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Efeitos Centrais Dos Florais de Bach Em Camundongos

Efeitos Centrais Dos Florais de Bach Em Camundongos

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Avaliação dos efeitos centrais dos florais de Bach em camundongos através de modelos farmacológicos específicos.
Avaliação dos efeitos centrais dos florais de Bach em camundongos através de modelos farmacológicos específicos.

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Published by: Cynthia Maria Carpigiani Teixeira on Aug 01, 2009
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365
     A    r     t     i    g    o
ISSN 0102-695XRecebido em 15/09/05. Aceito em 23/02/06
* E-mail: msouza@univali.br, Tel. + 55-47-33417932, Fax + 55-47-33417600
Revista Brasileira de FarmacognosiaBrazilian Journal of Pharmacognosy16(3): 365-371, Jul./Set. 2006
Avaliação dos efeitos centrais dos
orais de Bach em camundongosatravés de modelos farmacológicos especí 
cos
 Márcia M. De-Souza
1
*, Milene Garbeloto
1
 , Karin Denez 
2
 , Iriane Eger-Mangrich
1
1
 Núcleo de Investigações Químico Farmacêuticas, Centro de Ciências da Saúde, Universidade do Vale do Itajaí, Rua Uruguai 458, Centro, 88202-302, Itajaí, SC, Brasil,
2
Curso de Naturologia Aplicada, Universidade do Sul de Santa Catarina, Campus Florianópolis, Av. Pedra Branca25, 88132-000, Palhoça, SC, Brasil 
RESUMO:
Os Remédios Florais de Bach (RFB),
 
constituem um método alternativo de tratamentousado largamente na terapêutica de várias patologias em muitos países do mundo. Os RFB sãoreconhecidos como tratamento natural pela OMS desde 1956. Embora o mecanismo de ação dosRFB ainda não tenha sido elucidado, eles vêm sendo indicados para o tratamento de várias doençasneuropsiquiátricas. O objetivo do presente trabalho foi detectar possíveis efeitos centrais dosRFB em modelos farmacológicos utilizados na pesquisa de substâncias com efeitos ansiolíticos,hipnóticos, antidepressivos e neurolépticos. Para tanto, camundongos receberam um tratamentoagudo via oral (0,45 mL) 1 hora antes dos testes. Os resultados mostraram que os
orais Gorsee, em conjunto, White chestnut, Agrymony e Vervain exibiram per 
s antidepressivo e hipnótico,respectivamente. No modelo de ansiedade foi detectado efeito ansiolítico do
oral Agrymony.Entretanto, não foram observados efeitos neurolépticos do
oral Clematis. Os resultados nos levama sugerir que os efeitos centrais dos
orais avaliados podem ser parcialmente detectados através demodelos farmacológicos utilizados na pesquisa de agentes psicotrópicos.
Unitermos:
Remédios Florais de Bach (RFB), modelos farmacológicos, depressão, ansiedade,esquizofrenia, insônia.
ABSTRACT:
 
“Evaluation of central effects of Bach Flowers Remedies in mice using speci
cpharmacological models”.
The Bach Flowers Remedies (BFR’s) are worldwide used as analternative therapeutical approach for several pathologies, being considered by WHO as naturaltherapy since 1956. Despite the unknown mechanism of action, the BFR’s have been widely usedon treatment of several neuropsychiatry diseases. Based on pharmacological models used to detectansiolitic, antidepressant, hypnotic and neuroleptyc effects of different substances, the aim of thiswork was to evaluate possible central effects of the BFR’s. For this purpose, albino mice receivedBFR’s treatment (0.45 mL) by oral route 1 hour prior to each test. The results revealed that theGorse
ower alone and a mix of White chestnut, Agrymony and Vervain showed antidepressantand hypnotic effects, respectively. On the anxiety model, Agrymony showed an ansiolitic effect but no neuroleptyc effects were observed for Clematis
oral therapy. The herein described resultsallow us to conclude that the studied BFR’s central effects may be partially detected through pharmacological models currently and widely used on psychotropic agents research.
Keywords:
Bach Flowers Remedies (BFR’s), pharmacological models, depression, anxiety,schizophrenia, insomnia.
INTRODUÇÃO
Os Florais de Bach ou Remédios Florais de Bach(RFB) consistem em um tipo de medicação alternativausado intensamente nos dias de hoje, isoladamente ou emassociação com a medicação alopática.São considerados como instrumentos decura suaves, sutis, profundos, vibracionais, com usoreconhecido em mais de 50 países e aprovados pelaOrganização Mundial de Saúde (OMS) desde 1956(Mantle, 1997). Os
orais, como um instrumento detrabalho terapêutico, devem ser entendidos também comoexpressão de uma forma de pensar, sentir e atuar na vidaem geral.Embora seja bastante claro que o sistematerapêutico dos Florais de Bach é distinto daquele utilizado pela homeopatia, o Dr. Bach foi bastante in
uenciado pelas idéias de Hahnemann e isto é re
etido na
loso
ae na aplicação dos RFB (Van Haselen, 1999). Bach,trabalhando inicialmente como médico alopata, depoishomeopata especializado na pesquisa em bacteriologiano Hospital Homeopático de Londres, concluiu quea origem de qualquer doença deve ser investigada noâmbito das manifestações emocionais prévias. Estesdesvios emocionais são provavelmente o alvo de atuaçãodos
orais (Leary, 1999).
 
