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Um Lobo em Pele de Ovelha
Como a Teologia de Charles Finney Assaltou o Movimento Evangélico
(Copyright © 1998, 1999 by Phillip R. Johnson. All rights reserved.)
por
Phillip R. Johnson
 
É irônico que Charles Grandison Finney tenha se tornado um garoto propagandapara muitos evangélicos modernos. Sua teologia estava longe da evangélica. Comoum líder cristão, ele dificilmente foi modelo de humildade ou espiritualidade.Mesmo a autobiografia de Finney retrata um caráter questionável. Em sua própriarevisão da história de sua vida, Finney admite-se como obstinado, arrogante – ealgumas vezes mesmo um pouco desonesto.
 Jogando com Fraude desde o Princípio
O ministério de Finney foi fundamentado em duplicidade desde o princípio. Eleobteve sua licença para pregar como ministro Presbiteriano professando fidelidadeà Confissão de Fé de Westminster. Mas ele mais tarde admitiu que ele era quasetotalmente ignorante do que o documento ensinava. Aqui, nas próprias palavrasde Finney, está a descrição do que ocorreu quando ele esteve diante do concílio
 
cuja tarefa era determinar se ele estava espiritualmente qualificado edoutrinariamente são:Inesperadamente eles me perguntaram se eu recebia a Confissão de Fé da IgrejaPresbiteriana. Eu não a tinha examinado, - Ela é uma grande obra contendo osCatecismos e a Confissão Presbiteriana. Isto não tinha feito parte de meu estudo.Eu repliquei que a recebia pela substância da doutrina, tanto quanto eu a entendia.Mas eu falei de uma maneira que claramente implicava, eu acho, que eu não fingiaconhecer muito sobre ela. Contudo, eu respondi honestamente, como eu entendianaquela época” [Charles Finney, The Memoirs of Charles Finney: The CompleteRestored Text (Grand Rapids: Academie, 1989), 53-54].A despeito de sua insistência Clintoniana em que “respondeu honestamente,” estáclaro que Finney deliberadamente enganou seus examinadores. (Sua capacidadepara analisar termos legais lhe teria servido bem tivesse ele sido um político nofinal do século vinte. Mas ele denuncia uma espantosa falta de pudor para umpastor em sua própria era). Ao invés de admitir que ele era totalmente ignorantedos padrões doutrinários de sua denominação, ele diz que “falou de uma maneira”que implicava (“eu acho”) que ele não conhecia “muito” sobre aquelesdocumentos. A verdade é que ele jamais tinha sequer examinado a Confissão de Fée não sabia absolutamente nada sobre ela. Ele estava deploravelmentedespreparado para a ordenação, e ele não tinha nenhum direito de solicitar umalicença para pregar sob os auspícios do presbitério. “Eu não estava informado deque as regras do presbitério requeriam que eles questionassem um candidato se eleaceitava a Confissão de Fé Presbiteriana,” escreveu Finney. “Por isso eu nunca a li [Memoirs, 60]. Assim quando ele disse a seu concílio de ordenação que recebia aConfissão “pela substância da doutrina,” nada poderia estar mais longe daverdade! Entretanto, o concílio ingenuamente (e também totalmentecondescendente) aceitou Finney por sua palavra e o licenciou para pregar.A credibilidade de Finney é além disso desfigurada pelo fato de que quando ele,mais tarde, leu as Símbolos de Westminster e constatou sua discordância em quasetodos os pontos cruciais, ele não renunciou a comissão que ele tinha recebido sobfalsas pretensões. Ao invés disso, ele admitiu a posição que ele tinha enganadoaqueles homens ao darem-lhe – então usou isso pelo resto de sua vida para atacarsuas convicções doutrinárias. “Tão logo eu aprendi quais eram os claros ensinos daConfissão de Fé sobre estes pontos, eu não hesitei, sob qualquer condição em todaocasião conveniente, em declarar meu dissentimento deles,” ele ostentava. “Eu osrejeitei e os expus. Onde quer que eu descobrisse que qualquer classe de pessoasestava escondida atrás desses dogmas, eu não hesitava em demoli-los, o que eu eracapaz” [Memoirs, 60]. O fato de que Finney tinha obtido suas próprias credenciaisprofessar lealdade a Confissão de Fé não o perturbavam de modo algum. “Quandoeu vim a ler a Confissão de Fé, e vi as passagens que eram citadas para sustentar
 
aquelas posições peculiares, eu fiquei absolutamente envergonhado dela,” eledeclara francamente. “Eu não podia sentir qualquer respeito por um documentoque empreendesse impor sobre a humanidade tais dogmas como aqueles[Memoirs 61].
Bagagem de Anos de Incredulidade
As discordâncias de Finney com os padrões doutrinários denominacionaisclaramente não foram opiniões formadas após seu exame pelo concílio. Como elepróprio admite, ele tinha conscientemente rejeitado o quadro teológico básico daconfissão Presbiteriana muito antes de estar diante daqueles homens. Ele escrevesobre o debate doutrinário que ele tinha provocado com seu pastor, George W.Gale: “Eu não pude aceitar sua concepção em matéria expiação, regeneração, fé,arrependimento, escravidão da vontade, ou qualquer de suas doutrinas afins[Memoirs, 46].Mesmo antes de sua conversão, Finney tinha levantado muitas das mesmasdiscussões e objetado fortemente o ensino de Gale naqueles pontos. Ele escreveu:Eu agora acho que algumas vezes critiquei seus sermões imerecidamente. Eulevantei tais objeções contra suas posições quando elas mesma forçaram minhaatenção... O que ele entendia por arrependimento? Era um simples sentimento detristeza pelo pecado? Era um completamente passivo estado da mente? Ouenvolvia um elemento voluntário? Se era uma mudança de mente, em que respeitoera uma mudança de mente? O que ele entendia pelo termo regeneração? O que tallinguagem significava quando se fala de tal mudança espiritual? O que eleentendia por fé? Era simplesmente um estado intelectual? Era simplesmente umaconvicção, ou persuasão, de que as coisas declaradas no Evangelho eramverdade?” [Memoirs, 10 – 12].A “conversão” de Finney parece não ter alterado seu ceticismo sobre o ponto devista de sua denominação sobre qualquer destas cruciais doutrinas evangélicas.Após sua crise experimental, estas foram as verdadeiras questões sobre as quais elediscordou da Confissão Presbiteriana – só que então com mais vigor do que nunca.A intensa experiência emocional que Finney considerou como seu novonascimento parece simplesmente ter confirmado seu sentimento que ele estavacerto sobre cristianismo e Escritura – e que a maioria dos líderes de suadenominação eram ou estúpidos ou iludidos.De fato, em seu próprio relato de sua conversão e “treinamento”teológico,” Finneyconfessa-se totalmente indócil. Ele meticulosamente reconta as questões sobre asquais ele e o pastor Gale discordavam. Elas são em sua maior parte sobre osmesmos pontos que Finney diz ter objetado antes de sua conversão. Nem mesmo
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