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Geração de Vazão em Rios de Regiões Semi-áridas

Geração de Vazão em Rios de Regiões Semi-áridas

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No projeto, otimização e análise de risco de sistemas múltiplos de reservatórios
faz-se, normalmente, uso de simulações e estudos de Monte Carlo. Para isso, são empregados modelos de geração sintética de vazões, tanto à nível mensal quanto anual. Os modelos autoregressivos disponíveis na literatura para a geração de vazão funcionam relativamente bem em rios de regiões temperadas. Quando, porém, aplicados aos rios de regiões semi-áridas não
reproduzem, de maneira satisfatória, as características típicas de intermitência desses rios. Neste artigo são analisados diversos modelos adaptados para regiões semi-áridas e aplicados a bacias hidrográficas do Nordeste do Brasil, na geração sintética de vazões. Na gestão dos recursos hídricos em regiões semi-áridas, sujeitas a condições críticas de precipitação e armazenamento de
água, é muito importante a análise dos impactos de secas extremas por meio da geração sintética de vazões, bem como a definição de políticas de otimização e conservação da água.
Em citações:
FREITAS, M. A. S. . Geração de Vazão em Rios de Regiões Semi-áridas. In: IV Diálogo Interamericano de Gereciamento das Águas, 2001, Foz do Iguaçu. Anais do IV Diálogo Interamericano de Gereciamento das Águas. Foz do Iguaçu : ABRH/SRH/MMA, 2001.
No projeto, otimização e análise de risco de sistemas múltiplos de reservatórios
faz-se, normalmente, uso de simulações e estudos de Monte Carlo. Para isso, são empregados modelos de geração sintética de vazões, tanto à nível mensal quanto anual. Os modelos autoregressivos disponíveis na literatura para a geração de vazão funcionam relativamente bem em rios de regiões temperadas. Quando, porém, aplicados aos rios de regiões semi-áridas não
reproduzem, de maneira satisfatória, as características típicas de intermitência desses rios. Neste artigo são analisados diversos modelos adaptados para regiões semi-áridas e aplicados a bacias hidrográficas do Nordeste do Brasil, na geração sintética de vazões. Na gestão dos recursos hídricos em regiões semi-áridas, sujeitas a condições críticas de precipitação e armazenamento de
água, é muito importante a análise dos impactos de secas extremas por meio da geração sintética de vazões, bem como a definição de políticas de otimização e conservação da água.
Em citações:
FREITAS, M. A. S. . Geração de Vazão em Rios de Regiões Semi-áridas. In: IV Diálogo Interamericano de Gereciamento das Águas, 2001, Foz do Iguaçu. Anais do IV Diálogo Interamericano de Gereciamento das Águas. Foz do Iguaçu : ABRH/SRH/MMA, 2001.

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GERAÇÃO DE VAZÃO EM RIOS DE REGIÕES SEMI-ÁRIDASMarcos Airton de Sousa Freitas
. Coordenador do Grupo de Pesquisas em Recursos Hídricos,Meio Ambiente e Computação Aplicada; Coord. do Curso de Especialização em Engenharia deSoftware (Internet); Prof. da Universidade de Fortaleza - UNIFOR; E-mail: freitas@feq.unifor.br
Resumo
- No projeto, otimização e análise de risco de sistemas múltiplos de reservatóriosfaz-se, normalmente, uso de simulações e estudos de Monte Carlo. Para isso, são empregadosmodelos de geração sintética de vazões, tanto à nível mensal quanto anual. Os modelosautoregressivos disponíveis na literatura para a geração de vazão funcionam relativamente bem emrios de regiões temperadas. Quando, porém, aplicados aos rios de regiões semi-áridas nãoreproduzem, de maneira satisfatória, as características típicas de intermitência desses rios. Nesteartigo são analisados diversos modelos adaptados para regiões semi-áridas e aplicados a baciashidrográficas do Nordeste do Brasil, na geração sintética de vazões. Na gestão dos recursoshídricos em regiões semi-áridas, sujeitas a condições críticas de precipitação e armazenamento deágua, é muito importante a análise dos impactos de secas extremas por meio da geração sintéticade vazões, bem como a definição de políticas de otimização e conservação da água.
