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LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IFUFRGS 11 de Dezembro de 2004, `as 17:11
Exerc´ıcios Resolvidos de Teoria Eletromagn´etica
Jason Alfredo Carlson Gallas
Professor Titular de F´ısica Te´orica
Doutor em ısica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha
Universidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de ısica
Mat´eria para a PRIMEIRA prova. Numerac¸˜ao conforme a
quarta
edic¸˜ao do livro“Fundamentos de F´ısica”, Halliday, Resnick e Walker.
Esta e outras listas encontram-se em:
http://www.if.ufrgs.br/ 
 
jgallas
clicando-se em ‘ENSINO’
Conte´udo
23 Carga El´etrica 2
23.1 Quest˜oes . . . . . . . . . . . . . . . . . 223.2 Problemas e Exerc´ıcios . . . . . . . . . 323.2.1 Lei de Coulomb . . . . . . . . 323.2.2 A Carga ´e Quantizada . . . . . 823.2.3 A Carga ´e Conservada . . . . . 1023.2.4 As Constantes da F´ısica: UmAparte . . . . . . . . . . . . . . 10
24 Campo El´etrico 12
24.1 Quest˜oes . . . . . . . . . . . . . . . . . 1224.2 Problemas e Exerc´ıcios . . . . . . . . . 1224.2.1 Linhas de campo el´etrico . . . . 1224.2.2 O campo el´etrico criado poruma carga puntiforme . . . . . 1324.2.3 O campo criado por um dipoloel´etrico . . . . . . . . . . . . . 1524.2.4 O campo criado por uma linhade cargas . . . . . . . . . . . . 1724.2.5 O campo eetrico criado por umdisco carregado . . . . . . . . . 1924.2.6 Carga puntiforme num campoel´etrico . . . . . . . . . . . . . 1924.2.7 Um dipolo num campo el´etrico . 23
25 Lei de Gauss 24
25.1 Quest˜oes . . . . . . . . . . . . . . . . . 2425.2 Problemas e Exerc´ıcios . . . . . . . . . 2525.2.1 Fluxo do campo eetrico . . . . 2525.2.2 Lei de Gauss . . . . . . . . . . 2525.2.3 Um condutor carregado isolado 2625.2.4 Lei de Gauss: simetria cil´ındrica 2725.2.5 Lei de Gauss: simetria plana . . 2825.2.6 Lei de Gauss: simetria esf´erica . 30Coment´arios/Sugest˜oes e Erros: favor enviar para
jgallas @ if.ufrgs.br
(
lista1.tex
)
http://www.if.ufrgs.br/
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LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IFUFRGS 11 de Dezembro de 2004, `as 17:11
23 Carga El´etrica
23.1 Quest ˜ oes
Q 23-1
Sendo dadas duas esferas de metal montadas em supor-te port´atil de material isolante, invente um modo de car-reg´a-las com quantidades de cargas iguais e de sinaisopostos. Vocˆe pode usar umabarra de vidro ativadacomseda, mas ela n˜ao pode tocar as esferas.´E necess´arioque as esferas sejam do mesmo tamanho, para o m´etodofuncionar?
¡
Um m´etodo simples ´e usar induc¸˜ao el´etrost´atica: ao aproximarmos a barra de vidro de qualquer uma das es-feras quando ambas estiverem em contato iremos indu-zir (i) na esfera mais pr´oxima, uma mesma carga iguale oposta `a carga da barra e, (ii) na esfera mais afastada,uma carga igual e de mesmo sinal que a da barra. Sesepararmos ent˜ao as duas esferas, cada uma delas ir´a fi-car com cargas de mesma magnitude por´em com sinaisopostos. Este processo n˜ao depende do raio das esfe-ras. Note, entretanto, que a
densidade
de cargas sobrea superf´ıcie de cada esfera ap´os a separac¸˜ao obviamentedepende do raio das esferas.
Q 23-2
Na quest˜ao anterior, descubra um modo de carregar asesferas com quantidades de carga iguais e de mesmo si-nal. Novamente, ´e necess´ario que as esferas tenham omesmo tamanho para o m´etodo a ser usado?
