Jornal de Teatro
3
1º até 15 de Maio de 2009
Editorial
ÍNDICE
www.avereditora.com.br
Presidente:
Cláudio Magnavita Castromagnavita@avereditora.com.br
Vice-presidentes:
Helcio Estrellahelcio@avereditora.com.brAnderson Espinosaa.espinosa@avereditora.com.br
Presidente:
Cláudio Magnavita
Diretores:
Jarbas Homem de Mello, Anderson Espinosa eFernando Nogueira
Redação:
Rodrigo Figueiredo (editor-chefe), RodrigohBueno (editor) e Fernando Pratti (chefe de reportagem)
Rio de Janeiro -
Daniel Pinton, Douglas de Barros eFelipe Sil
São Paulo -
Danilo Braga, Fábio de Paula, Ive Andradee Pablo Ribera Barbery
Brasília -
Alexandre Gonzaga, Ana Paula Bessa, Domi-nique Belbenoit, Renata Hermeto e Sérgio Nery
Porto Alegre -
Adriana Machado e Felipe Prestes
Florianópolis -
Adoniran Peres
Marketing:
Bruno Rangel(brunorangel@avereditora.com.br)
Comercial:
Diego Silva Costa(diego@avereditora.com.br)
Redação Rio de Janeiro:
Rua General Padilha, 134- São Cristóvão - Rio de Janeiro (RJ). CEP: 20920-390 - Fone/Fax: (21) 2509-1675
Redação Brasília:
SCN QD 01 BL F America OfficeTower - Sala: 1209 - Asa Norte - Brasília (DF) - CEP:70711-905.Tel.: (61) 3327-1449
Redação Porto Alegre:
Rua José de Alencar, 386- sala 802/803 - Menino Deus - Porto Alegre (RS).CEP: 90880-480.Tel.: (51) 3231-3745 / 3231-3734
Redação Florianópolis:
Av. Osmar Cunha, 251 - sala503, Ed. Pérola Negra, Centro - Florianópolis (SC).CEP: 88015-200.Tel.: (48) 3224-2388
Email Redação:
redacao@jornaldeteatro.com.br
Arte:
Ana Canto, Danilo Braga, Bruno Pacheco,Gabriela de Freitas e Keila Casarin.
Correspondência e Assinaturas:
Noite de premiação para os destaques do teatro gaúchoem 2008
Açorianos e Tibicuera
PRÊMIO............................................................
6 e 7
“Não há em arte nenhuma forma, gênero, estilo superior àoutra”Cenógrafo revela os segredos de um cenário ideal
Gero CamiloFelipe Helfer
ENTREVISTA..............................................TÉCNICA.................................................................
10 e 118
Mais de 50 anos de sucesso nos palcos
Cleyde Yaconis
VIDA E OBRA.........................................................
21
Tudo pronto para a 27ª edição do maior festival de dançado mundo
Festival de Dança de Joinville
DANÇA......................................................................
14
www.jornaldeteatro.com.br
Publicações da Aver Editora:
Jornal de Turismo - Aviação em Revista - JT Magazine - Jornal Informe do Empresário
Redação São Paulo:
Rua da Consolação, 1992 - 10ºandar - CEP: 01302-000 - São Paulo (SP)Fone/FAX: (11) 3257.0577
Administração:
Elisângela Delabilia(elisangela@avereditora.com.br)
Circulação:
Davi Machado Lopes(davi@avereditora.com.br)
Luz vermelha que acendeu tarde
No fechamento desta edição, chegaram a nossa redação os ecos do mo- vimento dos funcionários da Rede Municipal de Teatro da Prefeitura do Rio,que estão há mais de dois meses sem receber salários. É lamentável que uma
das maiores redes do país esteja enfrentando este colapso. É um reflexo claro
do que foi a lamentável mistura do público e privado ocorrida na gestão doprefeito Cesar Maia.Por várias vezes o alcaide carioca foi alertado pessoalmente sobre esta pro-míscua relação, que fazia que espetáculos montados com o mecenato muni-cipal migrasse, depois de curtas temporadas em palcos públicos, para palcosprivados, sem que a prefeitura fosse ressarcida de um único centavo. Nemespaço para divulgar o turismo do Rio, com a projeção de comerciais de vídeos
da cidade nas excursões nacionais destas peças, houve. Isto seria uma contra
-partida mínima.
Produções milionárias foram montadas na rede pública municipal e todo o
acervo da produção passava, depois, para as mãos dos seus produtores, muitas vezes acumulando o cargo de diretores dos próprios teatros. A prefeitura não virou sócia destes empreendimentos, que bancou até o ultimo botão. Por ou-tro lado, a rede pública foi omissa ao permitir que palcos tradicionais, como oCafé Teatro Arena e o antigo Opinião, fossem fechados. Este virou juizado depequenas causas e o governo municipal cruzou os braços.Um outro efeito nefasto foi os das bilheterias a R$ 7,50, criando uma con-corrência desleal com os espaços privados. O preço mínimo de R$ 15, trans-formado na metade pelos descontos para a terceira idade, estudantes, profes-
sores e servidores municipais, tiveram um impacto na saúde das produções
cariocas, que fugiam da orgia com as verbas públicas.O que ocorre hoje é resultado da falta de uma gestão que priorizasse a sus-tentabilidade da rede municipal do Rio. Uma rede que teria tudo para procurar
uma rota de auto-suficiência na cobertura dos seus custos. Depois dos mandos
e desmandos na rede municipal, no qual as responsabilidades dos Mais, Maciei-ras e Falabellas não podem ser riscadas do mapa, o que assistimos é o colapsode um sistema que morre de inanição por estar a prefeitura muito mais falidado que se esperava.
A sucata deixada pela administração anterior atingiu em cheio áreas impor
-tantes como a saúde e também a cultura. O prefeito Eduardo Paes herdou de-zenas de bombas relógios. Algumas delas estão sendo habilmente desarmadas.
O que a secretária municipal de Cultura Jandira Feghali herdou foi uma caixa
de Pandora, que aberta está prejudicando a população com a falta de uma pro-gramação decente e, lamentavelmente, um corpo técnico da rede municipalque sempre se desdobrou para que a máquina funcionasse e agora é penalizadocom a falta de salário.O Rio tem sido, há décadas, a capital cultural do país. Só que a prefeituraesquece que o teatro é um dos baluartes do turismo cultural. Cada vez que umturista assiste um espetáculo, ele pernoita na cidade, gerando receita na hotela-ria, no comércio e nos restaurantes.
A rede municipal nunca poderia estar neste estado de penúria. Deveria ser
um equipamento vivo e democrático da cidade, permitindo o acesso de pro-
duções escolhidas pelos seus méritos e não apenas para fazer a fortuna pessoal
dos seus produtores, que durante anos mamaram nas tetas da municipalidadesem lhe dar nada em troca. Se o TCM (Tribunal de Contas dos Município)
tivesse ficado alerta para o que ocorreu neste campo minado, boa parte dos
problemas teriam sido evitados e parte do mecenato a fundo perdido já teriasido devolvido aos cofres públicos, permitindo o pagamento dos salários queagora estão vergonhosamente atrasados.
Cláudio Magnavita
Presidente da Aver Editora
Impressão:
F. Câmara Gráfica e Editora
A ND E R S O NE S P I N O S A
Leave a Comment