, alerta: crianças que
carregam mochilas muito pesadas correm o risco dedesenvolver postura incor-reta e apresentar desvios nacoluna vertebral. O peso dasmochilas não deve ultrapas-sar o limite de 10% do pesoda criança.Já a hiperlordose é a lor-dose (curvatura normal dacoluna) exagerada. É ca-racterizada pelo bumbumarrebitado e mais comumem mulheres, tanto que osalto alto é um agravante.O problema, geralmente, é bem tolerado, mas, às vezes, pode causar dor. Neste caso,é preferível circular com osglúteos em posição normal,
sem forçar a saliência, para
o bem da coluna. Já a hiper-cifose é aquela corcundinha
que aparece com freqüên
-
cia ainda na adolescência,
quando os jovens tentamdisfarçar a altura ou, no casodas meninas, os seios fartos.
3 o peso da GRAVIDEZ
Até cerca de 50% das mu-lheres grávidas sofrem dedores na coluna. Porém, osmédicos perceberam que ador é pior no primeiro tri-mestre. Atualmente, muitosespecialistas acreditam quea causadora da dor é a mu-dança hormonal. Um hor-mônio relaxaria e diminuiriao tônus da musculatura, es- pecialmente da pélvis. Esse problema é muito comum.Acontece muito. Mas nãoé normal. Sentir dor não énormal , diz Arnaldo Lib-man, autor do livro Cure suaColuna .Engordar demais força asestruturas osteoarticulares etambém responde por dor. Neste caso, a postura tam- bém tem sua cota de partici- pação, especialmente com ohábito da grávida de jogar a barriga para a frente e o qua-dril para trás.Libman recomenda à futu-ra mamãe procurar um mé-dico, especialmente porqueo tratamento de grávidas émais complexo, uma vezque elas devem evitar medi-camentos fortes. Para resol-ver o problema, exercíciosadequados, hidroterapia eaté uma cinta de sustentação podem ser indicadas.
4 OBESIDADE
Para afetar a coluna, não énecessário entrar na catego-ria de obeso. Cada 10 quilosa mais do que o recomenda-do aumenta em 20% o riscode dor nas costas. Ou seja,a cada 2,5 quilos somados,cresce em 5% a chance da pessoa vir a sofrer de dor nas costas.
5 SEDENTARISMO, uja dele
O sedentarismo tambémtem sua parcela de responsa- bilidade. O exercício físicoalonga e fortalece os múscu-
los, lubrica as articulações
e nutre os discos. Por outrolado, é preciso certa cautela.Alguns exercícios podemaumentar as dores ou piorar o estado de quem já sofrecom o problema. Portanto,é necessário escolher a ati-vidade adequada e começar devagar.Boas opções são cami-nhadas, natação, bicicleta(atenção à postura!), alon-gamentos e fortalecimentoda musculatura. Os abdomi-nais, além de deixar a barri-ga tanquinho, ajudam a co-luna. A idade também pesasobre a coluna.Aos 20 anos, uma pessoatem os discos compostos por 70% de água. Com o passar do tempo, além de sofreremdesgaste, perdem água.
6 POSTURA reta
A principal causa de dor nas costas é a postural me-cânica. Essa é a causa maiscomum de dor aguda. A pes-soa leva uma vida sedentá-
ria e ca em uma posiçãoruim o dia todo , arma Ari
Radu Halpern, presidente daSociedade Paulista de Reu-matologia.A capacidade da colunaadaptar-se a essa espécie deginástica postural equivo-cada é limitada. Não é por falta de uso. Somente a cer-vical (parte superior da co-luna) realiza 600 movimen-tos por hora, um a cada seissegundos. Boa postura nãoé só conseguir carregar umlivro na cabeça sem deixar cair, como ensinavam nos-sas mães e avós.
A forma como você tra
- balha no computador, como
ca sentado, como abaixa
para pegar um objeto quecaiu, como dorme, comocarrega peso..... Cada ativi-
dade exige consciência cor
- poral, pois apenas entrar nocarro ou se jogar na cadeira pode lesionar sua coluna.Em geral, a dor nas costasde origem mecânico-postu-ral melhora com repouso.
7 CAUSAS emocionais
O estresse da vida moder-na cobra seu preço muitasvezes por meio da coluna.Um dia de pressão e sobre-carga de trabalho, aquelasensação de carregar o mun-do nas costas, por exemplo, pode tensionar as delicadasestruturas da coluna e de-sencadear a dor.Os especialistas sabemque os sintomas doloro-sos nessa região podem ser
conseqüência de problemas
emocionais. Emoções nega-tivas podem se manifestar como dor , diz Arnaldo Lib-man, reumatologista e dire-tor do Centro de Reumato-logia e Ortopedia Botafogo,no Rio. É freqüente a junçãode alterações físicas e emo-
cionais em pessoas que têm problemas de coluna , ar
-ma em seu livro Cure suaColuna .O estresse e a depressãotambém são provocados pela dor nas costas, em umcírculo vicioso complicado.Com o problema, a pessoadeixa de trabalhar e isso pro-voca sentimentos negativos.Por isso, o aspecto psicoló-gico e emocional precisa ser considerado antes, durante edepois do tratamento.8- atenção às DOENÇASSegundo especialistas,existem até 100 doençasque podem causar dor nascostas. A hérnia de disco éuma das mais freqüentes.Ocorre pelo deslocamentode um disco intervertebral,que passa a comprimir umnervo, causando dor. Os
especialistas armam que
mais de 95% dos casos dis- pensam cirurgia, ocorrendo
absorção do disco após
-sioterapia e tratamento clí-nico.Entre as doenças metabó-licas, se destaca a osteopo-rose, que é a diminuição dadensidade da massa óssea. Émais comum em mulheresque entram na menopausae atinge cerca de 10% doshomens acima dos 50 anos.Para detectar o problema,é preciso fazer o exame dedensitometria óssea. O tra-tamento envolve atividadefísica, suplemento de cálcio,vitamina D e medicamentos.Outra doença que cau-sa muitas dores é a artrose,considerada uma doença de-generativa que acomete asvértebras e o disco interver-tebral. Ela é muito comumem pessoas com mais de 45anos. Além dessas, doençasreumáticas, infecciosas, in-
amatórias (como artrite e
espondilite) e até a presençade tumores podem provocar problemas na coluna
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