amigos, a flexibilidade da ferramenta possibilita sua utilização para mobilizar ativistasdispersos – função que se observa no caso iraniano.
“As mídias interativas e as comunidades virtuais desterritorializadas abrem umanova esfera pública em que floresce a liberdade de expressão. A Internet propõe umespaço de comunicação inclusivo, transparente e universal, que dá margem àrenovação profunda das condições da vida pública no sentido de uma liberdade e deuma responsabilidade maior dos cidadãos” (LÉVY, 2003, p. 367)
A facilidade de publicação de conteúdo nas mídias sociais permite seu emprego emsituações em que a imprensa não consegue cobrir adequadamente os acontecimentos – seja por repressão de autoridades (caso das atuais eleições do Irã
,dos protestos anticomunistas naMoldávia
e dos
warblogs
sobre a Guerra no Iraque
), seja por dificuldade de acesso (casoda
tsunami
no Oceano Índico em dezembro de 2004
).Outra prática comum no Twitter é atribuição de
tags
aos textos, ou seja, a aplicação de palavras-chave que facilitem sua posterior busca no sistema. As
hashtags
, em especial, sãouma convenção entre os usuários do Twitter. Trata-se da inclusão de um símbolo de sustenido(“#”, o popular jogo-da-velha) diante das palavras que se deseja estabelecer como
tags
. Nocaso das eleições iranianas, a
tag
mais popular é #IranElection. Outra marcação bastanteadotada é #gr88 (
hashtag
em apoio a Mir Houssein Mousavi, em referência ao seu lema deGreen Revolution e ao ano atual, 1388, no calendário persa).Além da recuperação de informações facilitada pelo uso das
hashtags
, a colunaTrending Topics do Twitter organiza um
ranking
dos termos mais citados recentemente nas publicações. Assim,
tags
de grande popularidade como #IranElection ganham ainda maisvisibilidade perante os usuários. O destaque público garante a divulgação dos temas debatidose é um elemento essencial para gerar adesão constante de mais ativistas. O Twitter, nessesentido, possui uma estrutura que auxilia na divulgação de protestos. “As ferramentas devemser pensadas para que as pessoas, mediante pequenos gestos, possam se reconhecer em outras
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Durante a escrita desse artigo, o conflito pós-eleições no Irã prosseguia. Por isso, utiliza-se o tempo presenteem vários momentos no texto.
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Os
warblogs
da Guerra no Iraque são tratados em BERENGER, Ralph D. (Ed.)
Global media go to war :
roleof news and entertainment media during the 2003 Iraq war. Spokane: Marquette Books, 2004. 382 p.
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Sobre o uso de tecnologias móveis e blogs na
tsunami
, pode-se conferir LEMOS, André; NOVAS, Lorena.Ciberculturas e
tsunamis
: tecnologias de comunicação móvel, blogs e mobilização social.
Revista Famecos
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