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 ANO 3, N.º 8
PASSEIO / VISITA
À BIOFRADE
(EMPRESA DE AGRICULTURA BIOLÓGICA)
NO
DIA 28 DE OUTUBRO, sábado
,REALIZAR-SE-Á UM PASSEIO / VISITA AUMA EMPRESA DE AGRICULTURABIOLÓGIA SITUADA NO CASAL FRADE(Lourinhã), A
BIOFRADE.
ESTA VISITA DESTINA-SE AAGRICULTORES E A TODAS AS PESSOASINTERESSADAS.INSCRIÇÕES: ATÉ DIA 21 DE OUTUBRO, NA
 
SEDE DO MPI (EDIFÍCIO DA JUNTA DEFREGUESIA DO VILAR) OU PELOTELEFONE 262 771 060.PARTIDA: PELAS
14.00
HORAS, JUNTOAO EDIFÍCIO DA JUNTA DE FREG. VILAR.TRANSPORTE: O transporte será emautomóveis particulares, assim quemnecessitar de transporte e quem quiserdisponibilizar lugares no seu automóvel deveinformar esse facto no acto da inscrição.
Setembro de 2006
 Editorial
Variados são osassuntos que preenchemesta edição do boletiminformativo, pois o Ambiente é dos temasque atravessa pratica-mente todos os sectoresda nossa sociedade. Porisso, os cidadãos devemestar atentos e ter acessoa informação para que possam reagir e respon-der da forma mais ade-quada.Espero que aactividade que estamos aorganizar, a visita à Bio- frade, seja do vosso inte-resse, uma vez que aagricultura biológicaestá em grande cresci-mento, podendo ser umaalternativa de actividadeeconómica, e “amiga doambiente”, para muitas pessoas.O Presidente da DirecçãoHumberto Pereira Ger-mano
Nesta edição:
Boletim informativo
MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
MPI lança campanha de angariação de sócios 
Campanha “1 milhão de europeus contra a energia nuclear” 
Pareder da C.A. ao Estudo da qualidade do ar na envol- vente do ASO” 4 e
Ambiente e Cidadania: 
Poupar energia
 
PÁGINA 2BOLETIM INFORMATIVO
ANO 3, N.º 8
O MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidada-nia e Ambiente (ex - Movi-mento Pró-Informação Ater-ro Sanitário do Oeste), cons-tituiu-se legalmente em 29de Abril de 2003 como asso-ciação de defesa do ambien-te, inscrito recentemente noRegisto Nacional das ONGA(Organizações Não Governa-mentais de Ambiente) eEquiparadas, com o n.º deregisto
155/SA 
.
 A legalização do MPIfoi uma necessidade dado odecorrer dos acontecimentosrelacionado como o processodo ASO (Aterro Sanitário doOeste), processo prioritáriona nossa actividade e queentretanto se lhe foram jun-tando outros processos comoo do tratamento dos efluen-tes das suiniculturas e o dosOGM (Organismos Geneti-camente Modificados), ten-tando dar o nosso melhorcontributo ao Ambiente e àsociedade.Podemos resumir a nossaactividade dos primeirosanos no acompanhamentodo ASO através da vigilân-cia no seu funcionamento,de diligências para evitar aconstrução de uma 2ª fasedo aterro em terrenos contí-
MPI lança campanha de angariação desócios
guos ao actual e, ainda, doestudo e reivindicação deuma gestão correcta dos“lixo” doméstico produzidona região; estudo da proble-mática dos OGM e diligên-cias no sentido de evitar arealização de ensaios decampo com novas varieda-des de milho transgénico nafreguesia do Vilar; elabora-ção de um boletim informa-tivo para os sócios; procurade coordenação de esforçoscom outras associações emovimentos, nesse sentidotornámo-nos membros daCPADA (ConfederaçãoNacional das Associações deDefesa do Ambiente) e ade-rimos ao MUSP (Movimentodos Utentes dos ServiçosPúblicos) e à Plataforma“Transgénicos Fora do Pra-to”.O resultado maisvisível da nossa acção foi arecente imposição pelaUnião Europeia de não serexcedida a deposição de140.000 toneladas por anono aterro (em vez das cercade 175.000 toneladas quetêm sido depositadas anual-mente) motivado pela nossaqueixa. Como esta decisãoainda não é definitiva, con-tinuamos a enviar todos osfactos adicionais que vãosurgindo. Esta decisão podeparecer pouco significativa,no entanto está a causar umgrande incómodo às nossasautoridades e com isso espe-ramos conseguir bons desen-volvimentos na gestão dosRSU.Uma vez que a nossaactividade é de âmbitoregional precisamos de nomínimo 400 sócios para queseja reconhecido este âmbitopelo Instituto do Ambiente. Actualmente temos 144sócios, sendo 84 da freguesiado Vilar, assim e porqueindependentemente destaimposição já era nossaintenção manter, e se possí-vel aumentar, a mobilizaçãoda população para os proble-mas ambientais que a todosafecta, vimos APELAR aquem ainda não é sócio, masque queira apoiar a nossaactividade, a fazer-se sóciodo MPI, bastando para issopreencher o boletim de pro-posta de sócio e entregá-lona Junta de Freguesia do Vilar (horário: todos os diasúteis das 9.00 as 12.30 e das14.00 as 16.00) junto comopagamento da quota, que éno valor mínimo de doiseuros por ano. *
Transcrevemos aqui o texto que foi publicado no boletim da freguesia do Vilar e apro-veitamos para apelar aos sócios que junto de familiares e amigos divulguem o nossomovimento para assim atingirmos pelo menos os 400 sócios e podermos assim sermosinscritos no Registo Nacional das ONGA (Organizações Não Governamentais deAmbiente), como associação de âmbito regional.
 