Abstract
– By the design, optimization and risk analysis of multipurpose reservoirssystems Monte Carlo simulations, where usually used monthly and annually streamflowgeneration models have been used. In general auto-regressive models preserve the statisticalparameters of the historical time series when they are applied in humid basis. Otherwise, they arenot able to reproduce the persistence (long periods of low and high flow) encountered in thehistorical series of intermittent rivers from semi-arid areas. In this study several streamflowgeneration models have been modified and applied to semi-arid in the Northeast Brazil. By thewater resources management in semi-arid regions, subject to critical precipitation and reservationconditions, the impact assessment analysis of hydrologic droughts trough streamflow simulation isof huge importance for water resources policy makers.
Key Words:
geração de vazão; semi-árido; otimização.
1. INTRODUÇÃO
O semi-árido brasileiro, com área de cerca de 1 milhão de km
2
, é caracterizado, dentreoutros aspectos, por uma acentuada variabilidade espaço-temporal de sua precipitação (400 a 1800mm/a) e uma elevada taxa de evaporação (acima de 2000 mm/a), associada à condições geológicasrestritivas (subsolo cristalino de reduzida potencialidade hídrica), tendo como conseqüência aapresentação de intermitência de seus cursos d’água. A construção de barragens artificiais aolongo dos principais rios da região, apresentou-se, a partir do início deste século, comonecessidade indispensável no tocante à oferta hídrica, especialmente nos períodos de secas.Para o dimensionamento e operação desses sistemas de reservatórios superficiais,submetidos, via de regra, a usos múltiplos e concorrentes (abastecimento humano, irrigação,produção de energia, etc.), lança-se mão, dentre outras ferramentas, de modelos determinísticoschuva-vazão e/ou de modelos de geração estocástica de vazão (FREITAS, 1996), dependendoprincipalmente da disponibilidade de dados.Para a geração sintética de vazões foram apresentados na literatura diversos modelos, comdiferentes intervalos de tempo. De um modo geral, esses modelos podem ser agrupados em duascategorias: modelos de geração direta e modelos de desagregação. À primeira classe pertencem os
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modelos, os quais geram vazões simultaneamente para distintos intervalos de tempo(FERNANDEZ & SALAS, 1986; SIM, 1987; BARTOLINI et al., 1988; CLAPS et al., 1993). Nosmodelos de desagregação as vazões são geradas inicialmente para um intervalo de tempo maior,por exemplo um ano, e então desagregadas em intervalos de tempo menores, como por exemplomês, semana, dia, etc.Conforme DRACUP et al. (1980) quatro considerações fundamentais devem ser avaliadas,quando da definição de secas, quais sejam: 1) qual o interesse maior na análise, isto é, qual anatureza do déficit d’água a ser investigado (meteorológico, hidrológico ou agrícola), 2) qual ointervalo de discretização utilizado na análise de série de tempo (anual, semestral, mensal, etc.), 3)qual o patamar estabelecido para separação entre eventos de cheia e de seca e 4) a escolha dosmétodos de regionalização e padronização adotados.Uma seca hidrológica pode ser definida como um, ou uma seqüência de anos, onde a vazãomédia anual permanece abaixo da vazão anual média a longo prazo, considerando-se toda a sérieexistente (DRACUP et al., 1980). Um evento de seca pode, destarte, ser caracterizado por meio detrês parâmetros, a saber: a duração D, em anos; a severidade ou déficit acumulado S e a magnitudeM, a qual representa o déficit médio acumulado abaixo da vazão média anual.Quando da aplicação de modelos estocásticos de geração de vazão fez-se necessárioobservar não só as características de série de vazão, mas também o uso a que se destinam osmodelos. Um dos aspectos mais importantes na análise de recursos hídricos em regiões semi-áridassão os impactos de eventos extremos, em especial, de secas prolongadas, sobre os sistemas derecursos hídricos. Para isso é imprescindível a geração de longas séries de vazões sintéticas.ASKEW et al. (1971), STEDINGER & TAYLOR (1982), bem como KENDALL & DRACUP(1992) discutiram a incapacidade dos modelos tradicionais, baseados na cadeia de Markov, emreproduzir a distribuição de freqüência de eventos de secas extremas, ocorridas nas séries históricas.A seguir são analisados alguns modelos, adaptados de modelos citados na literaturaespecializada, visando reproduzir as características típicas de intermitência dos rios de regiõessemi-áridas. Os modelos foram, então, aplicados, a nível mensal, à bacias da região semi-áridabrasileira.
