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não só em relação a seus aspectos formais, porém à natureza e direção de seusmovimentos.Não ficamos com aqueles que, como Spencer, subordinaram tudo à sistematizaçãodo evolucionismo darwiniano, justificando as opressões da burguesia contra ostrabalhadores; nem com aqueles que, como Le Play, Ratzel, Demoulins, pretenderam ver nageografia social a única chave dos problemas políticos; nem com aqueles que, comoGobineau ou Gumplowicz, apontavam toda a solução do problema étnico no mistério dosplasmas germinativos; nem com Karl Marx, que considerou uma única face do Homem, aface econômica, e muito menos com Adam Smith, precursor de Marx, que acreditou nodogma das leis naturais em economia; nem com Sorel que reduziu tudo a luta de classe;nem tampouco com aqueles que negaram a luta de classe.Nós, integralistas, somos homens do século XX, ao passo que os liberais, oscomunistas, os reacionários de estrema direita, os socialistas timoratos, os republicanospositivistas, os cientifistas políticos são homens de uma época que se assinalou pelo sentidoda análise.Vivemos hoje uma época de síntese. Quando as ciências se encontram todas norecesso do átomo, quase se confundindo a química com a astronomia, a velha verdade deAristóteles surge do fundo da misteriosa harmonia da gravitação dos iônios, mostrando-nosem todas as expressões do Universo a diferenciação, na unidade.Essa forma de mentalidade nova abre novos horizontes aos problemas políticos. Oconceito revolucionário ganha uma nova significação, como direito do Espírito etransformação permanente do Estado, guardados os princípios do Direito Natural eobjetivando o destino supremo do Homem, segundo uma concepção espiritualista daexistência.O Estado passa a ser o Grande Revolucionário, falando em nome das inquietações,dos desejos, das aspirações superiores, dos sentimentos de Justiça da Nação. O Estadoadquire, assim, uma autoridade nova, sobrepairando aos interesses de grupos sociais,políticos ou econômicos. O Estado passa a ser o supervisionador, o mantenedor deequilíbrios, a concretização do ideal de justiça e de liberdade, o criador dos ritmos sociais.
Conseqüências da nova concepção do Estado
Uma vez que o Estado se constrói de acordo com a alma de uma Nação e recebedesta o poder revolucionário, ele, o Estado, tem o direito e a autoridade suficientes parainterferir com energia no campo econômico e social, político e financeiro, recompondoequilíbrios, sempre que alguns elementos da sociedade se hipertrofiem em detrimento deoutros.É a atitude nova em face dos problemas. Revolução, em verdade, é mudança deatitude.Verificando que a democracia está desvirtuada por erros dos sistema; que osufrágio universal é a maior das mentiras, a fonte de todo o caudilhismo político, oinstrumento de opressão dos ricos contra os pobres; que a quantidade excessiva de partidosdecorre do sufrágio e que os partidos são hoje em número tão grande(150 inscritos noSuperior Tribunal Eleitoral) que só servem para anarquizar a Nação, enfraquece-la, dividi-lae alimentar a popularidade fácil de demagogos espertos; que a maior enfermidade do país éo regionalismo político, alimentado pelos partidos situacionistas e oposicionistas dosEstados, que não dão tempo aos brasileiros de pensar um pouco nos problemas gerais daNação; que os problemas econômicos são tratados pelo critério exclusivamente regionalista,em conseqüência da estreita mentalidade que os partidos provincianos estão criando; que opovo brasileiro está dividido e, por isso, enfraquecido, não podendo opor-se à exploração docapitalismo estrangeiro; que os parlamentos políticos constituem um entrave às medidas deordem econômico-financeira que só um governo forte, ético, baseado em novos princípiosde economia política, poderá tomar: - o Estado Integralista terá de substituir, imediatamente,afim de salvar a verdadeira democracia das garras de oligarquias financeiras, o arcaicoaparelhamento dos partidos pela organização corporativa da Nação. Cada brasileiro terá dese enquadrar dentro da sua profissão. A vontade nacional será traduzida com honestidade erealidade, no âmbito dos interesses de cada classe. Só os vagabundos ficarão de fora, pois
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