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Estado do Bem-Estar Social: Padrões e Crises

Estado do Bem-Estar Social: Padrões e Crises

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Estado do Bem-EstarSocial: Padrões e Crises
José Luís Fiori
 
Texto disponível emwww.iea.usp.br/artigos
 
As opiniões aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor, não refletindo necessariamente as posições do IEA/USP.
 
 
 1
Estado do Bem-Estar Social: Padrões e Crises
José Luis Fiori 
"Mais que ser dirigida às vítimas do mercadode trabalho e antes que os destinar atransformar o trabalho visto como mercadoriaem trabalho visto como a base de um direitode cidadania industrial, o significadoestratégico das políticas sociais passa a ser hoje o de uma arma para a modernizaçãoindustrial competitiva".Claus Offe, 1993.
CONCEITOS E HISTÓRIAS
No campo das instituições, não há como recortar e definir 'padrões' sem recorrer àHistória. Mas sem conceitos claros, a experiência histórica fica temporalmenteindeterminada e acaba perdendo-se na multiplicidade infinita dos casos, impedindo acomparação entre seus processos e formas e inviabilizando, assim, a organização e análisede suas tendências através da construção de tipos ou paradigmas. Uma premissametodológica aparentemente simples, mas cuja imensa complexidade prática aparece deimediato quando tentamos reunir, sob um mesmo conceito, o da "proteção social",instituições e práticas tão radicalmente distintas como podem ser as Poor Laws e asFriendly Societies inglesas, os seguros sociais compulsórios alemães, dos tempos deBismarcki, as Caixas de Pensão brasileiras dos tempos de Eloy Chaves, o New Deal norte-americano de Roosevelt ou, finalmente, o Estado de Bem-Estar Social, a forma modernamais avançada de exercício público da proteção social. E esta dificuldade cresce aindamais quando constatamos que o próprio Welfare State que poderia servir de baliza oureferencia "teleológica" para uma periodização e padronização das "formas inferiores" oumenos desenvolvidas de proteção social, apresenta uma variedade tão grande de trajetóriase formas no seu processo de construção e expansão, nos seus graus de profundidade euniversalidade, e na sua maneira de enfrentar a crise e transição dos anos 80/90, que somosobrigados, de antemão, a reduzir as ambições analíticas deste artigo, focalizando apenasalguns aspectos do extenso debate que na literatura especializada cerca o universo sugeridopelo enunciado das questões que devemos discutir.
 
 2Para isto consideramos que o melhor caminho para começar a organizar o debateexistente na literatura sobre o assunto é partir da resposta que os especialistas no assuntodão à pergunta sobre a existência ou não de uma descontinuidade essencial ou qualitativaque diferencie aquilo que se chama de Welfare State das várias formas de política socialque lhe precederam historicamente. Formas de proteção que desde já há que reconhecer,como um complicador do quadro, que ainda quando tenham sido inventadas entre osséculos XV e XIX, reaparecem invariavelmente, reapropriadas ou reaproveitadas de umaou outra forma, em maior ou menor extensão, pelas várias organizações nacionais dowelfare, posteriores à Segunda Guerra Mundial. Mas vamos por partes e comecemos pelaquestão conceptual. Aqui é possível distinguir três posições fundamentais: a primeira, commenor densidade teórica e maior preocupação historiográfica, privilegia a idéia de"proteção social", enquanto tal e isoladamente, e por causa disso isso tende a sublinhar aevolução mais do que as descontinuidades na trajetória que vai das Poor Laws de 1536 a1601 até o Plano Beveridge. A segunda, bem mais precisa no manejo conceptual, trabalhacom a idéia de "políticas sociais”, usa este conceito indiferenciadamente com o de Welfaree vê uma nítida continuidade e evolução destas políticas, pelo menos a partir da legislaçãosecuritária alemã. Inscrevem-se aqui tanto a visão clássica de MARSHALL (1964) sobre aevolução em três tempos
 ⎯ 
civil, política e social
 ⎯ 
da
cidadania,
quanto o estudocomparativo mais recente de FLORA & HEIDEHEIMER (1983), os quais localizam oinício do
welfare
nos últimos três decênios do século XIX, fenômeno que associam com onascimento da democracia de massas. Uma terceira posição que aparece defendida emescritos mais recentes (ESPING-ANDERSEN, 1990; MISHRA, 1990; entre outros)sustenta, pelo contrário, a existência de uma ruptura qualitativa entre as políticas sociaisanteriores à Segunda Guerra Mundial e o que veio a ser, a partir do Plano Beveridge, o
welfare
 
state
contemporâneo.A grande virtude dos estudos mais historiográficos foi identificar o que poderíamoschamar de dois padrões ou paradigmas originários do que poderíamos chamar deintervenção social do Estado na história da modernidade capitalista que se estende até ofim do século XIX: o inglês e o alemão. Com relação à Inglaterra a investigação históricapermitiu identificar as estreitas relações originárias entre a centralização do poder queacompanhou o nascimento dos Estados absolutistas e a "liberação" da força de trabalhocamponesa que acompanhou a mercantilização das terras, e a proteção originária que lhesfoi dada aos pobres. Legislação preocupada explicitamente com a nova questão da
 ordem
 
e

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