As novas variedades de milho trans-génico a testar, possuem idênticascaracterísticas a algumas já cultiva-das com fins comerciais, cujosimpactes começam a ser conheci-dos, conforme referidos atrás.Os OGM não satisfazem asexigências da maioria dos consumi-dores, de acordo com as estatísticassobejamente conhecidas.Não é possível cientifica-mente garantir a ausência de disse-minação dos transgenes quandodeliberadamente libertos na Nature-za.A contaminação por trans-genes poderá condicionar um direitofundamental em democracia que é odireito de escolha por não OGM.Há alternativas aos OGMpara a produção agrícola e quesimultaneamente respondem àsexpectativas dos agricultores e dosconsumidores, e enquadram-senuma perspectiva de desenvolvi-mento sustentável.Foi declarada a área da fre-guesia do Vilar como zona livre deOGM, pela Assembleia de Fregue-sia respectiva. Foi exigida a proibi-ção do cultivo de OGM para a áreado concelho do Cadaval, pelaAssembleia Municipal desse muni-cípio e, ainda, a mesma exigênciapara a área da Comunidade Urbanado Oeste, até à publicação de legis-lação específica, pela respectivaAssembleia.A falta de clarificação dosefeitos dos OGM sobre o ambiente,a agricultura e a saúde pública, podepor si só sustentar a aplicação doPrincípio da Precaução.Decorre do atrás exposto que,
consi-deramos que os ensaios de camporeferentes ao presente processo deconsulta pública não devem serrealizados.
Com os melhores cumprimentos *
PÁGINA 2 BOLETIM INFORMATIVO
ANO 1, N.º 4
Polémica sobre João Fidalgo (ex-presidente do conse-lho de administração da RESIOESTE)
Transcrevemos aqui um artigo publica-do no jornal “O Independente” a30/5/2005, assinado por Francisco Tei-xeira, com o título “Águas conturba-das” e a reacção de Gonçalo Rebelo deAndrade (vogal da Direcção do MPI) aesse artigo.
Águas conturbadas
Governo nomeia para presidente daEPAL e administrador da Águas dePortugal ex-responsável por umaterro que foi afastado por suspei-tas de gestão danosa
O ministro do Ambiente, Nunes Cor-reia, vai nomear para presidente daEPAL – Empresa Pública de ÁguasLivres e administrador da holdingÁguas de Portugal um antigo adminis-trador de um aterro da zona centro afas-tado em 2002 por suspeitas de gestãodanosa.João Fidalgo foi um dos res-ponsáveis pelo encerramento do aterrodo Oeste e pela “desastrosa” aquisiçãodo terreno onde foi construída esta esta-ção de tratamento de lixo. O caso justificou queixas ao MinistérioPúblico e a abertura de uma comissãoparlamentar de inquérito. No entanto,passados três anos, Fidalgo é promo-vido: passará a gerir uma das maioresempresas de águas do país, responsá-vel pelo abastecimento de mais de 30concelhos das zonas Centro e Sul.
Cheira mal.
A passagem de JoãoFidalgo pela Resioeste – empresaproprietária do aterro sanitário doOeste – ficou “manchada” depois deIsaltino Morais ter visitado nas insta-lações sem aviso prévio. À vista doentão ministro do Ambiente estavamas insistentes denúncias da Comissãode Ambiente do Cadaval e do Movi-mento Pró-Informação. A situação era“insustentável”, segundo relatouentão o ex-ministro, porque o aterrosanitário não realizava “os tratamen-tos de lixiviados” e a estação nãofuncionava. Durante o Inverno de2002 a “piscina” onde eram armaze-nados os resíduos entro em colapso einundou a área envolvente. Os resí-duos que deveriam ser tratados acaba-ram por ser absorvidos pela terra.Conclusão? João Fidalgo foi despedi-do, “sem rei nem roque”, para gáudiodos ambientalistas e do presidente daCâmara Municipal do Cadaval, osocial-democrata Aristídes Sécio. Isal-tino Morais fez, na altura, deste casoum ponto de honra.Mas as suspeitas não ficampor aqui. A comissão parlamentar deinquérito encarregada de “passar apente fino” a gestão da Resioesteestranhou a forma como foi adquiridoo terreno que deu lugar ao aterro. AAssociação de Municípios do Oesteavaliou o imóvel em 1,6 milhões deeuros mas João Fidalgo aprovou a suaaquisição pelo dobro do valor: cercade três milhões.Surgiu então um novo pro-blema. O terreno estava integrado nareserva natural e foi necessária a suadesafectação. O caso foi entregue àmulher de Fidalgo, directora regionaldo Ambiente. Madalena Presumido
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