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H S M M a n a g e m e n t 1 8
janeiro-fevereiro2000
estava envolvido na contrata
çã
o dochefe de marketing.
“
William Eaglequeria, primeiro, um bom profissio-nal de marketing
”
, diz Bops.
“
Segun-do, ele queria que nos entend
ê
sse-mos bem.
”
Funcionou. Quando Bops visitaclientes,
é
comum levar Drago comele.
“
Ele me d
á
a perspectiva doconsumidor
”
, afirma o vice-presi-dente de vendas. Al
é
m disso,ambos participam das reuni
õ
es dosdois departamentos para que todomundo saiba o que est
á
acontecen-do.
“
Quando lan
ç
amos uma cam-panha publicit
á
ria, por exemplo, opessoal de vendas sabe o porqu
ê
dadecis
ã
o
”
, conta Bops.
“
Assim, elest
ê
m chance de entender o processode pensamento e qual sua dire
çã
o.
”
Da mesma forma, quando umlojista est
á
lan
ç
ando um novocat
á
logo, Drago decide com Bopsque produtos devem entrar equanto espa
ç
o deve ser designadoa cada um. Quando quer juntarclientes para um
focus group
, Dragoconta com Bops para convid
á
-los.
“
N
ã
o considere o departamentocomo seu feudo
”
, alerta Drago.
“
Isso acaba com qualquer um.
”
Drago tamb
é
m leva Bops em suasvisitas
à
ag
ê
ncia de publicidadecontratada pela Simkar em Chica-go, EUA.
“
Eu estaria prestando umdesservi
ç
o
à
empresa se n
ã
o apro-veitasse o conhecimento dele
”
, dizDrago.
Como “vender” o marketing paraos profissionais de vendas
Nas empresas menores
é
natural-mente mais f
á
cil integrar o pessoalde vendas e marketing. Mas comequipes de vendas numerosas nemsempre essa integra
çã
o
é
f
á
cil. ASimkar tem cerca de 500 funcion
á
-rios, e os departamentos de vendaspode contribuir para promoveruma coopera
çã
o maior, segundoMarshall Solem, consultor da ZS Associates, de Evanston, Illinois,EUA.
“
Sob uma perspectiva organi-zacional, ter um vice-presidentede vendas e marketing, com umvice-presidente assistente de vendase um vice-presidente assistente demarketing, pode for
ç
ar uma inte-gra
çã
o mais consistente
”
, explicaele.
“
Quanto mais n
í
veis hier
á
rqui-cos inferiores forem inclu
í
dos nessaorganiza
çã
o conjunta, melhor seufuncionamento.
”
Boas cabeças pensam… juntas
A estrutura real implantada poruma empresa n
ã
o
é
t
ã
o importantequanto o resultado, ou seja, aintegra
çã
o. Na Simkar, empresafabricante de lumin
á
rias com sedena Filad
é
lfia, EUA, Ken Bops, vice-presidente de vendas, e Bud Drago,vice-presidente de marketing, n
ã
omedem esfor
ç
os para ficar a par doque acontece. Mas nem sempre foiassim. Anteriormente, a Simkartinha um comando
ú
nico de vendase de marketing, mas o CEO WilliamEagle concluiu que era muitotrabalho para uma
ú
nica pessoae decidiu dividir o cargo. A partir da
í
, ele se empenhoupara descobrir duas pessoas quetivessem uma boa qu
í
mica. Ken Bopsfoi o primeiro a ser contratado, noin
í
cio de 1998, e em poucos meses j
á
Industries (BFI), empresa de coletade lixo de Houston, EUA, SandraGlatzau insistiu que o nome de seucargo fosse vice-presidente demarketing e vendas, e n
ã
o o contr
á
-rio.
“
Eu achava que a BFI enfatizavademais o lado das vendas
”
, contaSandra.
“
Para mim, essa mudan
ç
ano nome do cargo serviria paraindicar que a partir daquele mo-mento passar
í
amos a ouvir mais osclientes, criando servi
ç
os segundosuas necessidades, e a organizar aempresa de acordo com os v
á
riossegmentos de clientes
”
, explica.Dois anos mais tarde, no in
í
ciode 1997, a empresa estava plane-jando reorganizar sua equipe devendas por classes de mercadoria,em vez de distribu
í
-la de acordocom o porte do cliente, e efetuouuma ampla pesquisa de mercadopara descobrir a melhor maneirade dividir os segmentos de clientes.O pessoal de marketing filmou os
focus groups
e exibiu o v
í
deo para aequipe de vendas durante o treina-mento realizado no processo dereorganiza
çã
o.
“
S
ã
o poucas aspessoas de vendas dispostas a sesentar e ler o que o marketingdescobriu
”
, diz Sandra.
“
N
ó
seditamos o v
í
deo deixando apenasos pontos mais importantes epromovemos uma discuss
ã
o paradefinir como
í
amos vender a id
é
ia.
”
T
ã
o simples que chega a serbrilhante. Entretanto, a id
é
ia departilhar as descobertas paraganhar o respeito da equipe devendas n
ã
o
é
t
ã
o simples assim. Afinal,
é
necess
á
rio muito esfor
ç
opara dizer:
“
Vejam o que descobri-mos, vejam o que estamos fazendo,vejam como isso nos afetar
á
. O quevoc
ê
s acham?
”
Contar com algu
é
m no tipo decargo que Sandra Glatzau ocupa
Uma id
é
ia t
ã
o simples que chega a ser brilhante: na Browning-Ferris Industries,o marketing filmou os
focus groups
eexibiu o v
í
deo para a equipe de vendasNa Simkar, os vice-presidentes de vendase de marketing foram escolhidos peloCEO tamb
é
m com base em sua
“
qu
í
mica
”
pessoal. E eles trabalham bem juntos
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