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APRENDER A APRENDER
Introdução 
 
Os quatro pilares da educação 
A aprendizagem auto dirigida tornou-se uma importanteárea de investigação dentro do campo da educação deadultos (Garrison, 1992; Candy, 1991). Este tipo deaprendizagem tem sido apontado muitas vezes como aresposta às constantes mudanças do mundocontemporâneo, permitindo ao indivíduo ser capaz deefectuar “ o desenvolvimento das capacidades de evoluir eagir num ambiente complexo, de “aprender a aprender “ao longo da vida, de reconstruir permanentementeconhecimentos e saberes” (couceiro, 1995)No entanto, a aprendizagem auto dirigida o é o redio para todos osproblemas, e não pode fazer parte de todas as actividades educativas. Reconhecer aimportância deste tipo de aprendizagem não significa que ela seja a meta a atingir emtoda a educação de adultos (Moura, 1977; Candy, 1991). Contudo, “a capacidade de serauto dirigido é fundamental par sobreviver e prosperar num mundo de contínuasmudanças pessoais, comunitárias e sociais” (Caffarella, 1993).Este artigo centra-se na análise ao processo de aprendizagem auto dirigida e àautonomia do aprendente. Procurar-se-á descobrir qual a influencia dos diversoselementos que envolvem o processo de aprendizagem, na evolução do mesmo. Um dosaspectos cruciais da aprendizagem auto dirigida é o controlo que o aprendente assumesobre a sua aprendizagem. Assim, tentar-se-á, também compreender a relação entre aevolução do processo de aprendizagem com a autonomia do aprendente.
O processo de aprendizagem
A investigão inicial sobre a aprendizagem auto dirigida afirma que osaprendentes conduzem os seus projectos de aprendizagem de uma forma linear, seguindovárias etapas. Tough (1967, 1971) aponta a importância dos projectos de aprendizagemconduzidos por adultos, fora do sistema educativo formal. Knowles (1975, 1986) também
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refere a importância da investigação da aprendizagem auto dirigida no campo daeducação de adultos. Para este autor, o adulto tem uma necessidade profunda de serauto dirigido, definindo a aprendizagem auto dirigida da seguinte forma:No sentido amplo, aprendizagem auto dirigida descreve o processo no qual osindivíduos tomam a iniciativa de, com ou sem a ajuda de outros, diagnosticar as suasnecessidades de aprendizagem, formular objectos de aprendizagem, identificar osrecursos humanos e matérias para aprender, escolher e implementar as estratégiasapropriadas, e avaliar os resultados obtidos na aprendizagem. (1975.
Aprender a conhecer
Esta aprendizagem refere-se à aquisição dos “instrumentos do conhecimento”.Debruça-se sobre o raciocínio lógico, compreensão, memória, ou seja, sobre os processoscognitivos por excencia. Contudo, deve existir a preocupação de despertar noestudante, não só estes processos em si, como o desejo de os desenvolver, a vontade deaprender, de querer saber mais e melhor. O ideal será sempre que a educação sejaencarada, não apenas como um meio para fins, mas também como um fim para si. Estamotivação pode apenas ser despertada por educadores competentes, senveis àsnecessidades, dificuldades dos estudantes, capazes de lhes apresentarem metodologiasadequadas das matérias em estudos e facilitadoras da retenção e compreensão dasmesmas.Deve-se despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a capacidade deaprender cada vez melhor, ajudando-os a desenvolver as armas e dispositivosintelectuais e cognitivos que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seupróprio pensamento crítico.Em vista deste objectivo, sugere-se o incentivo, não apenas do pensamentodedutivo, como também do intuitivo, porque, se é importante ensinar o “espírito” emétodo científicos ao estudante, não é menos importante ensiná-lo a lidar com a suaintuição, de modo a que possa chegar às suas próprias conclusões e aventurar-se sozinhopelos domínios do saber e do desconhecido.
Aprender a fazer
Indissociável do aprender a conhecer, que lhe oferece as bases teóricas, oaprender a fazer refere-se essencialmente à formação técnicoprofissional do educando.
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Consiste essencialmente em aplicar, na prática, os seus conhecimentos teóricos.Actualmente existe outro ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente àcomunicação. É essencial que cada indivíduo saiba comunicar. Não apenas reter etransmitir informão mas também interpretar e seleccionar as torrentes deinformação, muitas vezes contraditórias, com que somos bombardeados diariamente,analisar diferentes perspectivas, e refazer as suas próprias opiniões mediante novosfactos e informões. Aprender a fazer envolve uma rie de cnicas a seremtrabalhadas.
Aprender a viver com os outros
Este donio da aprendizagem consiste num dos maiores desafios para oseducadores, pois actua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate aoconflito, ao preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Aposta-se na educação comoveículo de paz, tolencia e compreeno; se analisarmos a História Humana,constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar o semelhante.
Aprender a ser
Este tipo de aprendizagem depende directamente dos outros três. Considera-seque a Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo “espírito ecorpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade”. Àsemelhança do aprender a viver com os outros, fala-se aqui da educação de valores eatitudes, mas já não direccionamos para a vida em sociedade em particular, masconcretamente para o desenvolvimento individual.Pretende-se formar indiduos aunomos, intelectualmente activos eindependentes, capazes de estabelecer relações interpessoais, de comunicarem eevolrem permanentemente, de intervirem de forma consciente e proactiva nasociedade. Apesar das relações apontadas instituírem-se a partir da aprendizagem,estas situam-se em lugares diferentes e tratam de níveis distintos do aprender.Falamos da noção de aprendente num contexto formal, vamos agora pronunciar-nosacerca do contexto informal ou seja aquele que a estratégia de Lisboa designa comoaprendizagem ao longo da vida pelo que se faz uma breve reflexão histórica. O ConselhoEuropeu de Lisboa realizado em Março de 2000 assinala um momento decisivo naorientação das políticas e acções a adoptar na União Europeia. As conclusões destacimeira afirmam que a Europa entrou indiscutivelmente na era do conhecimento, com
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