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Envelhecimento e Memória na Terceira Idade

Envelhecimento e Memória na Terceira Idade

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No decorrer da vida, são vários os processos cognitivos que declinam. Um deles é a memória, função que permite o armazenamento de informações, cuja finalidade é cobrir outras funções como a de reconhecimento e evocação. A presente pesquisa teve como objetivo verificar se a capacidade cognitiva da memória de reconhecimento de curto e de longo prazo é influenciada pelos efeitos do envelhecimento na terceira idade. Trata-se de uma pesquisa de campo, de natureza original, com abordagem quanti-qualitativa, exploratória e descritiva, apresentando como princípio o método dedutivo. Foram selecionados 17 idosos de ambos os sexos, com idade entre 60 a 79 anos, associados ao grupo da terceira idade de um município do interior de Rondônia. Os participantes foram subdivididos em grupo com no máximo cinco integrantes cada, para realização da aplicação da Bateria Geral de Funções Mentais (BGFM-4), a fim de avaliar e mensurar a memória de curto e de longo prazo, por meio de tarefas de reconhecimento de vinte figuras geométricas coloridas que foram empregadas para a memorização. Os resultados mostram que as variáveis como gênero, faixa etária, escolaridade e ocupação estiveram relacionadas ao desempenho cognitivo dos participantes, apresentando capacidades cognitivas satisfatórias para o teste avaliado. Conclui-se que, independente da classificação do nível de memória, os idosos mantiveram-se no nível adequado em relação à memória de curto e longo prazo, o que demonstra que o envelhecimento, até o momento do ciclo de vida dos idosos não alterou significativamente a capacidade cognitiva da memória de reconhecimento.
No decorrer da vida, são vários os processos cognitivos que declinam. Um deles é a memória, função que permite o armazenamento de informações, cuja finalidade é cobrir outras funções como a de reconhecimento e evocação. A presente pesquisa teve como objetivo verificar se a capacidade cognitiva da memória de reconhecimento de curto e de longo prazo é influenciada pelos efeitos do envelhecimento na terceira idade. Trata-se de uma pesquisa de campo, de natureza original, com abordagem quanti-qualitativa, exploratória e descritiva, apresentando como princípio o método dedutivo. Foram selecionados 17 idosos de ambos os sexos, com idade entre 60 a 79 anos, associados ao grupo da terceira idade de um município do interior de Rondônia. Os participantes foram subdivididos em grupo com no máximo cinco integrantes cada, para realização da aplicação da Bateria Geral de Funções Mentais (BGFM-4), a fim de avaliar e mensurar a memória de curto e de longo prazo, por meio de tarefas de reconhecimento de vinte figuras geométricas coloridas que foram empregadas para a memorização. Os resultados mostram que as variáveis como gênero, faixa etária, escolaridade e ocupação estiveram relacionadas ao desempenho cognitivo dos participantes, apresentando capacidades cognitivas satisfatórias para o teste avaliado. Conclui-se que, independente da classificação do nível de memória, os idosos mantiveram-se no nível adequado em relação à memória de curto e longo prazo, o que demonstra que o envelhecimento, até o momento do ciclo de vida dos idosos não alterou significativamente a capacidade cognitiva da memória de reconhecimento.

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Envelhecimento e Memória na Terceira Idade
 
