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Tome nota:
Embalagens decartão paraleite, sumos,etc. devem ser depositadas nocontentor AMARELO
(ver pág. 7)
O novo site doMPI já está emfuncionamento:www.mpica.info
Nesta edição:
Campo de milhoOGM em Silves
2
Fusão Resioeste/Valorsul
 
3
Encontro Agricul-tura Biológica
4
Reflorestar 
6
Breves
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Anúncios
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MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
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OLETIM
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NFORMATIVO
 
Novembro de 2007
Ano 3, N.º 11
Com a abordagem diversificada de temas, preten-demos que as páginas deste boletim contribuam parauma maior consciência ecológica de todos nós.Agora com uma imagem renovada, graças àcolaboração do novo elemento da nossa direcção,o Nuno Carvalho, esperamos que a leitura do boletimseja mais apelativa. Pela nossa parte continuaremosa esforçar-nos para que os temas e informações aquimodestamente publicados sejam do máximo interessee actualidade.
Presidente da DirecçãoHumberto Pereira Germano
EditorialDomingo, 25 de Novembro de 200710:30Mata Municipal do Bombarral
Ponto de encontro: junto à Igreja do Salvador do Mundo (Bombarral)O percurso na mata do Bombarral será guiado pelo Prof. Emanuel Vilaça, biólogo. Segue-seum almoço-piquenique na mata. Depois do almoço sementeira na Serra do Montejunto.Inscrição obrigatória através do telefone 262 77 10 60 ou por email:mpicambiente@gmail.comEncontro limitado a 25 participantes.Será distribuído gratuitamente a cada participante um guia prático para a identificação dasespécies de flora existentes na mata.
(actividade conjunta entre MPI e Real 21)
Percurso para identificação de plantas, recolha e sementeira de bolotasSábado, 24 de Novembro de 200716:30Projecção de pequeno documentário sobre Organismos GeneticamenteModificados, seguido de convívio
Sede da Associação para o Desenvolvimento de Olho Polido (antiga escola primária)
Estão todos convidados a comparecer, acompanhados de castanhas e outros produtos próprios deum magusto. Venha e traga um amigo!
(actividade conjunta entre MPI e Associação para o Desenvolvimento de Olho Polido)
Magusto / Convívio - para todos os interessados
 
17 de Agosto o „Movimento Verde Eufémia‰ realizou uma acçãoque definiu de desobediência civil contra o primeiro campo demilho transgénico na Zona Livre de Transgénicos do Algarve, localizadoperto da cidade de Silves, com o propósito de manter o Algarve umaregião livre de OGM., evocando o exercício do direito à resistência,segundo o artigo 21 da Constituição.A acção constou no corte de 1 hectare de uma plantação de 51 hectares.A ceifa foi acompanhada por um desfile com música, teatro e outrasexpressões artísticas e políticas.O movimento manifestou não ter qualquer intenção contra o agricultorque, por uma ou outra razão, escolheu cultivar culturas OGM, tendo pro-posto ao agricultor em causa a conversão ao cultivo orgânico, para tal ofe-receram sementes de milho para a área que está agora plantada commilho OGM.
O que é o “Movimento Verde Eufémia”?
O „Movimento Verde Eufémia‰ é um grupo informal de pequenos agri-cultores, ecologistas e cidadãos preocupados que começou em Agosto de2007 e o seu nome é em homenagem à luta de Catarina Eufémia e dostrabalhadores com o objectivo defender os direitos e bem-estar das comu-nidades de trabalhadores.O movimento propõe-se continuar esta luta no contexto de novas amea-ças, como o sector agro-tecnológico e o seu poderoso lobby.
Reacções a esta acção
As reacções a esta acção inédita em Portugal têm sido muitas.A Plataforma Transgénicos Fora (PTF), à qual o MPI pertence, emitiu em comunicado esclarecendo „
nãoter qualquer ligação com a referida acção sendo seu princípio essencial actuar sempre de forma a nunca pôr emcausa a integridade de pessoas e bens.‰. Embora discordando dos métodos utilizados na acção contra o campo demilho transgénico no Algarve, a Plataforma „
reconhece que as razões contra a introdução dos OGM na agri-cultura e alimentação portuguesas são muitas e poderosas. Elas acabarão por se impor pela força da lógica, nãopela lógica da força. Os agricultores não devem ser duplamente penalizados:- Pelo logro a que as empresas da engenharia genética os conduziram;- Pelas acções nocivas de alguns grupos (embora com a intenção de defender o futuro da agricultura e dos agri-cultores portugueses).‰E incita o Governo „
a iniciar um esforço alargado de auscultação e discussão por forma a salvaguardar osinteresses dos agricultores que não desejam os seus campos contaminados por transgénicos e dos consumidoresque clamam pelo direito à escolha, e de modo a evitar que se agudizem conflitos quanto a esta matéria contro-versa e sensível.‰Algumas das associações que integram a Plataforma, como a Quercus e a CNA – Confederação Nacional deAgricultura, emitiram também comunicados em que se demarcam da acção, mas alertaram para os riscos dosOGM e a necessidade de promover um amplo debate e a aplicação do Princípio da Precaução defendendo umamoratória ao cultivo dos OGM.
Enquadramento
Anos antes desta plantação de milho transgénico houve já uma forte oposição por parte da sociedade civilperante a plantação de OGM no Algarve, daí resultou que o Algarve se declarou em 2004 na primeira região emPortugal livre de OGM, pela Junta Metropolitana do Algarve, à semelhança do que ocorreu posteriormente emvárias dezenas de Municípios Portugueses e do que tem vindo a decorrer em milhares de Municípios e Regiõesda União Europeia.
 
