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Odecrescimentocomocondiodeumasociedadeconvival[1]

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O decrescimento como condição de uma sociedade con vi vial
Serge Latouche
ano 4 - nº 56 - 2006 - 1679-0316
 
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS – UNISINOS
Re itor 
Marcelo Fernandes de Aquino,
SJ
Vice-reitor 
 Aloysio Bohnen,
SJ
Instituto Humanitas Unisinos
Di retor 
Inácio Neutzling,
SJ
Di reto ra ad  junta
Hiliana Reis
Ge rente ad  mi nistrativo
Jacinto Aloisio Schneider
Cadernos IHU Idéias
 Ano 4 – Nº 56 – 2006
ISSN: 1679-0316
Editor 
Prof. Dr. Iná cio Neutzling Uni sinos
Con selho edito ri al 
Profa. Dra. Cleusa Maria Andreatta – Unisinos Prof.
MS
Dárnis Corbellini – Unisinos Prof.
MS
Gilberto Antônio Faggion – Unisinos Prof. MS Laurí cio Neumann – Unisinos
MS
Rosa Maria Serra Bavaresco – Unisinos Esp. Susana Rocca – Unisinos Profa.
MS
Vera Re gina Schmitz Uni sinos
Con selho científico
Prof. Dr. Adriano Na ves de Brito Uni sinos – Dou tor em Filosofia Profa. MS Angélica Massuquetti – Unisinos – Mestre em Economia Rural Prof. Dr. Antônio Flávio Pierucci –
USP
– Livre-docente em Sociologia Profa. Dra. Berenice Corsetti – Unisinos – Doutora em Educação Prof. Dr. Fernando Jacques Althoff – Unisinos – Doutor em Fí sica e Quí mica da Terra Prof. Dr. Gentil Corazza –
UFRGS
Dou tor em Econo miaProfa. Dra. Hiliana Reis – Unisinos – Doutora em Comunicação Profa. Dra. Stela Nazareth Meneghel – Unisinos – Doutora em Medicina Profa. Dra. Suzana Kilpp – Unisinos – Doutora em Comunicação
Res pon sável téc nico
Laurí cio Neumann
Revi são
Mardilê Friedrich Fabre
Secreta ria
Caren Joana Sbabo
Edito ração eletrô nica
Rafael Tarcí sio Forneck
Impres são
Impressos PortãoUniversida de do Vale do Rio dos Sinos
Instituto Hu ma nitas Uni si nos
 Av. Unisinos, 950, 93022-000 São Leopol do
RS
Bra silTel.: 51.35908223 – Fax: 51.35908467
www.unisinos.br/ihu
 
O DECRESCIMENTO COMO CONDIÇÃODE UMA SOCIEDADE CONVIVIAL
Por Ser  ge Latouche, ob jetor de cres ci men to
1
“Pois será uma satisfação per fe ita mente po sitiva co mer ali-  mentos sadios, ter-se me nos ba rulho, viver num meio am bien- te equili brado, não mais sofrer restrições de cir culação, etc.”
Jacques Ellul
2
“A casa está pegando fogo...”, não sou eu que o digo, maso Presidente Jacques Chirac em Johannesburgo. Enquanto, em 1954, Jacques Ellul figurava como um mensageiro do apocalip - se, todos nós sabemos hoje que estamos indo direto de encon- tro ao muro. A lista das catástrofes ecogicas atua is e anuncia - das está pronta. Sabemos muito bem disso, mas não o percebe- mos como real. O
clash
é inimagivel antes de ocorrer. Tam - bém sabemos muito bem o que seria preciso fazer: en trar no de- crescimento, mas nada fazemos. “Olhamos para outro lado...”, enquanto a casa termina de queimar. Devemos dizer em nossa defesa que os “responveis”, tanto polí ticos quanto ecomi- cos, nos convidam a fazê-lo (Chirac ou Mo vimento das Empre- sas Francesas –
MEDEF
). E enquanto isso, aqueles bombei- ros-piromaníacos põem mais lenha/petróleo na fogueira, gritan- do muito alto que é a única maneira de apagá-lo. E assim conti- nuamos insistindo sempre na mesma coisa. O patrão da nossa aldeia global, o chefe dos bombei- ros-piromaníacos, George W. Bush, declarou em 14 de fevereiro de 2002, em Silver Spring, diante da administração da meteoro- logia, que, “por ser a chave do progresso ambiental, por for ne- cer os recursos que permitem investir nas tecnologias limpas, o crescimento é a solução e não o problema”
3
. Esta posição
1
N.T.:
Trata-se de um trocadilho: “ob jecteur de croissance e ob jecteur de cons- cience”. O termo é normalmente utilizado para “ob jetor de consciência”, signifi- cando os cidadãos que, por motivos éticos ou religiosos, se recusam a partici- par em guer ras, por exemplo.2Jacques Ellul,
Le système tech nicien
, Ca lamnn-Lévy, 1977, p. 342 (p. 317 nareedição de 2004 da Cherche-Midi). 3
 Jor  nal Le Monde
de 16/02/2002.

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