2. MODELOS DE GERAÇÃO DA VAZÃO
2.1 Modelagem AnualUm primeiro modelo anual a ser descrito é o modelo denominado Thomas-Fiering oumodelo AR(1), isto é, Auto-Regressivo de ordem 1, que se baseia em um processo estocástico(MASS et al., 1962). O segundo modelo é o modelo Gama-Autoregressivo ou GAR(1), propostopor FERNANDEZ & SALAS (1990). Ambos os modelos são casos particulares do modeloARMA (BOX & JENKINS, 1976).2.1.1 Modelo AR(1)O modelo AR(1) original, também conhecido como Modelo Thomas-Fiering, pode serdescrito através da equação:
2 / 12 1
)1()(
ρ σ µ ρ µ 
++=
iii
QQ
 sendo
i
Q
= vazão no ano
i
;
µ 
= média da população;
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σ 
= desvio padrão da população;
ρ 
= coeficiente de correlação lag-1 da população;
i
= variável aleatória N(0,1).Para rios intermitentes do Nordeste do Brasil empregam-se, entretanto, variáveis aleatóriascom distribuições assimétricas, tais como a log-normal e gama.2.1.2 Modelo GAR(1)Um modelo Gama-Autoregressivo de 1ª ordem pode ser descrito por meio de um processoaditivo da seguinte forma:
iii
QQ
ε φ 
+=
1
 onde
i
Q
= vazão no intervalo de tempo
i
;
φ 
= coeficiente de autocorrelação;
i
ε 
= variável aleatória independente.Para a geração de número aleatório com distribuição gama utiliza-se o esquema seguinte:
ηφ λ ε 
+=
)1(sendo
>===
=
 M  j j
 M 
 j
1
0)(00
φ ηη
 comM = variável aleatória com distribuição Poisson e média igual a )ln(
φ β 
 
 j
= variável aleatória uniforme (0,1)
 j
= variável aleatória com distribuição exponencial de média igual a
α 
 / 1
.2.1.3 Modelo ARR (Alternating Renewal Reward)O modelo anual Alternating Renewal Reward de KENDALL & DRACUP (1992), baseia-se nas características (duração, severidade e magnitude) dos períodos de secas e cheiasencontrados na série histórica. Ele faz uso da distribuição geométrica para a simulação da duraçãodos períodos de secas e cheias e da distribuição gama a dois parâmetros para a reprodução daseveridade.Uma hipótese básica no processo de modelagem das vazões anuais por meio do modeloARR é a de que os eventos de secas sejam oriundos de populações distintas, ou seja, o déficit
i
 (déficit no ano i) seja independente e uniformemente distribuído, dependente, entretanto, daduração. Para a geração anual são efetuados dois estágios: 1) modelagem do processo seca/cheia,2) modelagem da vazão dentro de período de seca ou cheia. O modelo pode, deste modo, seencontrar em um dos dois estados possíveis. Caso, por exemplo, o sistema seja a priori adotadocomo sendo cheia, gera-se, então,
 DH 
1
anos de cheias. A seguir, adota-se o sistema como seca egera-se
 DL
1
anos de seca e assim por diante. Sendo
 DH 
n
e
 DL
n
distribuições de probabilidadesindependentes e uniformemente distribuídas.
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