¡
O enunciado do problema anterior n˜ao permite quetoquemos com o bast˜ao nas esferas. Portanto, repeti-mos a induc¸˜ao eletrost´atica descrita no exerc´ıcio ante-rior. Por´em, mantendo sempre a barra pr´oxima de umadas esferas, removemos a outra, tratando de neutralizara carga sobre ela (por exemplo, aterrando-a). Se afas-tarmos o bast˜ao da esfera e a colocarmos novamenteemcontato com a esfera cuja carga foi neutralizada, iremospermitir que a carga possa redistribuir-se
homogenea-mente
sobre ambas as esferas. Deste modo garantimosque o
sinal
das cargas em ambas esferas ´e o mesmo. Pa-ra que a magnitude das cargas seja tamb´em idˆentica ´e necess´ario que as esferas tenham o mesmo raio.´E que adensidade superficial comum `as duas esferas quandoemcontato ir´a sofrer alterac¸˜oes diferentes em cada esfera,ap´os elas serem separadas, caso os raios sejam diferen-tes.
Q 23-3
Umabarracarregadaatraifragmentosdecortic¸aque, as-sim que a tocam, s˜ao violentamente repelidos. Expliquea causa disto.
¡
Como os dois corpos atraem-se inicialmente, deduzi-mos que eles possuem quantidades de cargas com sinais
diferentes
. Ao tocarem-sea quantidadede cargas menor´e equilibradapelas cargasdesinaloposto. Comoa cargaquesobrareparte-seentre os dois corpos, estes passamarepelir-se por possuirem, ent˜ao, cargas de
mesmo
sinal.
¢
Note que
afirmar 
existir repuls˜ao ap´os os corpostocarem-se equivale a afirmar ser
diferente
a quantida-de de cargas existente inicialmente em cada corpo.
Q 23-4
As experiˆencias descritas na Secc¸˜ao 23-2 poderiam serexplicadas postulando-se quatro tipos de carga, a saber,a do vidro, a da seda, a do pl´asticoe a da pele do animal.Qual ´e o argumento contra isto?
¡
´E acil verificar experimentalmente que os quatro ti-pos ‘novos’ de carga n˜ao poderiam ser diferentes umasdas outras. Isto porque ´e poss´ıvel separar-se os quatrotipos de carga em dois pares de duas cargas que s˜ao in-distingıveis um do outro, experimentalmente.
Q 23-6
Um isolante carregado pode ser descarregadopassando-o logo acima de uma chama. Explique por quˆe?
¡
´E que a alta temperatura acima da chama ioniza o ar,tornando-o condutor, permitindo o fluxo de cargas.
Q 23-9
Por que as experiˆencias em eletrost´atica n˜ao funcionam bem em dias ´umidos?
¡
Em dias ´umidos existe um excesso de vapor de´agua no ar. Conforme ser´a estudado no Cap´ıtulo 24, amol´ecula de ´agua,
£¥¤§¦
, pertence `a classe de mol´eculasque possui o que se chama de ‘momento de dipoloel´etrico’, isto ´e, nestas mol´eculas o centro das cargas positivas n˜ao coincide com o centro das cargas nega-tivas. Este desequil´ıbrio faz com que tais mol´eculassejam el´etricamente ativas, podendo ser atraidas porsuperf´ıcies carregadas, tanto positiva quanto negativa-mente. Ao colidirem com superıcies carregadas, as
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LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IFUFRGS 11 de Dezembro de 2004, `as 17:11mol´eculas agem no sentido de neutralizar parte da car-ga na superf´ıcie, provocando deste modo efeitos inde-sej´aveis para os experimentos de eletrost´atica. Isto por-que n˜ao se tem mais certeza sobre qual a quantidade decarga que
realmente
se encontra sobre a superıcie.
Q 23-13
Uma pessoaeme sobreumbancoisoladotocaumcon-dutor tamb´em isolado, mas carregado. Haver´a descargacompleta do condutor?
¡
ao. Haver´aapenasumaredistribuic¸˜aodacargaentre o condutor e a pessoa.
