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- PROVIDÊNCIAS CAUTELARES:1.1- PROC.
 
N.º 258/99 -
Contra a RESIOESTE, vários representan-tes da população do concelho do Cadaval, pediram a suspensão do processodo ASO devidos aos danos irreversíveis e irreparáveis para o ambiente equalidade de vida das populações envolventes da área destinada à constru-ção, ao abrigo da Lei de acção Popular n.º 83/95, de 31 de Agosto, no Tribu-nal Judicial da Comarca do Cadaval, em 7/12/1999, o Dr. Telmo Correia eDrª Ana Antunes foram os advogados.O Tribunal decidiu em 18/5/2000 suspender a providência cautelar
 
,em face da junção aos autos pela RESIOESTE do ELASO (Estudo de Locali-zação do Aterro Sanitário do Oeste), sendo assim esgotado o objecto do pro-
 ANO 2, N.º 6
CONVOCATÓRIA
De acordo com os estatutos do MPI—Movimento Pró-Informação para aCidadania e Ambiente, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Associação,que se realizará na sede social, sita no edifício da Junta de Freguesia do Vilar,Largo 16 de Dezembro, n.º 2, dia 18 de Março, sábado, pelas 21.00 horas, com aseguinte ordem de trabalhos:1– Votação do Relatório e Contas do ano 20052– Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2006.3– Deliberação sobre a adesão à “Plataforma Transgénicos Fora do Prato”.4– Outros assuntos.Não havendo número legal de associados para a Assembleia funcionar,fica desde já marcada uma segunda convocação para meia hora depois,funcionando com qualquer número de associados.Vilar, 17 de Fevereiro de 2005O Presidente da Assembleia Geral
Nuno Pereira Azevedo
Fevereiro de 2006
 Editorial
Conforme poderão cons-tatar ao ler este bole-tim, muitos foram osesforços nos nossos tri-bunais no âmbito do processo do AterroSanitário do Oeste. Masapesar de aparente-mente sem resultadosqueremos reafirmar anossa determinação emlutar por um correcta gestão do ´”lixo” produ-zido na região . Assim, continuamoscom a queixa na Comis-são Europeia e noutrasentidades, nomeada-mente na ProcuradoriaGeral da República.O ano 2006 promete nãonos dar descanso, mascontinuamos dispostosa “arriscar”, pois “Sóquem arrisca é livre!” 
O Presidente da Direcção
Humberto Pereira Ger-mano
Nesta edição:
Boletim informativo
MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
ATERRO SANITÁRIO DO OESTE 
—Processos judi- ciais 1 a
5º Encontro Nacional doMUSP
Ptaforma “Transgénicos Fora do Prato”
Ambiente e Cidadania: 
Não, à queima de lixo! 
cel
 
Aterro Sanitário do Oeste
Processos judiciais
Divulgamos neste boletim um memorando sobre os proces-sos judiciais no âmbito do processo do Aterro Sanitário doOeste. Apesar de resumido não deixa de ser extenso, dada agrande quantidade de processos que foram interpostos.
 
cedimento cautelar.
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.2- PROC.
 
N.º 209/2000 -
Contra RESIOESTE e a Associação de Municípios do Oeste(AMO), vários residentes no concelho de Torres Vedras, freguesias do Maxial e Outeiro da Cabeça,pediram também a suspensão do processo do ASO ao abrigo da Lei de Acção Popular, no TribunalJudicial da Comarca de Torres Vedras, no ano de 2000, o advogado foi o Dr. Nuno Pinto Coelho deFaria. A decisão do tribunal foi o indeferimento liminar, apesar de ter considerado que não era com-petente para a apreciação da legalidade de qualquer acto administrativo e sem ter ouvido qualquertestemunha, tendo o juiz discordado das razões para o pedido da providência cautelar.Perante esta decisão foi
 
apresentado recurso -
PROC. N.º 7873/00
, no Tribunal da Relação deLisboa por se considerar que houve
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ncumprimento/violação de normativos substantivos(constitucionais) e processuais, dado que a decisão ignorou a motivação da pretensão formulada redu-zindo-a a mera manifestação de repúdio por uma solução, tecendo mesmo considerações sobre a even-tual justeza da mesma, fazendo uma análise que está excluída dum indeferimento liminar.Este
 
