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 ANO 3, N.º 9
CONVOCATÓRIA
De acordo com os estatutos do MPI—Movimento Pró-Informação para aCidadania e Ambiente, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Associação,que se realizará na sede social, sita no edifício da Junta de Freguesia do Vilar,Largo 16 de Dezembro, n.º 2, dia 18 de Março, sábado, pelas 21.00 horas, com aseguinte ordem de trabalhos:1– Votação do Relatório e Contas do ano 20062– Eleições dos corpos sociais para o triénio 2007-20093– Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2007.4– Ponto da situação em relação ao processo do Aterro Sanitário Oeste.5– Outros assuntosNão havendo número legal de associados para a Assembleia funcionar,fica desde já marcada uma segunda convocação para meia hora depois,funcionando com qualquer número de associados.Vilar, 1 de Fevereiro de 2007O Presidente da Assembleia Geral
Nuno Pereira Azevedo
Fevereiro de 2007
 Editorial
Esta edição do nossoboletim sofreu umatraso que se deveu àincapacidade para res- pondermos a tantassolicitações e tarefasque temos de realizar,e não por desinteresseda nossa parte, bem pelo contrário. Aproxima-se mais umacto eleitoral e espera-mos que possam surgirnovos contributos deassociados(as), poistrabalho e ideias é coi-sa que não falta.Contamos convosco
O Presidente da Direc-çãoHumberto Pereira Ger-mano
Nesta edição:
Boletim informativo
MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
Ensaios com Transgénicos em Portugal
Quercus apresentou “simplex” 
A gestão dos Resíduos Sóli- dos em Portugal
Ambiente e Cidadania: 
Proteger a Camada deozono
Regulamento Eleitoral
para a eleição dos corpos sociais
CAPÍTULO I
OBJECTO
Artigo 1º
(Objecto)O presente Regulamento aplica-se exclusivamente à eleição dos corpossociais do Movimento Pró-Informaçãopara a Cidadania e Ambiente, previstanos Estatutos.
CAPÍTULO II
ABERTURA DO PROCESSO ELEI-TORAL
Artigo 2º
(Abertura e publicitação)O processo eleitoral para oscorpos sociais será aberto com apublicitação do presente Regulamen-to para consulta de todos os associa-dos.
Artigo 3º
(Cadernos eleitorais)1- A Mesa da AssembleiaGeral afixará, oito dias úteis antes dadata marcada para a realização doacto eleitoral, os cadernos eleitorais.2- Nos dois dias seguintes à
 
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ANO 3, N.º 9
sua afixação, qualquer eleitorpoderá reclamar junto da Mesa daAssembleia Geral, por escrito, dequalquer irregularidade patentenos cadernos eleitorais.3- A Mesa da AssembleiaGeral decidirá da(s) reclamações,em reunião expressamente realiza-da para o efeito, no dia subsequen-te ao fim do prazo mencionado nonúmero anterior, procedendo namesma reunião à eventuais correc-ções e afixando de imediato oscadernos eleitorais.
CAPÍTULO III
APRESENTAÇÃODE CANDIDATURAS
Artigo 4º
(Candidatura)1- São candidatos aos cor-pos sociais poderão ser associadosordinários com as quotas sociaisregularizadas constituídas em lis-tas.2- Cada lista será compos-ta, no mínimo, por:Assembleia geral: 1 presi-dente e 1 secretário.Direcção: 1 presidente, 1vice-presidente, 1 tesoureiro, 1secretário e 1 vogal. O total terá deser em número ímpar.Conselho fiscal: 1 presi-dente, 1 vice-presidente e 1 secre-tário.
Artigo 5º
(Publicitação)As candidaturas são entre-gues à Mesa da Assembleia Geral,a qual imediatamente as rubricaráe fará afixar na sede social.
CAPÍTULO IV
ACTO ELEITORAL
Artigo 6º
(Assembleia Eleitoral)1- A Assembleia Eleitoralé convocada pelo Presidente daMesa da Assembleia Geral.2- Compõem a AssembleiaEleitoral todos os sócios ordinárioscom as quotas sociais regulariza-das, inscritos até à data da afixaçãodos cadernos eleitorais provisó-rios.
Artigo 7º
(Mesa da Assembleia Eleitoral)A Mesa da Assembleia Eleitoral éconstituída pelo presidente e pelosecretário da Assembleia Geral epor um escrutinador por eles esco-lhido de entre os sócios ordiná-rios.
Artigo 8º
(Competências da Mesa daAssembleia Eleitoral)Compete à Mesa daAssembleia Eleitoral:a) Dar baixa dos votantesnos cadernos eleitorais;b) Proceder à abertura eencerramento das urnas;c) Efectuar os escrutíniosa apurar os resultados;d) Proclamar os resultadosapurados.
Artigo 9º
(Delegados)Cada lista poderá indicaraté dois representantes para acom-panharem todos os actos da elei-ção, os quais, se assim entende-rem, assinarão a acta da Assem-bleia Eleitoral.
Artigo 10º
(Votação)1- A votação decorrerá naAssembleia Geral ordinária con-vocada para as vinte e uma horasdo dia 17 de Março de 2007, con-forme Calendário contido no art.º13º do presente Regulamento.2- A votação realiza-sepor sufrágio secreto e presencial.3- Sempre que haja dúvi-das por parte de qualquer dosmembros da Mesa sobre a identifi-cação de qualquer votante, poderáser exigida a sua identificaçãoatravés de documento actualizadocontendo fotografia.
Artigo 11º
(Escrutínio)A lista eleita será a quetiver maioria simples dos votosválidos.
Artigo 12º
(Proclamação dos resultados)1- Os resultados são pro-clamados pela Mesa da Assem-bleia Eleitoral, através da afixaçãoda respectiva acta na sede social.2- A acta referida nonúmero anterior será assinada portodos os membros da Mesa e pelosDelegados das listas candidatas, seestes assim o entenderem fazer.
CAPÍTULO V
DISPOSIÇÕES FINAIS
Artigo 13º
(Calendário Eleitoral)1- Todos os actos constan-tes no presente Calendário Eleito-ral terão lugar na sede social doMovimento Pró-Informação para aCidadania e Ambiente, sita no Edi-fício da Junta de Freguesia doVilar, rua do Comércio, no lugar efreguesia de Vilar, concelho doCadaval.2- O processo eleitoralrege-se pelo seguinte Calendário:a) 26 de Fevereiro de 2007(2ªf) - Publicitação do Regulamen-to Eleitoral.b) 6 de Março de 2007(3ªf) - Afixação dos CadernosEleitorais provisórios.c) 8 de Março de 2007(5ªf) - Fim do prazo para reclama-ções sobre os Cadernos Eleitorais.d) 10 de Março de 2007(sábado) - Afixação dos CadernosEleitorais definitivos.e) 13 de Março de 2007(3ªf) – Fim do prazo para apresen-tação de listas.f) 17 de Março de 2007(sábado) – Eleições.
Artigo 14º
(Entrada em vigor)O presente Regulamentoentra em vigor após a sua publica-ção. *
 
