À GUISA DE PREFÁCIOO Bancário, Advogado, Escritor, Sociólogo,Antropólogo, e sobretudo o HOMEM - JOSÉ EMERSONMONTEIRO LACERDA - não é um "Don Quixote de la Mancha",que necessite de escudeiro ou pagem para realizar os projetos edelírios oníricos do "Cavaleiro da Triste Figura", lutando contraMoinhos de Vento ou desagravando todos injustiçados.Também não é um debutante na arte do"pulchrum dicendi et scribendi". Em assuntos de Literatura,Direitos Humanos, Filosofia, Sociologia, pontifica "ex cathedra".Não compreendo nem justifico, é óbvio, a suaopção em me convidar para ser paraninfo do seu primogênito,exatamente neste "hic et nunc" em que me encontro psicológica,emocional e humanamente, numa exaustão física e naturbulência da minha interioridade, com tantos afazeres epreocupações. O imperativo categórico da distinção deferida temaquele estilo do dilema edipiano: - Se não aceitar o convite paraser padrinho do meu Filho - NOITES DE LUA CHEIA - ele vaimorrer pagão.- Então, Emerson, para que seu Filho viva, eutenho de morrer?Já Pascal sentenciava que "o coração temrazões que a própria Razão desconhece". Na proporção em queeu ia lendo os originais do seu livro, ressuscitei ou acordei doletargo em que me encontrava com o bailado de idéias, acoreografia das sensações experimentadas e a indignação erevolta pela tragédia dantesca da sociedade atual com as coresvivas das lágrimas choradas, do sangue e suor do homem dosnossos dias.Caro Leitor, pare aqui mesmo!... Não váadiante. Consulte um cardiologista porque este Livro vai produzirtanta adrenalina, descompassando o ritmo do seu coração ouconturbando todo o seu psiquismo; é um vulção em ebulição,cujas magmas incandescentes vão queimar a sua sensibilidade eabalar a quietude e tranquilidade sensorial.Se, porém, V. deseja e sonha despertar o seuhumanismo, a sua filantropia, a sua fé e solidariedade, suavizeas suas dores e faça uma transfusão de esperança, confiança ecoragem, continue na leitura, mas também na procura da sua
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