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Plataforma Ambiental de oposão à Fusão Valorsul – Resioeste
PARECER DA PLATAFORMA AMBIENTAL DEOPOSIÇÃO À FUSÃO VALORSUL/RESIOESTE:
SOBRE A PROPOSTA DE FUSÃO ENTRE ARESIOESTE E A VALORSUL
2009-07-16
Contactos:
ADAL: adaloures@gmail.comMPI: mpicambiente@gmail.comQuercus: residuos@quercus.pt
 
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1. APRECIAÇÃO GERAL
Pouca evolução em relação aos estudos de Junho de 2007 e Julho de 2008. AProposta de Fusão continua a ter graves problemas ambientais e a ser mal justificada do ponto de vista económico.
a) Aspectos ambientais
A proposta é ambientalmente insustentável e ilegal, na medida que assume onão cumprimento por parte deste novo sistema das metas de reciclagem deembalagens.A proposta implica uma grande aposta em soluções de fim linha (incineração eaterro, com mais de 80% dos resíduos) e uma fraca aposta na reciclagem(menos de 20% dos resíduos).O aterro do Cadaval arrisca-se a receber grandes quantidades de resíduos,devido à falta de capacidade da incineradora da VALORSUL.O Estudo não considerou a possibilidade da RESIOESTE tratar os seusresíduos através das novas soluções de Tratamento Mecânico e Biológico quepermitem taxas de reciclagem entre 60% e 80% com custos de tratamento portonelada inferiores a 30 euros.
b) Aspectos económicos
A proposta não justifica de forma clara a substancial redução dos custos quesupostamente a fusão dos sistemas originaria, uma vez que em relação àsituação actual (sem fusão):- não há redução significativa de pessoal,- as operações de tratamento são praticamente as mesmas,- os custos com as amortizações são praticamente os mesmos- existe um aumento dos custos de transporte dos resíduos
 
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- ocorre uma diminuição nas receitas da reciclagem (os recicláveis recolhidosna área da influência da RESIOESTE vão ser pagos como tipologia 3 e nãotipologia 2, o que reduz as receitas)Em relação aos custos, o Estudo omite diversas situações, como é o caso dastaxas de gestão de resíduos, dos custos de tratamento das cinzas volantes(resíduo perigoso) ou ainda das receitas indevidas com a venda de metaisprovenientes da incineraçãoO estudo ignora a nova situação que será criada na RESIOESTE se o Estudode Impacte Ambiental do Aterro do Cadaval for aprovado, pelo que não fazuma comparação correcta dos cenários em jogo.
c) Aspectos sócio-políticos
O Estudo prevê que os municípios do Oeste deixem de ter qualquer poder deinfluenciarem a gestão dos seus resíduos.O Estudo esquece o problema político que vai ser levantado se, como previstona proposta de fusão, as Câmaras de Cascais, Oeiras, Sintra e Mafra deixaremde poder enviar parte dos seus resíduos para a VALORSUL.
2. RECICLAGEM: O PLANO É ILEGAL
Quando se confrontam os valores estimados no plano para 2018 com asvárias metas de reciclagem, nomeadamente de embalagens, chega-se àdramática conclusão que o plano é ilegal.
Ano 2018
Metas directivaembalagens para 2011(Directiva: 2004/12/CE)Previsto no plano para2018
Percentagemdecumprimento(%)
mil toneladas
Embalagens
115 80,8 70,4
- Plástico
18 7,6 41,7
- Papel/Cartão
39 26,9 68,7
Por exemplo, em 2018 não é cumprida a meta de reciclagem deembalagens de 2011, nomeadamente para o plástico que, passados 7 anos do

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