Apesar da forte oposição da sociedade civil e das autoridades locais contra os OGM, as políticas do GovernoPortuguês e da Comissão Europeia desrespeitam constantemente o direito moral e democrático desses agentesopositores a banir os OGM dos seus campos e dos seus pratos.Este tipo de acção da ceifa de um campo de OGM não é um acto isolado na Europa. Outros grupos têm já cei-fado campos de OGM em vários países da UE. http://eufemia.ecobytes.net (14/9/2007)
Acção contra o campo de milho transgénico em Silves (Algarve) - O que aconteceu
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OLETIM
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NFORMATIVO
MPI
n.º 11 - Novembro de 2007
 
O movimento manifestou não terqualquer intenção contra o agricul-tor que, por uma ou outra razão,escolheu cultivar culturas OGM,tendo proposto ao agricultor emcausa a conversão ao cultivo orgâ-nico, para tal ofereceram sementesde milho para a área que está agoraplantada com milho OGM.
 
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OLETIM
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NFORMATIVO
MPI
n.º 11 - Novembro de 2007
 
A Resioeste e a Valorsul apresentaram uma proposta de fusão das duas empresas em Junho do corrente,tendo o MPI e a Comissão de Acompanhamento do Sistema de Tratamento dos RSU da Região Oeste emitidoum comunicado conjunto em 11/9/2007 que a seguir transcrevemos:„Da análise do Estudo de Viabilidade Económica e Financeira da integração Resioeste/Valorsul salien-tam-se os seguintes aspectos:- A estratégia para o tratamento dos resíduos é inalterada havendo apenas o somatório das unidades exis-tentes e previstas nos dois sistemas, ou seja, a maioria dos resíduos terá como destino a eliminação através dadeposição em aterro e a incineração, em vez de haver uma aposta na reciclagem, pelo que
os impactes negativosdo Aterro Sanitário do Oeste não irão diminuir
, pelo menos de forma significativa.- Não há garantias de que as tarifas estimadas se verifiquem efectivamente uma vez que não foi previstaa construção/ampliação de pelo menos um aterro durante o período da simulação, que inevitavelmente seránecessário tendo em conta a evolução de aumento da produção de resíduos e o horizonte da simulação (2025),com a agravante de que esse investimento não terá qualquer co-financiamento comunitário; nem considerada aTaxa de Gestão de Resíduos que será de 4 euros/ton. para os resíduos enviados para aterro, a partir de 2011. Nãoseria aliás situação inédita a não concretização das previsões em matéria de tarifários, a título de exemplo, noContrato de Concessão foi prevista uma tarifa de arranque de cerca de 22,5 euros/ton. evoluindo até cerca de 36euros em 2021, como sabemos este valor já foi excedido e vários têm sido os motivos para que as tarifas daResioeste tenham disparado, como erros de concepção e consequente necessidade de ampliação da ETAL e detransporte de lixiviado para outras ETAR, transferência de resíduos para outros sistemas devido ao processo decontencioso com a Comissão Europeia por deposição acima do limite de 140.000 toneladas, etc.- Posição accionista das autarquias da região muito minoritária passando dos actuais 49% para os exíguos5,24%. Sendo a posição accionista minoritária na Resioeste uma situação que desgostou os autarcas à medida quelhes foram sendo impostos os sucessivos aumentos das tarifas sem que conseguissem influenciar uma mudançade rumo da empresa, qualquer pretensão deste tipo ficará liminarmente condenada com a aceitação da propostaapresentada.
 
Um modelo de gestão mais sustentável é necessário e urgente!
Não obstante os incómodos particularmente sentidos pelas populações mais próximas do aterro temossentido, infelizmente, uma grande inércia na adopção de um modelo de gestão mais sustentável. De facto, nãosentimos da parte do principal accionista, a EGF, um verdadeiro esforço na busca das melhores soluções técnicase economicamente mais vantajosas.Dado que os orçamentos apresentados em concursos para as unidades de digestão anaeróbia foram muitoelevados, no mínimo deveriam ter sido exploradas outras formas de tratamento mecânico e biológico, como acompostagem e a vermicompostagem, essa pesquisa acabou por ser desenvolvida e incentivada por uma ONGA,a Quercus- A.N.C.N., identificando uma empresa de vermicompostagem a laborar no nosso país, cujos testescom RSU revelaram resultados muito promissores e que podem mudar substancialmente o panorama nacionalnesta matéria.De facto, com o modelo de Tratamento Mecânico e Biológico com vermicompostagem é possível tratarquase toda a fracção orgânica e recuperar muito materiais para reciclagem traduzindo-se numa reciclagem decerca de 75% da totalidade dos resíduos indiferenciados, que para além de ser mais vantajosa em termos econó-micos do que a proposta de fusão, irá reduzir significativamente os maus odores e a produção de lixiviados.Convém salientar que uma gestão correcta dos resíduos tem ainda de contemplar medidas para a preven-ção da sua produção e medidas que incentivem a recolha selectiva, a consciência de todos para a necessidadedeste tipo de medidas é fundamental para uma sociedade que se pretende sustentável.Esperamos que o sentido crítico e o bom senso dos autarcas da região prevaleça rejeitando a proposta defusão apresentada e desenvolvendo todos os esforços para que uma gestão mais sustentável dos RSU da região,sob todos os pontos de vista (económico, social e ambiental) seja finalmente adoptada.‰Vai ser agendada uma visita da Associação de Municípios do Oeste à unidade piloto de vermicomposta-gem existente em Palmela.
MPI e Comissão de Acompanhamento rejeitam proposta de fusão Resioeste/Valorsule apelam à adopção de uma gestão dos resíduos urbanos mais sustentável

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