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Avaliação dos efeitos centrais dos
orais de Bach em camundongos através de modelos farmacológicos especí
cos
Rev. Bras. Farmacogn.Braz J. Pharmacogn.16(3):jul/set. 2006
Como os remédios homeopáticos, os RFBsofrem intenso processo de diluição. Eles são usualmente produzidos por gotejamento de essência de
ores frescasem água, formando uma solução a qual é subseqüentementeadicionado o “brandy”, originando a “tintura mãe”. O“brandy” tem função preservativa do
oral, para ser usado posteriormente (Chancellor, 2000). Não foramencontrados ainda na literatura quaisquer indícios de queos RFB possuem substâncias químicas provenientes das plantas que os originam, que explicassem seus efeitosterapêuticos. Os proponentes para este tratamento a
rmamque seu modo de ação não depende de mecanismosmoleculares comparáveis a terapêutica convencional.Assim como os remédios homeopáticos, eles exercem suaação através da “energia” que é transmitida das
ores parao remédio (Armstrong; Ernst, 2002). Como essa “energia”é de difícil quanti
cação, muitos críticos ao tratamentoargumentam que os Florais de Bach (e todos os outrosatualmente utilizados terapeuticamente) são na realidadesimplesmente placebos (Fricke, 1999; Armstrong; Ernst,2001). Além disso, trabalhos utilizando a metodologiacientí
ca com o intuito de estudar mais profundamente ae
cácia dos RFB são bastante escassos. Diante do exposto,o objetivo do presente trabalho foi detectar os efeitoscentrais dos RFB, em camundongos, através de modelosfarmacológicos especí
cos, amplamente utilizados natriagem de substâncias psicotrópicas farmacologicamenteativas (Almeida et al., 1999; 2001; Sousa et al., 2004).
MATERIAL E MÉTODOSAnimais
Foram utilizados camundongos Swiss machos, pesando entre 18 a 35 g, obtidos do Biotério Central daUNIVALI, onde eram aclimatados a 22
±
2
o
C, em umciclo de 12 h claro e 12 h escuro e tratados com raçãoe água “
ad libitum
”. Os animais foram mantidos nolaboratório 1 h antes da realização dos experimentos paraaclimatação. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê deÉtica em Pesquisa da UNIVALI, através do parecer nº30/1998.
Florais de Bach e drogas utilizadas nos experimentos
Para selecionar os
orais que foram avaliados,foi realizado um minucioso estudo sobre as principaiscaracterísticas de pacientes portadores de doençasneuropsiquiátricas e os RFB aplicados em sua terapêutica.Desta forma, os seguintes
orais foram selecionados:Agrymony, para a ansiedade; Gorse, para a depressão;Clematis, para a esquizofrenia; e em conjunto os
oraisAgrymony, White chestnut e Vervain, para a insônia.Os
orais foram preparados utilizando-se 2 gotas dasessências em 30 mL de água mineral. O conservantenormalmente utilizado (“brandy”), não fez parte destas preparações para excluir uma possível interferência doálcool sobre o comportamento dos animais. Entretanto,um grupo que foi tratado com “brandy” o conteúdo deálcool presente na solução foi de 0,171 mLs calculadosa partir do teor alcoólico do “brandy” (38.5%). Foramtambém utilizados os seguintes fármacos: anfetamina, pentobarbital sódico, apomor 
na, imipramina (SIGMA,EUA) e diazepam (CRISTÁLIA, Brasil).
Tratamento
Os experimentos foram conduzidos utilizando-seum experimento do tipo cego. Grupos de 10 a 15 animaisreceberam um tratamento agudo através da administraçãooral de 0,45 mL da solução de cada um dos
oraistestados. Após 1 hora, os animais foram submetidos aostestes farmacológicos. Ensaios com os controles positivos(fármacos utilizados alopaticamente) e negativos (veículoonde foi diluído os
orais) foram realizados nas mesmascondições.
Modelos farmacológicos utilizados
 Avaliação do efeito antidepressivo
: Paradetectar o efeito antidepressivo foi utilizado o teste donado forçado
(“forced swimming test”)
. Este teste foidesenvolvido por Porsolt; Bertin e Jalfre (1977) para a pesquisa com drogas antidepressivas. Após o tratamentocom o
oral Gorse, veículo ou imipramina (10 mg/kg),o tempo de imobilidade foi cronometrado. Os animaisutilizados no teste foram submetidos previamente acondições de estresse (baixa temperatura por 1h) durante5 dias consecutivos (Jay et al., 2004).
 Avaliação do efeito ansiolítico
:
 
Para detectar o efeito ansiolítico foi utilizado o teste do Labirintoem Cruz Elevado (LCE).
 