Escrito por: Lusilene Mariano de Sá
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 Resumo: No decorrer da vida, são vários os processos cognitivos que declinam. Um deles é a memória, funçãoque permite o armazenamento de informações, cuja finalidade é cobrir outras funções como a de reconhecimentoe evocação. A presente pesquisa teve como objetivo verificar se a capacidade cognitiva da memória dereconhecimento de curto e de longo prazo é influenciada pelos efeitos do envelhecimento na terceira idade. Trata-se de uma pesquisa de campo, de natureza original, com abordagem quanti-qualitativa, exploratória e descritiva,apresentando como princípio o método dedutivo. Foram selecionados 17 idosos de ambos os sexos, com idadeentre 60 a 79 anos, associados ao grupo da terceira idade de um município do interior de Rondônia. Osparticipantes foram subdivididos em grupo com no máximo cinco integrantes cada, para realização da aplicaçãoda Bateria Geral de Funções Mentais (BGFM-4), a fim de avaliar e mensurar a memória de curto e de longo prazo,por meio de tarefas de reconhecimento de vinte figuras geométricas coloridas que foram empregadas para amemorização. Os resultados mostram que as variáveis como gênero, faixa etária, escolaridade e ocupação estiveramrelacionadas ao desempenho cognitivo dos participantes, apresentando capacidades cognitivas satisfatórias para oteste avaliado. Conclui-se que, independente da classificação do nível de memória, os idosos mantiveram-se nonível adequado em relação à memória de curto e longo prazo, o que demonstra que o envelhecimento, até omomento do ciclo de vida dos idosos não alterou significativamente a capacidade cognitiva da memória dereconhecimento.Palavras-chave: Envelhecimento, Terceira Idade, Memória de Reconhecimento.
1. Introdução
Nos últimos 50 anos, estudos sobre o envelhecimento cognitivo humano tem avançado significativamente(YASSUDA et al., 2006). Pesquisas documentam declínio na memória ao longo do envelhecimento, enfatizandoque certos déficits de memória fazem parte do envelhecimento saudável.Partindo dessa premissa, o interesse por esta pesquisa surgiu a partir de trabalhos realizados com o público daterceira idade ao longo do curso de graduação em psicologia, por meio de projetos e estágio supervisionado,somado ao fato de ser um público com maior vulnerabilidade a incidência de enfermidades cognitivas, em especialproblemas relacionados à memória.Nesse sentido, a presente pesquisa teve como objetivo verificar se a capacidade cognitiva da memória dereconhecimento de curto prazo e de longo prazo é influenciada pelos efeitos do envelhecimento na terceira idade.Para tanto, foram testadas as hipóteses de correlação entre nível de escolaridade, gênero, faixa etária, bem comoentre idosos que exercem atividades remuneradas e os que são aposentados. A condução desse estudo e sua importância se justificam, sobretudo, pelo fato de contribuir com pesquisas na áreada psicologia e gerontologia, em virtude, de apresentar subsídios que permitirão desenvolver novas intervençõesrelacionadas à capacidade cognitiva da memória de reconhecimento, colaborando para a promoção da saúde eautonomia dos idosos.Para melhor compreensão dos dados segue a contextualização teórica dos conceitos sobre velhice e terceira idade,cognição e envelhecimento, memória de reconhecimento, seguidos da metodologia utilizada para realização desseestudo, bem como da apresentação, discussão e conclusão dos resultados da pesquisa.
2. Da Velhice para a Terceira Idade
 A concepção de velhice como uma fase da vida nem sempre esteve presente na história humana. O termo velhicesurgiu entre os séculos XIX e XX, a partir de uma série de mudanças específicas, assumindo diferentes discursos,passando a ser considerada como etapa diferenciada da vida (SILVA, 2008).Desse modo, conforme exposto por Carvalho (2006), o processo de envelhecimento, assim como a fase da vida velhice, são caracterizados pelo declínio das funções biológicas. Porém, o envelhecimento está relacionado a
 
múltiplos fatores como fisiológicos, cognitivos, ambientais, sociais e culturais, atingindo diversos sistemas doorganismo, observadas em mudanças no desempenho de algumas habilidades e capacidades cognitivas.Diante desses fatores que, a experiência de envelhecer tem passado por várias transformações nos últimos anos,alterando assim as imagens sociais, os desafios e as identidades ligadas a esse processo de envelhecimento(PEREIRA, 2006).
Partindo desse contexto, surge no final dos anos 60 na França, o termo ‘terceira idade’, com a finalidade de atribuir
aos idosos predicados juvenis e dinâmicos, uma nova identidade ligada à liberdade, ao lazer e a atividade. Apresentando-se como uma mudança de atitude em que o idoso expressa novos padrões de comportamento deuma geração que se aposenta e envelhece ativamente (ALBERTE, 2009).Refere-se ainda a uma opção de vida, um estilo independente de viver a velhice, o qual todos podem aderir. Assim,
não existe um ponto determinado que caracterize o ficar ‘velho’ (STUART
-HAMILTON, 2002).
3. Cognição e Envelhecimento
Cognição é o termo empregado para descrever o funcionamento mental das habilidades cognitivas as quais sãoinfluenciadas por características pessoais, como idade, nível de escolaridade, interesses, saúde, atividades que oindivíduo desenvolve, a quantidade de estímulos a que é exposto, além de aspectos psicoemocionais esocioculturais (BEZERRA, 2006).Nessa perspectiva, esse processo de envelhecimento tem sido considerado tendencialmente, como sendo alterações
decorrentes ‘da deterioração’, ‘do declínio’ ou ‘da degradação’. Essas denominações devem ser utilizadas com muita
cautela, pois são vários os fatores possíveis de mensurar as atividades cognitivas.Dessa forma, deve ser considerada a natureza do teste de avaliação cognitiva que é utilizado, pois o resultadorepresenta uma melhora de desempenho ao longo da idade. No entanto, não significa uma piora, como o queocorre no caso de uma deterioração funcional (ABREU, 2000).Os idosos mantêm as funções cognitivas (memória, atenção e percepção) preservadas ao longo da vida. Nessesentido, com o envelhecimento não ocorrem necessariamente alterações na vida cotidiana de todas as pessoasidosas e seus familiares, pois em certos casos devem ser levado em consideração as características de vida dessapessoa. Contudo, existem idosos que evoluem com alterações cognitivas, podendo ser desde comprometimentoscognitivos leves a quadros demenciais graves (CARVALHO, 2006).
4. Memória de Reconhecimento
Segundo Penna (2001), o termo memória identifica-se como um processo de armazenamento de informações,cujas funções são cobrir outras funções como as de reconhecimento e evocação, as quais supõem executarcondições de acesso as informações armazenadas.Enfatiza ainda que a noção de esquecimento está vinculada à experiência de tempo e da capacidade de ordenaçãoe localização das informações evocadas. A memória de reconhecimento caracteriza-se pela capacidade em identificar um estímulo, objeto, pessoa ousituação como algo conhecido ou já vivido anteriormente. (RUEDA; CASTRO; RAAD, 2011). Para Tonglet(2007), são essenciais para o processo de memória de reconhecimento a utilização dos mecanismos de familiaridadee lembrança. Assim, a identificação é conhecida como lembrança por meio da recordação do objeto apresentado. Taussik e Wagner (2006), enfatizam que, de acordo com a teoria do nível de processamento, a memória de longoprazo explica os conceitos de recordação e reconhecimento a partir da lembrança, processo que consiste na buscaou recuperação, seguida de um processo de reconhecimento ligado ao valor da informação recuperada. Dessemodo o reconhecimento decorre da identificação correta da informação. A tarefa de reconhecimento em relação à memória permite ao sujeito testar sua capacidade cognitiva, selecionandoos itens que viu (os alvos) de uma lista que também inclui itens que não estavam na lista original (os distrativos)(STUART-HAMILTON, 2002). Ao realizar essas tarefas são acionadas imediatamente a Memória de Curto Prazo(MCP) seguida da Memória de Longo Prazo (MLP). Assim a MCP é responsável pelo armazenamento da informação na mente por um curto período de tempo. Permitearmazenar aproximadamente sete informações durante um intervalo de quinze segundos a um minuto. Esse
 
