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O Confronto de Pontos de Vista

O Confronto de Pontos de Vista

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10/27/2013

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O confronto de pontos de vista
O verão de 2013 foi animado nalguns grupos de discussão de teosofia noFacebook. O procedimento de um grupo de teosofistas de colocar mensagensem catadupa promovendo textos fortemente críticos, não raras vezes em tomacusatório, trouxe resistências que se foram intensificando até se ter chegadoao ponto de existirem expulsões por não cumprimento com as regras dediscussão de um dos grupos. Contudo, muitas das discussões foramenriquecedoras, e naturalmente, ficámos a conhecer ambos os pontos de vista.Porém, para haver uma verdadeira discussão é necessário que ambos os ladosestejam dispostos a dialogar, o que nem sempre aconteceu. Às vezes, quandoa conversa segue caminhos inconvenientes, alega-se falta de tempo, foge-se àquestão e continua-se no tom aborrecido de proclamações inconsequentes.O enriquecimento das discussões a que aludi acima, deve-se em grandemedida a Vicente Hao Chin, Jr. que foi presidente daSociedade Teosófica(ST) das Filipinas,fundador e presidente do Golden Link College,autor de vários livros como a Enciclopédia Teosófica (agora disponível online)e a edição cronológica das Cartas dos Mahatmas (exatamente aquela a partir daqual foi feita a tradução para português).
Vicente Hao Chin, Jr.
 Na sequência da observação de um amigo teosofista que me disse nunca ter aprendido tanto em tão pouco tempo, achei que, traduzir algumas das partesdesta discussão, com particular enfoque nas contribuições do pacientíssimoHao Chin, seria útil para o movimento teosófico de língua portuguesa,
 
 principalmente para aqueles que encontram na língua inglesa uma barreiradifícil de ultrapassar. Os temas tratados foram vários. Não traduzi todas asmensagens e escolhi as partes que considerei mais relevantes. Quem quiser 
ver toda a discussão deve aceder aos grupos “
e
”, até porque
os excertos que vouapresentar dizem respeito apenas às opiniões expressas pelo respeitadoteosofista filipino, estando no entanto implícitas as opiniões contrárias, peloque não haverá dificuldade na interpretação do texto. De qualquer modo, asrespostas dadas por Hao Chin têm a ver com este,este, este, este e um conjunto de textos atacando Geoffrey Hodson,um teosofista da linha da neo- teosofia, que podem ser encontrados neste  perfil do Facebook.
Geoffrey Hodson (1886-1983)
Antes de começar, é de referir que as observações de Hao Chin (de quemobtive permissão expressa para fazer esta tradução) são dirigidas ao grupo deteosofistas liderado por C.C. Aveline. Ressalvo desde já que não se pretendede modo nenhum a minimização do extenso e em grande parte valorosotrabalho deste e dos demais teosofistas que com ele colaboram (mormente astraduções para português de muita literatura teosófica).Como este texto será partido em três partes, e para evitar equívocos lembroa minha posição,que sempre foi crítica de Besant e Leadbeater. Não tenho o hábito todavia de estar constantemente a repeti-la, nem de impô-la a ninguém,e tudo o que escreveu Hao Chin (e nalguns pontos não estou completamentede acordo) fez-me entender um pouco melhor a razão de tantos equívocos no período em que Besant foi presidente da ST Adyar. Estou-lhe por isso muitograto e não tenho dúvidas que é uma das pessoas mais esclarecidas e sábias nomovimento teosófico.
 
 
C.C.Aveline (Foto: O Tempo de Belo Horizonte) 
Segundo as minhas notas, a mensagem de Hao Chin que se encontra abaixo é
de 26 de junho, mas a discussão já vinha longa… O tema central é a postura
no âmbito de uma discussão de ideias.
“(…)
Você [dirigindo-se a um elemento do grupo a que acima me referi]transmite as opiniões de outras pessoas que repetem as mesmas coisas que jáforam respondidas e refutadas, e que continuam por sua vez sem seremrespondidas. Não existe uma discussão ge
nuína. É apenas o “
 postar 
e
repostar 
” de posições rígidas. Esta é a razão pela qual as descrevo como
 propaganda, uma palavra que usei com cuidado.Além do mais, lamento dizê-lo e corrija-me se estiver enganado, parece-meque você e Carlos não estão realmente interessados em explorar, investigar ediscutir. Parece-me que você apenas quer convencer-nos de uma opinião pré-determinada que possui. Mas como pode você convencer-nos quando nemresponde aos pontos específicos que já levantei por diversas vezes em respostaaos vossos artigos e
 posts
, e em resposta apenas recebo frases tipo
 slogan
?Receio que isto não possa ser assim, caros irmãos. Sejamos razoáveis ediscutamos como um grupo de adultos maduros. Pessoalmente estou dispostoa mudar as minhas posições se me demonstrarem que as mesmas estãoerradas.
Por exemplo vocês repetiram o que alegam ser as “óbvias” fabricações dosMestres, retratos, etc…Já respondi a essas alegações. Eu questionei: quem
entre nós indagou pessoalmente o Mahachohan para ser capaz de dizer quecerto retrato é uma falsificação? Vocês responderam que é, porque a fonte é

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