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Reforma Protestante: por que comemorar? Parte I

Reforma Protestante: por que comemorar? Parte I

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Published by: Leonardo Gabai Morais on Oct 25, 2013
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Reforma Protestante: por que comemorar?
Parte I
Todos os anos, quando chega o mês de outubro, uma parte significativa da cristandade encontra uma ocasiãomuito especial para comemorar: a Reforma Protestante. Embora tenha seu marco fixado no dia 31 de outubrode 1517, a grande reforma religiosa não aconteceu da noite para o dia. Foi, na realidade, um evento bastantecomplexo, que conjugou motivações essencialmente religiosas com fatores políticos, sociais e intelectuais, eque teve lugar no seio da igreja cristã latina ou ocidental, cuja sede estava na cidade de Roma. ContudoReforma manifestou, por assim dizer, como principal preocupação, o resgate da essência espiritual da igrejaprimitiva, o que representou para aquela geração uma nova compreensão sobre a relação entre Deus e oshomens, sobre a natureza da Igreja e sua missão no mundo.
Os antecedentes da Reforma
Desde o século 13, quando a influência do papado dava nítidos sinais de declínio, começaram a surgir dedentro da própria igreja, vozes contra diversos ensinos e práticas da Igreja Medieval. Dentre essas vozespodemos mencionar a de Francisco de Assis (1181 -1226). Embora muitos não concordem em considerá-lopropriamente como um
“pré
-
reformador”
, foi um diácono que voltou-se para a vida monástica e que reagiuao luxo e à opulência da hierarquia de sua época, adotando uma vida de extrema simplicidade; no século 14,outro a protestar contra as irregularidades do clero foi o inglês João Wycliff (1235?
 –
1384). Wycliff atacouainda o culto às relíquias, as peregrinações, a veneração do santos, o celibato clerical, entre outras coisas;entre o século 13 e 14 surge o sacerdote João Hus. Na mesma linha de Wycliff, Hus também pregou o retornoda Igreja aos princípios evangélicos da igreja primitiva e sustentou corajosamente que o único cabeça daIgreja é Cristo e não o Papa. Como resultado, acabou sendo queimado na fogueira; Jerônimo de Savonarola(1452-1498) foi um frade dominicano que pregou corajosamente contra a imoralidade e os abusos no clero, einclusive, no papado. O que esses homens tiveram em comum foi o desejo de purificar a igreja cristã doacúmulo de erros e superstições medievais. Foram filhos fiéis da Igreja e em momento algum pretenderamapartar-se dela ou fundar uma nova.
O comércio de indulgências e as 95 teses
Por volta do ano de 1517, um padre dominicano chamado João Tetzel despontou como o mais hábil vendedorde indulgências papais. As indulgências, significavam o perdão ou a remissão, parcial ou completa das penasresultantes do pecado. Em outras palavras, as indulgências, segundo a concepção teológica medieval, eramcapazes de livrar os pecadores das penas e tormentos do Purgatório. Tetzel, então, incumbido pelo papa LeãoX a arrecadar fundos para a construção da basílica de São Pedro, saiu em viagem pela Europa a venderindulgências plenárias em forma de certificados de papel.As campanhas comerciais e o agressivo marketing de Tetzel logo chegaram aos ouvidos de um fradeagostiniano alemão chamado Martinho Lutero. Lutero, que era também professor de teologia daUniversidade de Wittemberg, indignou-se profundamente com Tetzel que usava e abusava do seu conhecido
bordão: “Assim que a moeda no cofre tilintar, a alma do purgatório saltará”.
A paciência de Lutero se esgotouquando este encontrou um homem bêbado caído no chão que lhe mostrou um certificado de indulgência,

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