Tribunal mantém a decisão que indeferiu liminarmente a petição, por incompetência doTribunal Judicial da Comarca de Torres Vedras.Na sequência desta decisão do Tribunal da Relação de Lisboa foi apresentado requerimento noSupremo Tribunal Administrativo, em 22/12/2000, a fim de ser fixado o Tribunal Competente paraconhecer da causa -
PROC. N.º 372.
 O Procurador-Geral-Adjunto emitiu douto parecer julgando improcedente o recurso, devemdeclarar-se competentes os tribunais administrativos e em 11/12/2001 o Supremo Tribunal Adminis-trativo atribuiu a jurisdição aos tribunais administrativos.
1.3- PROC.
 
N.º 102/00 -
Contra RESIOESTE, vários residentes no concelho de Alenquer, fre-guesia de Vila Verde dos Francos, pediram também a suspensão do processo do ASO ao abrigo da Leide Acção Popular, no Tribunal Judicial da Comarca de Alenquer, no ano de 2000, o advogado foi o Dr.Nuno Pinto Coelho de Faria.Estando pendente igual providência no Tribunal de Torres Vedras é impossível a repetição deuma causa (n.º 1, art.º 497º do C.P.C.), de facto os pedidos são os mesmos, por outro lado, a jurisdiçãocompetente é a administrativa, pelo que a decisão foi o indeferimento liminar.
1.4- PROC. N.º 173/00 -
Contra a RESIOESTE, vários representantes da população do conce-lho do Cadaval, vieram mais uma vez pedir a suspensão do processo do ASO, no
 
Tribunal Judicial daComarca do Cadaval, no ano 2000, o advogado foi o Dr. Nuno Pinto Coelho de Faria.Em 21/12/2000 o Tribunal Judicial da Comarca do Cadaval decidiu que era incompetente, oTribunal competente é o Tribunal Administrativo e absolve a RESIOESTE.Foi apresentado recurso de agravo desta decisão -
PROC. N.º 6100/01 – 8ª Secção
, ao Tribu-nal da Relação de Lisboa, que em 28/6/2001 concedeu provimento ao agravo revogando a decisãorecorrida e determina a respectiva produção de provas.Mas a RESIOESTE apresenta um agravo desta decisão do Tribunal da Relação ao SupremoTribunal de Justiça -
PROC. N.º 3241/01-1
, tendo em 28/01/2002 deu provimento ao agravo e assimrevoga a decisão recorrida, confirmando-se o decidido em primeira instância.
2- INTIMAÇÕES PARA UM COMPORTAMENTO2.1- PROC. N.º 958/00 da 4ª secção
- Contra a RESIOESTE foi pedido por Gonçalo Rebelo de Andrade e outros, todos residentes no Vilar – Cadaval, que a RESIOESTE se abstenha de continuaras obras do aterro
 
, já que o local não é adequado, e devido às ilegalidades do processo.Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, entregue no ano 2000, o advogado foi o Dr.Eusébio Gouveia. O Ministério Público
 
deu razão à RESIOESTE quando defende que o meio adequa-do é a suspensão de eficácia, assim o pedido de intimação deve ser rejeitado.Em
 
22/01/2001 o Tribunal rejeita a intimação, por ilegalidade na sua interposição.
 
GINA 2 BOLETIM INFORMATIVO
ANO 2, N.º 6
 
 
Na sequência desta decisão foi interposto RECURSO -
PROC. N.º 5378/01
no Tribunal Cen-tral Administrativo, cuja decisão em 3/5/2001 negou provimento ao recurso, confirmando a sentençarecorrida.
2.2- PROC. N.º 625/01 2ª Secção
 – Contra a RESIOESTE veio a Junta de Freguesia do Vilarpedir ao Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa
 
que
 
a RESIOESTE se abstenha de iniciar adeposição de resíduos no ASO
 
, alegando
 
a falta de licenciamento pela Direcção Geral do Ambiente e afalta de avaliação de impacte ambiental nos termos da Lei 69/2000. O advogado foi o Dr. Nuno PintoCoelho de Faria.
 
