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ILICITUDE e Excludentes

ILICITUDE e Excludentes

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05/24/2014

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Excesso e Welzel em todas. Página 1
ILICITUDE:
Inicialmente, ilicitude é a característica dos fatos que vão contra o ordenamento jurídico. Quando se pratica um fato típico, há um indício de ilicitude que poderá ser afastadaou aprovada diante da existência ou não de alguma discriminante (causa de exclusão deilicitude).As causas de exclusão de ilicitude podem ser legais ( art.23 do CP, além de outras previstas naparte especial do CP, e na legislação penal especial como o art.128,I aborto necessário); ouainda, supralegais, como o consentimento do ofendido, ema alguns casos.De acordo com o art. 23, temos como causas de exclusão da antijuridicidade, o estado denecessidade, a legítima defesa, o estrito cumprimento do dever legal, e o exercício regular dedireito.
Estado de necessidade
No art. 24, temos que estado de necessidade é um estado de perigo atual a um bem jurídicoou ao seu titular, a um direito seu, em que a lei faculta ao agente a pratica de atitude lesiva adireito de outrem para salvaguardar o próprio ou de terceiro.Há dois requisitos: Situação de perigo e fato lesivo.4 Na situação de perigo deve ser encontrado o perigo atual, presente ou iminente, certo, eoriundo de conduta humana, força da natureza ou fato de um irracional. Ameaça a direitopróprio ou alheio, qual seja qualquer bem ou interesse juridicamente protegido. Situação deperigo não causada voluntariamente pelo sujeito ( permite-se ainda a culposa, para Greco, enem essa , para Hungria). E a inexistência de dever legal de enfrentar o perigo (bombeiros nãopodem alegar no exercício de sua atividade).2 Em relação ao fato lesivo, deve-se haver a inevitabilidade dele (não podia de outro modo serevitado), pois o estado de necessidade é subsidiário. Inexigibilidade de sacrifício do direitoameaçado, quando o sacrifício do direito alheio não era razoável nas circunstancias, nãodeveria ter sido feito, e se foi, acarreta numa diminuição da pena mas não na exclusão deilicitude.Deve haver ainda, segundo a teoria finalista de Welzel, consciência da situação justificante dosacrifício, consciência do perigo (elemento subjetivo).Estado de necessidade próprio ou de terceiro: De acordo com o detentor do direito lesado.Estado de necessidade real e putativo: O primeiro existe de fato e está no CP. O segundo é umperigo imaginário, ou erra nos limites da excludente (art.20).Estado de necessidade agressivo ou defensivo: A lesão recai sobre direito, bem, de terceiroinocente, no primeiro caso; nos segundo recai sobre o do causador do perigo.Estado de necessidade justificante e exculpante: O primeiro é exclusão da ilicitude, o segundoda culpabilidade.
 