período pode ser prolongado por meio do ensaio da informação, repetindo os pensamentos na mente, o que ajudaa movê-la para a memória de longo prazo (PAPALIA; OLDS; FELDMAN, 2009).Para mover as informações para a MLP requer atenção, flexibilidade mental e processos de reorganização domaterial, uma vez que consiste na capacidade ilimitada de armazenar informações durante um período de tempoindeterminado (TAUSSIK; WAGNER, 2006).
5. Metodologia
5.1 Sujeitos
 A pesquisa foi realizada em uma amostra de dezessete idosos com idades compreendidas entre 60 a 79 anos, sendonove do gênero feminino e oito do gênero masculino. A seleção dessa amostra ocorreu por meio da amostragemprobabilística do tipo aleatória simples.O critério de inclusão para participação na pesquisa refere-se apenas aos idosos associados ao grupo da terceiraidade em um município do interior de Rondônia. Foram excluídos da amostra idosos não associados queparticipam com pouca frequência no grupo, com idade inferior a 60 anos e superior a 80 anos.
5.2 Instrumento
Foi realizada a aplicação da Bateria Geral de Funções Mentais (BGFM-4), Teste de Memória de Reconhecimentoque permitiu avaliar e mensurar tanto a memória de curto prazo como a memória de longo prazo (TONGLET,2007).O teste corresponde um caderno com quatro páginas: frente, verso, páginas internas, esquerda e direita. A páginada frente serve para a identificação do examinando o qual terá que preencher dados pessoais como o nome, data,
a idade, a escolaridade, a profissão e o sexo, marcando um “x” para M se for masculino ou um “x” para F se for
feminino, seguido da realização dos exemplos que possibilitam um treinamento antes da execução do testepropriamente dito. A página do verso contém vinte figuras geométricas coloridas que foram empregadas para amemorização. As duas páginas internas, numeradas por 2 e 3, contêm vinte figuras geométricas coloridas cada uma, de tal modoque as vinte figuras-modelos foram misturadas as outras vinte figuras distratoras. Os participantes tiveram queencontrar às figuras corretas, de acordo com o modelo apresentado.
5.3 Métodos
Conforme os objetivos propostos, o enfoque metodológico utilizado foi uma pesquisa com abordagem quanti-qualitativa, caracterizada pela quantificação dos dados para posterior comparação e análises. Trata-se de umapesquisa de campo, de natureza original, a fim de contribuir com novas descobertas para evolução doconhecimento.Caracteriza-se como descritiva, pois a análise e a interpretação desses dados foram fundamentadas teoricamente,objetivando a compreensão e explicação do problema pesquisado. Tem como princípio o método dedutivo, guiadapor hipóteses, partindo de trabalhos realizados para a construção de um conhecimento particular.
5.4 Procedimentos
Para realização dessa pesquisa foi elaborado inicialmente um projeto, que a partir de um mapeamento de produçõescientíficas sobre o tema a ser investigado buscou-se levantamento de dados e seleção do material pesquisado,obtido por meio de produção científica encontradas em livros e artigos, nas bases de dados como: Scielo, Google,PsycoInfo, Bvs-psi e RedePsi, tendo como descritores o envelhecimento e memória na terceira idade. A coleta de dados ocorreu nas dependências onde são realizados os encontros do grupo da terceira idade, nointerior de Rondônia. Os idosos foram submetidos a um sorteio aleatório, nesse caso, 10% da população quecorrespondeu a um número de dezessete (17) idosos. Após o sorteio, todos os participantes foram informados sobre os objetivos e procedimentos éticos como o sigilodas informações pessoais e o uso adequado dos dados coletados da pesquisa, dos riscos e benefícios. Foram

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