O Ministério Público
 
emite parecer de que a intimação não pode deixar de ser indeferida porirregularidades na forma processual.O Tribunal rejeitou a providência requerida pela Junta de Freguesia do Vilar, porque não foiidentificado o meio processual principal.
3- SUSPENÇÃO DE EFICÁCIA DO ACTO DO MINISTRO DO AMBIENTE DE 23/10/2000 esubsidiariamente SUSPENÇÃO JUDICIAL DE EFICÁCIA DO ACTO DO PRESIDENTE DOINR 1/8/2000 e ainda subsidiariamente PROVIDÊNCIAS CAUTELARES - PROC. N.º 47 968
  A pedido do município do Cadaval, de Gonçalo Rebelo de Andrade e Humberto Pereira Ger-mano, foi interposta no Supremo Tribunal de Justiça, em 24/7/2001. O advogado foi o Dr. GonçaloGuerra Tavares.No ofício do Secretário de Estado do Ambiente ao Provedor de Justiça datado de 2003/10/15anexo a um ofício do Provedor de Justiça dirigido ao MPI, de 15/3/2004, é referido que a decisão finalproferida em Outubro de 2001 não deu provimento ao pedido dos recorrentes tendo tal decisão sidoobjecto de recurso que veio a ser considerado deserto por falta de alegações dos recorrentes.Nas contra-alegações do proc.º 48042 é dito que a decisão deste processo foi o do pedido de sus-pensão ter sido julgado extemporâneo (isto é, ter expirado o prazo).
4- RECURSOS CONTENCIOSOS4.1- DE ANULAÇÃO COM EFEITOS SUSPENSIVOS DO DESPACHO N.º 3893/2000DO SEOTCN
(Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza) -
PROC. N.º 46.107
 Foi interposto no Supremo Tribunal Administrativo por Gonçalo Rebelo de Andrade e Hum-berto Germano, sendo o advogado o Dr. Nuno Pinto Coelho de Faria Alegou-se que o despacho deveria ser conjunto com o Ministério do Equipamento Social, doMinistério do Planeamento, criados subsequentemente à extinção do “Ministério do Equipamento,Planeamento e da Administração do Território” e do Ministério da Economia e das Finanças.Desconhecemos ainda a decisão final.
4.2- DO ACTO DO MINISTRO DO AMBIENTE DE 23/10/2000 - PROC. N.º 48042
Contra o Ministro do Ambiente foi interposto em 24/9/2001, no Supremo Tribunal Administra-tivo por Gonçalo Rebelo de Andrade e Município do Cadaval. O advogado foi o Dr. Gonçalo GuerraTavares e, mais tarde, o Dr. Nuno Faria. Alega-se essencialmente a nulidade do acto recorrido pela: nulidade do despacho do SEOTCN,da subsequente ilegalidade do parecer da CMC de 31/1/2000 e a falta de avaliação de impacte ambien-tal.O Ministério Público emite parecer em que o
 
recurso não merece provimento.O Supremo Tribunal Administrativo profere um despacho em 8/5/2003 em que o recurso deveprosseguir, uma vez que a nulidade do acto do M.A. dependerá em último caso, da declaração de nuli-dade do acto que lhe subjaz e que constitui o objecto do recurso n.º 46107 (o despacho do SEOTCN),assim será nulo se este também for declarado nulo, pelo que promove que se solicite informação sobreo proc. 46107.Em 17/2/2005 emite uma decisão final negando provimento ao recurso, porque entendeu que oacto do Ministro não é a “autorização prévia” da operação dos resíduos, a qual foi concedida pelo INRem 1/8/2000 (no entanto o próprio INR tinha enviado um ofício ao MPI dizendo que não tinha emitido
 
PÁGINA 3BOLETIM INFORMATIVO
ANO 2, N.º 6

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