PÁGINA 3BOLETIM INFORMATIVO
ANO 3, N.º 10
Na sequência dos últimos acon-tecimentos relacionados com oNovo Aeroporto de Lisboa e doalmoço de representantes deOrganizações Não Governamen-tais de Ambiente (ONGA) com oMinistro da Obras Públicas nopassado dia 24 de Abril, a Con-federação Portuguesa das Asso-ciações de Defesa do Ambiente(CPADA)
*
, que subscreve o pre-sente comunicado, vem:
1.
Criticar a irreversibilidadeque tem caracterizado a decisãoda construção do Novo Aeropor-to de Lisboa (NAL) na Ota, emzona húmida classificada peloPROT-AML como “Área Nuclearpara a Conservação da Nature-za” e “Corredor Ecológico”, antesde ter sido iniciado o procedi-mento de Avaliação de ImpacteAmbiental, cuja decisão – Decla-ração de Impacte Ambiental(DIA) – tem carácter vinculativo
,(
com o objectivo de salvaguardar
o primado dos valores ambien- tais.
)A comprovar esta postura detomar como certa a construçãodo NAL na Ota está o projectodaquilo que será uma megacidade aeroportuária na órbitada Ota, a ser desenvolvido pelaconsultora Augusto Mateus eAssociados, numa área total de1700 ha e que passará pelareclassificação de solos agrícolasem solos industriais.
Exigimos, portanto, rigor eisenção no Estudo de ImpacteAmbiental que só agora se ini-cia e que tem, por lei, carácter
Novo Aeroporto de Lisboa (NAL)
Muito se tem ouvido falar sobre o processo do Novo Aeroporto de Lisboa e pensa-mos que será interessante conhecer alguns contornos deste complexo processo,assim transcrevemos excertos do comunicado recentemente divulgado pela CPADA(Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente) da qual o MPI fazparte.
vinculativo para a viabilida-de do projecto. É ainda damaior importância que esteestudo avalie os impactescumulativos das diversascomponentes do projecto(acessibilidades, logística,regularização de rio e ribei-ras, etc.)
2.
Relembrar que a escolhada localização do NAL na Otafoi feita por comparação únicae insuficiente com a alternati-va de Rio Frio, quando inicial-mente nos anos 90 foramapresentadas doze alternativaspossíveis para a localização doNAL, entre as quais a amplia-ção do aeroporto da Portela, e,
subversivamente, na hora datomada de decisão foramapresentados apenas doisEstudos Preliminares deImpacte Ambiental (EPIA) – oda Ota e de Rio Frio
. Destemodo, e de acordo com ocomunicado por Elisa Ferreira,ex-Ministra do Ambiente dogoverno de António Guterres,em artigo publicado no Jornalde Notícias no passado dia 25de Março, “
alegar a localiza-ção da Ota como a única pos-sível por motivos ambientaisnão corresponde à verdade
,pois que o despacho (por siexarado) no fim dos anosnoventa se limitava a confir-mar o facto óbvio de que, comos dados disponíveis à época eperante as duas únicas opçõesde localização apresentadas(Ota e Rio Frio), a primeiragerava menores danos ambien-tais”.Mais se recorda que a Comis-são de Avaliação de ImpacteAmbiental considerou que
asconclusões constantes nosEPIA não são suficientes ouválidas como elementos debase para a tomada de deci-são
, porque muitos descritores(como os recursos hídricos, ris-co de colisão de aeronaves comaves, ruído, qualidade do ar,etc) tiveram uma abordagemdeficiente e que deveriam tersido objecto de estudos maisadequados à fase de selecçãode alternativas.Considerou ainda que
as alter-nativas de localização pro-postas apresentam impactesnegativos significativos
. Noentanto, a localização do NAL na Ota é menos desfavorávelque em Rio Frio (orientação E/O e N/S), por esta apresentargraves condicionantes quepodem pôr em causa a suasustentabilidade ambiental.”Lisboa, 30 de Abril de 2007
A
Confederação Portuguesadas Associações de Defesa doAmbiente
foi criada em 1991 eé a organização ambientalistacom mais representatividade nonosso País, integrando cerca de110 ADA/ONGA (Associações deDefesa do Ambiente/Organizações Não Governamen-tais de Ambiente) de âmbitosNacional, Regional e Local, espa-lhadas no Continente e RegiõesAutónomas, que representam,no seu todo, muitas dezenas demilhar de associados. É membrodo European EnvironmentalBureau, federação de organiza-ções ambientalistas da Europa
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“I
RREVERSIBILIDADE
E
S
UBVERSÃO
NO
CASO
DA
O
TA
”
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