e a série de catástrofes decorrentes. Segundo Nostradamus, "serãotão acentuadas as mudanças, que se acreditará que a força dagravidade da Terra tenha perdido sua função natural". O profetaIsaías, na Bíblia, cita: "A Terra é feita em pedaços, estala, fende-se,é sacudida, cambaleia como um homem embriagado e balançacomo uma rede". (Isaías 24, 19-20). Jesus foi claro: "O Solescurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e aspotências do céu serão abaladas" (Mateus, 24, 29). São Joãotambém cita no Apocalipse: "O Sol se escureceu como um tecido decrina, a Lua tornou-se toda vermelha como sangue, e as estrelas docéu caíram na Terra como frutos verdes que caem da figueiraagitada por forte ventania. O céu desapareceu como um pedaço depapiro que se enrola, e todos os montes e ilhas foram tirados deseus lugares" (Apocalipse 6, 12-14).O Livro Juízo Final, de autoria de Roselis von Sass, (editado pelaordem do Graal) cita a vinda de um grande cometa, que causará amudança da órbita da Terra. Embora não de forma explícita, estasprevisões têm preocupado nossos cientistas, principalmente depoisde julho de 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 se chocoucom Júpiter. Mais de 20 fragmentos atingiram aquele planeta,elevando até a estratosfera nuvens de gás e poeira com milhares dequilômetros de diâmetro. Se a Terra tivesse sido alvo doShoemaker-Levy 9, o impacto teria efeitos devastadores em todo oplaneta. Segundo o cientista William K. Hartmann, do Instituto deCiência Planetária, dos Estados Unidos, "nosso sistema solar estárepleto de corpos de todos os tamanhos. A maioria não oferecequalquer tipo de ameaça à Terra. Ou por serem muito pequenos oupor se encontrarem a uma grande distância. Todo o risco corre porconta dos asteróides e cometas. Quando um deles atravessa aatmosfera terrestre, ganha o nome de meteoro. Se atinge asuperfície, passa a se chamar meteorito". Por isso, foi instalado namontanha de Kitt Peaik, próximo à Tucson, Arizona, nos EstadosUnidos, o telescópio de vigilância espacial Spacewatch. Nesteobservatório, a equipe liderada pelo astrônomo Tom Gehrels,identificou quase dois terços dos corpos já descobertos nasproximidades da atmosfera terrestre.Outro programa de busca é desenvolvido em Pasadena, Califórnia,também nos EUA, pelo laboratório Near-Earth Asteroid Tracking(NEAT). Em apenas um mês, o NEAT descobriu quatro novosasteróides e um cometa veloz que poderão cruzar a órbita da Terra.'Estas descobertas sugerem certamente que poderíamos vir a terum encontro-surpresa com um objeto de grandes proporções, queaté então, nem sabíamos que existia" - observa a pesquisadora-chefe Eleanor Helin. Os asteróides são corpos rochosos ou metálicosde tamanhos variados: podem ser simples partículas ou pequenosplanetas com até 900 quilômetros de diâmetro. A maioria transita
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