Excesso e Welzel em todas. Página 2
TEORIAS : O Código Penal não adotou a teoria diferenciadora ( que leva em conta a valoraçãodos bens, para medir a consequência desse sacrifício, é usada no Código Militar). O CP adotoua teoria unitária, em que o estado de necessidade sempre será causa de exclusão da ilicitude.
Legítima defesa:
Conceito presente no art.25 do Código Penal.7 Requisitos: Agressão humana (conduta que expõe a perigo ou lesa bens jurídicos, direitos,com animal só se ele for usado pela pessoa intencionada); injusta (não pode ser provocaçãoinjusta, deve ser apurada de forma objetiva, é ilícita em relação ao direito); atual ou iminente(na forma de repulsa, não há LD antecipada no nosso ordenamento); defesa de direito próprioou alheio ( qq bem tutelado pelo ordenamento jurídico); repulsa com meios necessários(disponível ao agredido, que menor dano causará); uso moderado do meio; elementosubjetivo do tipo permissivo (Welzel e sua teoria finalista, o sujeito deve ter consciência daagressão injusta e manifestar vontade de defender o bem).Se há erro de execução na legítima defesa, como atingir a pessoa diversa do agressor, aposição mais aceita é a de que caracteriza legitima defesa, aplica-se regra sobre erro deexecução, ou seja, considera que foi, o fato, praticado contra o agressor, apesar de poderresponder por dano no juízo cível.Excesso 5:O excesso se determina pelo $ único do art.23. Pode ser voluntário, ou doloso, emque responde pelo crime doloso. O erro involuntário se for evitável, responde a titulo de culpa,se não, afasta-se a culpabilidade. O excesso exculpante é aquele derivado de perturbação deânimo, de medo ou de susto, o agente não responde pela inexigibilidade de conduta diversa. Oexcesso extensivo é o que ocorre depois de cessada a agressão, pode responder pelo quecausou durante o excesso com dolo ou culpa. O excesso intensivo ocorre enquanto aindapersiste a agressão, sem se utilizar de meio necessário ou de forma moderada. Intensifica aação.3 outras Formas de legítima defesa: A LD sucessiva é a reação do agressor contra a repulsaexcessiva da vitima, ou seja, pode ocorrer pelos excessos. Reação justificada, pois excesso éagressão.LD putativa: é aquela imaginária em relação à agressão ou aos limites da excludente. No errode tipo permissivo, há exclusão de dolo e/ou culpa ,e não da ilicitude, de acordo com aevitabilidade. Sequer há a agressão inicial.LD subjetiva: é o excesso de repulsa decorrente de erro de apreciação da situação fática,quando o agredido inicialmente supõe justificavelmente não ter cessado a agressão e acabaexcedendo a reação.Ainda em relação à LD, tem se que não pode haver LD real contra LD real. Pois ocomportamento inicial para que se instaure a LD deve ser ilícito, e no caso há dois lícitos.
 
Excesso e Welzel em todas. Página 3
É possível LD real contra LD putativa, já que quando o agente pratica a imaginária, realiza umaagressão injusta, ilícita de fato.É possível LD putativa contra LD real. Quando alguém pensa estar agindo em LD contra umaagressão de terceiro, quando na verdade ele já estava em LD real.É possível haver LDefesas putativas recíprocas, quando duas pessoas acreditam, por erroplenamente justificado, estarem agindo em LD real, contra uma agressão supostamenteinjusta.É possível haver LD contra quem age amparado por excludente da culpabilidade, como osinimputáveis por doença mental que agridem fisicamente alguém.NÃO é possível LD contra Estado de Necessidade, pois quem age em tal situação não estáproduzindo uma agressão ilícita.Legítima defesa Estado de necessidadeRepulsa contra uma agressão injusta Conflito entre bens jurídicosBem jurídico sofre uma agressão Bem jurídico é exposto a perigoAgressão deve ser humana Perigo pode vir de conduta humana, animalou força da naturezaConduta é dirigida contra o agressor Conduta pode ser dirigida contra terceiroinocente
Estrito cumprimento do dever legal:
Aquele que cumpre determinação legal não pratica conduta ilícita. Deve haver elementosubjetivo do tipo permissivo (Welzel e sua teoria finalista, o sujeito deve ter consciência deque sua conduta advêm do cumprimento de lei).É o caso de servidores públicos no exercício de suas funções. EX: policiais efetuando prisões.Ainda, particulares ao cumprirem dever legal, como o de jurados. (dever que emana da norma jurídica, como leis).Essa excludente não se aplica às obrigações morais, sociais ou religiosas.Deve haver um estrito cumprimento de fato, para não responder pelo excesso. No caso deconcurso de agentes, se um receber a justificativa, os outros também receberão.
Exercício regular de direito:
Se o agente pratica a conduta exercendo um direito, não há que se falar que a conduta écontraria ao direito, é ilícita. O exercício, ao ser regular, deve obedecer às condições objetivasestabelecidas, sob pena de ser abusivo e podendo responder pelo excesso doloso ou culposo.Ainda, o sujeito deve estar consciente de estar exercendo um direito. (segundo Welzel efinalista). Ex: prisão em flagrante por particular.

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