3- A
vulnerabilidade do aquí-fero existente no local
, o siste-ma aquífero do Grés de TorresVedras, é de 160-179 (
média aelevada
) atribuído às fundaçõesJurássicas, conforme consta noParecer do Prof. José Martinsde Carvalho “Nota técnicasobre as implicações nos recur-sos hídricos subterrâneos daconstrução do Aterro Sanitáriodo Oeste na Quinta de S. Fran-cisco”, na pág. 6 em que sereportou ao trabalho de LoboFerreira e outros, de 1995, inti-tulado “Desenvolvimento deum inventário das águas subter-râneas de Portugal”, volumes 1e 2, LNEC.4- Os recursos hídricos subter-râneos existentes no local sãoevidenciados no “Relatóriogeotécnico para Acoril –Empreendimentos S.A., AterroSanitário do Oeste”, Sopecate,Setembro de 2000, em que foidetectada água em todos osfuros e por determinação docliente foram colocados tubospiezómetros em 3 furos, verifi-cando-se que o nível da águaestabilizou às seguintes profun-didades: 9,10 metros (furo n.º1), 7.35 metros (furo n.º 2) e22,85 metros (furo n.º 5).5- Relativamente aos recursoshídricos superficiais, o nívelfreático varia dos 0,60 metros a3 metros, segundo o “Parecersobre as Condições Geológicase Geotécnicas do Terreno paraa Instalação do Aterro de resí-duos Sólidos Urbanos”, GAO,1998, tendo sido detectada águaem 53% dos poços efectuados.6- Segundo o mesmo parecer, aQuinta de S. Francisco apresen-ta variabilidade litológica, exis-tindo: a) níveis gresoso, greso-calcáreos, que não apresentamcaracterísticas de depuração emostram elevada vulnerabilida-de à poluição; b) níveis predo-minantemente arenosos; c)níveis predominantemente argi-losos. Assim, preconiza-se a “...realização de uma campanha deprospecção geotécnica comple-mentar...”.Para analisar cientificamente ascondições hidrogeológicas exis-tentes na área de localização doASO para uma melhor com-preensão das implicações daconstrução do Aso na Quinta des. Francisco sobre os recursoshídricos, pedimos a colaboraçãodo Eurgeol Prof. José Martinsde Carvalho, de que resultaramdois pareceres.Na opinião do especialista Eur-geol Prof. José Martins de Car-valho
“...não parece defensá-vel, numa óptica global deordenamento do território, e aonível dos conhecimentos obti-dos com os estudos realizados,instalar o Aterro Sanitário doOeste sobre o único aquífero deimportância regional reconhe-cidamente existente.”
Devido adiversas falhas detectadas nosestudos consultados levaram-noa sugerir a
“...re-selecção dedois ou três locais consideradosmais próprios para a instalaçãodo Aterro Sanitário...”
. Peloque,
“A selecção da Quinta deS. Francisco para a instalaçãodo Aterro Sanitário do Oestenão atendeu ao princípio da precaução preconizado na Directiva – Quadro da água
PÁGINA 2 BOLETIM INFORMATIVO
ANO 2, N.º 5
O MPI denunciou o processo de escolha da Quinta de S. Francisco para a loca-lização do ASO e alertou as diversas entidades competentes quanto às suas carate-rísticas hidrogeológicas, mas infelizmente essas entidades tiveram, em nossa opi-nião, uma actuação inaceitável num estado de direito.
As entidades envolvidas nesteprocesso assim como as autori-dades competentes, quer nacio-nais quer comunitárias, revela-ram uma postura que nos pareceincorrecta desvirtuando o seupapel de promotores do interes-se comum e da legalidade.Assim:
1- Emissão de Declaraçãopela DRARNLVT sem funda-mento técnico
A Direcção Regional doAmbiente e Recursos Naturaisde Lisboa e Vale do Tejo, emi-tiu em 4 de Junho de 1997 aDeclaração 9/97, atestando queo projecto “
Solução Intermuni-cipal para os Resíduos Sólidosda Região Oeste não se situa
Add a Comment