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ANO 3, N.º 9
Nos dois últimos anosa Pioneer pretendeu testarmilho transgénico (
Ponte daBarca/Cadaval em 2005 ePonte da Barca/Arcos de Valdevez em 2006
) masenfrentou fortes dificuldades:as câmaras do Cadaval e dePonte da Barca rapidamentese declararam Zonas Livresde Transgénicos e todas pro-duziram pareceres onde dei-xavam clara a sua rejeiçãoquanto a tal escolha. Aempresa acabou por se verforçada a desistir de taisintenções, em parte por defi-ciências graves na documen-tação apresentada.Nos dossiers técnicosque serviram de base aospedidos de autorização a Pio-neer deixava aspectos funda-mentais completamente omis-sos. No tocante ao impactoambiental (impacto em espé-cies não alvo, a possibilidadede contaminação de varieda-des tradicionais ou a induçãode resistência nas pragas) aPioneer optava por afirmar aausência de risco, com 100%de optimismo e 0% de funda-mentação científica. O planode monitorização (obrigatório)era apresentado de forma tãoabstracta que não comprome-tia com coisa nenhuma. Damesma forma não era consi-derada a necessidade de umacaução ou seguro de riscoambiental ou agrícola, ou ainformação aos agricultoreslimítrofes dos terrenos emcausa.Em 2007 a Pioneervolta a tentar, desta vez asso-
Ensaios com transgénicos em Portugal
Empresas da engenharia genética voltam a desrespeitar os cidadãos
 
PIONEER CANCELA DOIS PEDIDOS DE ENSAIOS DE TRANSGÉNICOS MAS VOLTA  A TENTAR ASSOCIANDO-SE À SYNGENTA 
 ciada à Syngenta e com trêsnovas localizações:
Alcoche-te, Salvaterra de Magos eRio Maior
, tendo começadona primeira semana de Feve-reiro a consulta pública demais um conjunto de pedidospara ensaios experimentaisde milho transgénico nãoautorizado para cultivocomercial. Alcochete é uma esco-lha irónica: a sua AssembleiaMunicipal aprovou, por una-nimidade, a criação de umaZona Livre de Transgénicosem 28 de Dezembro de 2006.Em relação aos ensaios agorapropostos pela Pioneer/Syngenta,
o presidente da Assembleia Municipal de Alcochete,
Dr. Miguel Boiei-ro, já declarou que «
Somoscontra todo o tipo de expe-riências, não suficiente-mente seguras sob o pontode vista científico e ético,que podem pôr em causa abiodiversidade presente efutura
. A actual geração nãotem o direito de alienar asegurança e o bem-estar dosseres humanos e outros que, aseguir, virão habitar o Plane-ta». Esta atitude provocatóriaao poder local por parte daPioneer e da Syngenta revelaum total desrespeito pela von-tade dos cidadãos na declara-ção das zonas livres de trans-génicos. Embora as ZonasLivres de Transgénicos care-çam ainda de fundamentaçãolegal em termos europeus, asua criação e vantagens sãoreconhecidas ao mais altonível. No «Relatório sobre acoexistência de culturas gene-ticamente modificadas comculturas convencionais e eco-lógicas» (2003/2098(INI)) oParlamento Europeu reconhe-ce que
a proibição regionaldo cultivo de transgénicosé provavelmente a formamais eficaz e de baixo cus-to para evitar a contami-nação das culturas conven-cionais e biológicas
. Em termos científicos,o cultivo de milho transgénicoexperimental envolve impactoambiental significativo,nomeadamente em espéciesnão-alvo. O próprio IUCN,uma estrutura internacional aque pertence o governo portu-guês, aprovou em 2004 e reite-rou em 2006 um apelo à cria-ção de uma
moratória mun-dial à libertação de quais-quer transgénicos noambiente «até que sedemonstre a sua seguran-ça para a biodiversidade,saúde humana e ani-mal»
(Resolução 3.007).  Acima de tudo, nem aPioneer nem a Syngenta semostram merecedoras de con-fiança.
Na Pioneer os inci-dentes e desmandos comsementes transgénicas for-mam já uma longa lista
.Em 1999 na Alemanha e naSuíça a Pioneer vendeusementes contaminadas comtransgénicos. A mesma coisaaconteceu na Áustria em 2001e em Itália em 2003. Na Croá-cia em 2004 queimaram-sedois mil hectares de milho damesma empresa também por

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