O teste foi realizado segundoPellow e File (1987) e Imhof et al. (1993). Os animaisforam tratados com o
oral Agrymony e com os controles positivo (diazepam - 0,75 mg/kg) e negativo (veículo).
 Avaliação dos efeitos sobre a atividadelocomotora
:
 
A
m de excluir a possibilidade de que os
orais pudessem atuar sobre o sistema motor dos animais,comprometendo os resultados dos testes comportamentais,os mesmos foram submetidos a uma sessão de teste emcampo aberto (“
Open-Field 
”), após o tratamento com os
orais, como descrito por Rodrigues et al. (1996).
 Avaliação do efeito hipnótico
: Para detectar oefeito hipnótico do conjunto de
orais White chestnut,Agrymony e Vervain, foi utilizado o teste de indução dosono por barbitúricos, conforme descrito por De-Souzaet al. (2003). Adicionalmente, um grupo de animaistambém foi tratado com brandy (substância alcoólica naqual os
orais normalmente são diluídos) com o objetivode veri
car se tal substância poderia interferir nos efeitosobservados terapeuticamente
. Avaliação do efeito neuroléptico
: Para detectar o efeito neuroléptico, foi utilizado como modelo animalde esquizofrenia, o teste de indução da estereotipia
 
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Márcia M. De-Souza, Milene Garbeloto, Karin Denez, Iriane Eger-Mangrich
Rev. Bras. Farmacogn.Braz J. Pharmacogn.16(3):jul/set. 2006
(comportamento de “
klibing 
”). Foi observado ocomportamento de subidas (“
 Klibing 
”) e/ou descidas dagaiola, conforme os vários graus de estereotipia, comoestabelecido por Naidu e Kulkarni (2002).
Análise estatística
Foi realizada por meio de análise da variânciaseguida pelo teste de múltipla comparação, utilizando-se o método de Dunnett e/ou Newman-Keuls, quandoapropriado. Valores de p < 0,05 foram considerados comoindicativos de signi
cância.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados obtidos mostram que, após otratamento agudo com os Florais de Bach, os efeitoscentrais podem ser detectados através de diversosmodelos farmacológicos.Com relação ao modelo de depressão, avaliadoatravés do teste do nado forçado, os animais pré-tratadoscom o
oral Gorse apresentaram signi
cativa reduçãodo tempo de imobilidade (F = 39,38) p < 0,01, quandocomparado com o grupo de animais tratados com oveículo (Figura 1). Entretanto, este efeito não foi superior aquele observado com a imipramina, um fármacoutilizado terapeuticamente para o controle de depressãomaior (Brunello
 
et al., 2002). O objetivo deste modelofoi reproduzir, no animal, um comportamento semelhanteà doença e que fosse sensível às drogas clinicamenteefetivas. O modelo se baseia na observação de queroedores, quando forçados ao nado, adotam uma posturade imobilidade após um período inicial de agitação.Um animal é considerado imóvel quando
utua ou fazmovimentos necessários apenas para manter sua cabeçaacima da água (Borsini; Meli, 1989; Raghavendra;Kaur; Kulkarni, 2000). Etologicamente, este modelo secompara ao estado de anedonia que o paciente depressivoapresenta durante o curso da doença. Portanto, animais“deprimidos” tendem a apresentar tempo de imobilidadeelevado, o que não foi observado no grupo pré-tratadocom Gorse (Figura 1), sugerindo um efeito antidepressivodeste
oral.O uso dos
orais de Bach no tratamento dadepressão endógena e/ou reativa já é realidade desdea década de 90. Chancellor (2000) e Ernst (2002)a
rmam que indivíduos com este tipo de transtornoreagem muito bem ao tratamento com os RFB e, Masi(2003) reforça tal a
rmação através de experimentoscontrolados. Entretanto, a e
cácia da terapêutica só seaplica a casos de depressão leve. Em casos mais graves,os RFB são associados aos antidepressivos tradicionais.Segundo Bach (1990), dos remédios utilizados, Gorse é oapropriado para os casos em que o paciente apresenta altoestágio de desesperança. Este efeito pôde ser observadono presente estudo, onde animais tratados com Gorse e,submetidos ao teste do nado forçado, mostraram-se muitomais ativos e apresentaram menor desesperança quandocomparados aos animais do grupo controle (Figura 1).Entretanto, embora o
oral em estudo tenha aumentadoo comportamento de imobilidade dos animais, umefeito antidepressivo maior foi observado com o uso daimipramina.Entre as anomalias do sono, a insônia é uma dasque mais acomete a população, atualmente. A insônia prejudica o desempenho do indivíduo, principalmente por interferir nos processos de atenção, humor, cogniçãoe memória (Benca et al., 1997; Roth; Costa e Silva;
VeiculoGorseImipramina
   0   4   5   9   0
VeiculoGorseImipramina
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#
Tratamento (v.o)
   T  e  m  p  o   d  e   I  m  o   b   i   l   i   d  a   d  e   (  s   )
Figura 1.
Efeito do
oral Gorse sobre o tempo de imobilidade no teste do nado forçado.Cada coluna representa a média dos experimentos e, as barras verticais indicam os E.P.M.Asteriscos denotam diferenças signi
cantes (**p< 0,01) quando comparados com o veículoe (#p< 0,05) quando comparados com o
oral.

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