PÁGINA 3BOLETIM INFORMATIVO
ANO 3, N.º 8
“Por toda a Europa aindústria nuclear está adesenvolver uma enormecampanha de relações públi-cas e de pressão, com o objec-tivo de convencer os cidadãosde que a energia nuclear é asolução para as alteraçõesclimáticas e para o aumentocontínuo no consumo de ener-gia.Melhorar centraisnucleares já existentes ouprolongar as licenças dasactualmente existentes alaborar é agora encarado deforma favorável. Novas cen-trais estão em construção ouestão de novo a ser considera-das após vários anos de mora-tórias, como está a acontecerna Finlândia, França ou Rei-no Unido. Apesar de muitosEstados-membros da EU e osseus cidadãos não serem favo-ráveis à energia nuclear, oTratado Euratom obriga, ofi-cialmente, a que todos os paí-ses da EU promovam a ener-gia nuclear.
20 anos atrás ...Recordar Chernobil 1986
Há 20 anos atrás, oreactor 4 da Central Nuclearde Chernobil explodiu. Cercade 135.000Km
2
, uma área dotamanho da Grécia, foramfortemente contaminados comCésio-137. Hoje 5,5 milhõesde pesoas ainda vivem nessaárea. O governo Ucranianorelatou, em Março de 2002,
Campanha “1 milhão de europeus con-tra o nuclear”
MPI aderiu a esta campanha tendo sido recolhidas 108 assinaturas no Vilar e Cadaval.Apesar do nosso modesto contributo não quisemos deixar de nos associar a estagrande acção anti-nuclear de cidadãos europeus. Transcrevemos abaixo o conteúdodo folheto de divulgação da petição.
que 84% dos 3 milões de pes-soas que foram expostas aradiação se encontram refe-renciados como doentes. Em2000, o número de adultoscom cancro da tiróide naregião de Gomel, na Bielor-rússia, era 428% mais eleva-do do que em 1986.
NÃO QUEREMOSOUTRAS CHERNOBILPAREM A ENERGIA NUCLEAR
 A indústria nuclearquer fazer-nos acreditar que aenergia nuclear é segura, quequase já encontrou soluçãopara armazenar os resíduosnucleares, que não consegui-remos combater as alteraçõescliméticas sem ela. NÃO ACREDITEM NISSO.
 A energia nuclear:
1) Continua a dar ori-gem a
resíduos perigosos
(que se manterão para asgerações futuras)2) É
muito dispen-diosa
(e não sobreviverãosem os subsídios que recebedos nossos impostos)3)
Esgotará o urânio
(em 50 anos se a produção deenergia nuclear for mantidaao nível actual)4)
Causa acidentessérios
com a libertação deradioactividade (pelo menos22 desde o desastre de Cher-nobil em 1986)5) Significa
armasnucleares
(através da prolife-ração da tecnologia)6) Emite
CO
2
 —
dióxidode carbono (Ao longo do seuciclo de vida emite tanto CO
2
quanto uma moderna centralde produção de energia a gásnatural) A
solução
passa porum compromisso absoluto coma
poupança energética, usoeficiente e energias reno-váveis
como a solar, a eólica ea biomassa. A tecnologia estádisponível, é acessível e pro-move o emprego. Não nospodemos dar ao luxo de espe-rar!
Nó abaixo-assinados,solicitamos à ComissãoEuropeia, ParlamentoEuropeu e a todos os Esta-dos-membros que:*
parem ou evitem aconstrução de novas centrais einstalações nucleares naUnião Europeia,* lancem um plano queleve ao abandono da energianuclear na União Europeia,* invistam massiva-mente na poupança energéticae no desenvolvimento dasenergias renováveis,* acabem com o Trata-do Euratom que apoia massi-vamente a energia nuclearatravés de financiamentopúblico. “Mais informações:

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