Q 23-14
(a)
Umabarradevidropositivamentecarregadaatraiumobjeto suspenso. Podemos concluir que o objeto est´acarregado negativamente?
(b)
A mesma barra carregadapositivamente repele o objeto suspenso. Podemos con-cluir que o objeto est´a positivamente carregado?
¡
(a) N˜ao. Poder´ıamos estar lidando com um objetoneutro por´em
met ´ alico
, sobre o qual seria poss´ıvel in-duzir uma carga, que passaria ent˜ao a ser atraido pelabarra. (b) Sim, pois n˜ao se pode induzir carga de mes-mo sinal.
Q 23-16
Teria feito alguma diferenc¸a significativa se BenjaminFranklin tivesse chamado os el´etrons de positivos e ospr´otons de negativos?
¡
ao. Tais nomes s˜ao apenas uma quesao de convenc¸˜ao.
¢
Na terceira edic¸˜ao do livro, afirmava-se que Fran-klin, al´em de ‘positivo’ e ‘negativo’, haveria introdu-zido tamb´em as denominac¸˜oes ‘bateria’ e ‘carga’. Naquarta edic¸˜ao a coisa j´a mudou de figura... Eu tenho aimpress˜ao que ‘positivo’ e ‘negativo’ devem ser ante-riores a Franklin mas n˜ao consegui localizar referˆenciasadequadas. O qu´ımico francˆes Charles Franc¸ois de Cis-ternay Du Fay (1698-1739), descobriu a existˆencia dedois “tipos de eletricidade”:
vitrea
(do vidro) e
resinosa
(da resina).Por´em, a quem ser´a que devemos os nomes de cargas“positivas” e “negativas”? Oferec¸o uma garrafa de boachampanha a quem por primeiro me mostrar a soluc¸˜aodeste puzzle!
Q 23-17
A Lei de Coulomb prevˆe que a forc¸a exercida por umacarga puntiforme sobre outra ´e proporcional ao produtodas duas cargas. Como vocˆe poderia testar este fato nolaborat´orio?
¡
Estudando de que modo varia a forc¸a necess´aria paralevar-se cargas de distintos valores at´e uma distˆancia
¨
,constante, de uma outra carga fixa no espac¸o.
Q 23-18
Um el´etron (carga
©
) gira ao redor de um n´ucleo(carga
©
) de um ´atomo de elio. Qual daspart´ıculas exerce maior forc¸a sobre a outra?
¡
Se realmente vocˆe ao souber a resposta correta, oufaz e
entende 
o Exerc´ıcio
E 23-2
ou tranca o curso bemapido!
Q 23-15 extra
A forc¸a el´etrica que uma carga exercesobre outra se altera ao aproximarmos delas outras car-gas?
¡
A forc¸a entre duas cargas quaisquer depende ´unicae exclusivamente das grandezas que aparecem na ex-press˜ao matem´atica da lei de Coulomb. Portanto, ´e f´acil concluir-sequeaforc¸apre-existenteentreumpardecar-gas jamais poder´a depender da aproximac¸˜ao de uma oumais cargas. Observe, entretanto, que a ‘novidade’ queresulta da aproximac¸˜ao de cargas extras ´e que a forc¸a
resultante
sobre cada carga pre-existente poder´a alterar-se, podendo tal resultante ser facilmente determinadacom o princ´ıpio de superposic¸˜ao.
23.2 Problemas e Exerc´ıcios
23.2.1 Lei de CoulombE 23-1
Qual seria a forc¸a eletrost´atica entre duas cargas de
Coulomb separadas por uma distˆancia de
(a)
!
m e
(b)
"!
km se tal configurac¸˜ao pudesse ser estabelecida?
¡
(a)
#$©$%'&()")1023!4658739(7 7A@©B&()")C0DE!"4
N.(b)
#F©G%'&()")¥023!465H7E9I7 P7RQTSVU @©B&W))¥0DE!"X
N.
E 23-2
Uma carga puntiforme de
`YW!a0bE!Wced
C dista
3
cmde uma segunda carga puntiforme de
fhgi0pE!qcrd
C.Calcular o m´odulo da forc¸a eletrosatica que atua sobrecada carga.
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