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Uma publicação da Aver Editora -
 
1 a 15 de agosto de 2009 - Ano I Nº 8 R$ 5,00
CANTRIZES
Poucas vezes música e dramaturgia falaram (e cantaram) a mesma língua como nas ocasi-ões em que atrizes interpretaram cantoras. Por amor ao palco e à arte, as ‘cantrizes’ emo-cionam. Mostram o talento que Deus lhes deu e prestam uma homagem às donas de vozes que marcaram a música brasileira e internacional. Exemplos não faltam, comoElis Regina e Carmen Miranda, interpretadas por Inez Viana e Marília Pêra. Mu-lheres intensas representadas por mulheres intensas, como a mais nova obra dogênero: “Isaurinha – Samba, Jazz e Bossa Nova”,na qual RosamariaMurtinho dá vidaa Isaurinha Gar-cia, a “personalís-sima”, que viveu o período de ourodo rádio, nas déca-das de 1940 a 1980.Imperdível.
Belas, competentes e... indicadas
ENTREVISTA
Sabrina Korgut (à esq.) e Bianca Byington fazem bonito nas peças “Avenida Q” e “AFarsa da Boa Preguiça”. Tão bonito que foram indicadas – não pela beleza que as duastêm, mas pela competência – ao 22º Prêmio Shell de Melhor Atriz no Rio de Janeiro.Atrizes de destaque em espetáculos elogiados e sucessos de público e crítica, elas falamao Jornal de Teatro sobre suas vidas, suas carreiras e as tão merecidas indicações a maisimportante premiação do teatro nacional.
 A grande trajetória deum teatro grandioso
Cenário de peças inesquecíveis e de inúmeras manifestaçõesartísticas que movimentaram o período de democratização política do Brasil, o Café-Teatro Casa Grande, atualmenteOi Casa Grande, é dono de uma trajetória grandiosa e parteintegrante da história do País. Anal, desde a sua fundação,em 1966, abrigou o que houve de mais atuante em favor daigualdade social no cenário da arte nacional.
HISTÓRIA
A arte eo sucesso deElifas AndreatoRicardo Blat,sinônimode emoçãoA voz e a vezdo oprimidoem conferênciaBreno Ketzer: política, sim.Politicagem, não
 VIDA E OBRAPERFILEVENTOSPORTO ALEGRE
Pág.
21
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21
Págs.
12 a 141
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19
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22
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18
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8 e 9
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11
Blat transgride as convenções Fachada do reformado e moderno teatro Oi Casa Grande, no Leblon
   C   h   i  c  o   L   i  m  a
Stúdio Prime
   S   i   l  v  a  n  a   M  a  r  q  u  e  s   A   d  r   i  a  n  a   P   i   t   t   i  g   l   i  a  n   i
 
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1 a 15 de Agosto de 2009Jornal de Teatro
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  R  E  S  P   O  S  T   A :   C  –   C   A   C   H   O  E I  R   A   D   O   C   A  R   A   C   O  L ,   C   A   N  E  L   A ,  R  S
 
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1 a 15 de Agosto de 2009 Jornal de Teatro
 
EditorialÍndice
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Arte: 
Ana Canto, Bruno Pacheco,Gabriela de Freitas e Valeska Gomes
Correspondência e Assinaturas:
Fernanda Montenegro, Marília Pêra e Betty Faria são algumas das atrizesque integram a primeira lista de indicados ao pêmio no Rio e em São Paulo
Prêmio Shell divulga lista de indicados
PRÊMIOS...................................................................
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Iniciativas no Estado demonstram preocupação com aprofissionalização de forma cada vez mais qualificada e sériaO stand-up comedy é cada vez mais falado na Argentina. Sua arma éuma das mais antigas conhecidas pelo ser humano: o riso
É hora de apreender teatro em Santa CatarinaA revanche da risada
FORMAÇÃO...........................................................INTERNACIONAL..................................................
1523
Alguns dos maiores nomes femininos da música brasileira já foramrepresentados por atrizes consagradas da dramaturgia nacional
Grandes mulheres por grandes mulheres
REPORTAGEM.............................................
12 a 14
Em conferência internacional. praticantes do Teatro do Oprimidoreuniram-se no Rio para debater o estilo criado por Augusto Boal
A voz do oprimido
EVENTOS................................................................
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Jornal de Turismo - Aviação em Revista - JT Magazine - Jornal Informe do Empresário
Redação São Paulo:
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Colaboradores:
Camila Moreira, GersonEsteves e Michel Fernandes
Rodrigoh Bueno
Editor do Jornal de Teatro
Projeto pioneiro do Banco do Brasil,no Rio de Janeiro, vira referência nadivulgação de projetos culturais
 Pág.: 7
 
CCBB: 20 anos
Impressão:
F. Câmara Gráfica e Editora
      D      i    v    u       l    g    a    ç      ã    o
Sentado ao fundo de uma van que fazia o transporte dealguns jornalistas aos teatros, durante o Festival de São Josédo Rio Preto, no
nal de julho, me dei conta de que a críticateatral no Brasil pode estar à caminho do falecimento. Para-doxal? Sim, pois não é preciso mais que dez minutos paraqualquer pessoa criar um blog público, usar um pseudônimoe apontar – com seus devidos argumentos – todos os deta-lhes em que o espetáculo deixou a desejar. Mas, nesse caso,seria a impressão de um simples espectador e o que desfavo-receu a minha visão do jornalismo teatral foi exatamente oacúmulo de informação de alguns pro
ssionais. Antes de desmerecer o trabalho de alguns guerreiroscompetentes, que têm uma contribuição essencial para o te-atro brasileiro, apresento meus argumentos – que, aliás, sãoos elementos que justi
cam a opinião impressa nos jornaisou outras mídias. No episódio, os jornalistas lamentavam aapresentação do espetáculo “A Falecida Vapt-Vupt”, de An-tunes Filho. Aliás, não lamentavam a encenação, mas o fatode não poderem criticar a peça como gostariam, pois “é um
gurão, é melhor pegar leve”.Independentemente da qualidade do espetáculo, o que re- volta é este pensamento. Jornalistas como Michel Fernandes(em matéria na página 16) aprovaram a encenação e apresen-tam seus argumentos para tal. Questiono o medo instauradona classe quando se tratam dos grandes nomes do teatrobrasileiro. Acredito até que esses grandes nomes concordamcomigo em relação ao fato de que a crítica negativa – desdeque bem embasada – é produtiva, e que esse respeito exage-rado só faz mal.Quando conversei com vários amigos sobre a ideia desseeditorial, alguns disseram: “Mas não se pode ignorar o histó-rico de uma companhia ou de um diretor”. Discordo! Acre-dito que o espetáculo começa no terceiro sinal, e, aí sim, nãotem hora para acabar. De que vale uma obra se ela não causanenhuma impressão ao público? Re
exão, riso, emoção, rai- va, medo, nojo. En
m, qualquer sensação recebida duranteo momento do espetáculo é maior que o simples respeito(duro, formal e frio).Que a ingenuidade mantenha a emoção do público, e quePascoal Carlos Magno, Gustavo Dória, Miroel Silveira, Al-berto D´Aversa e tantos outros assombrem as noites destespoucos que envergonham toda uma classe. 
 A crítica da falecida
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