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Introdução
A idéia de publicar alguns livros com a coletânea de posts que já escrevi para o meu blogno developerWorks (www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion
 
) vinha memartelando há algum tempo. As minhas observações sobre os acesso ao blog mostravamque depois de algum tempo os posts eram “esquecidos”, uma vez que o ritmo de inserçãode novos posts tem sido intenso. Gosto de escrever e um blog me dá a liberdade que ascolunas nas revistas especializadas (escrevo para Computerworld Brasil, Mundo Java,Linux Magazine e Espírito Livre), por razões editoriais, não permitem. De maneira gerallevanto um post a cada três ou quatro dias. Como escrevo os posts de acordo com omomento, muitas vezes o texto pode até parecer meio deslocado para quem não estejaacompanhando sistemáticamente o tema. O volume de material acumulado, acredito, ébem razoável. O blog começou em janeiro de 2007 e em julho de 2009, quando comecei apreparação desta série de livros, já somava mais de 400 posts.Surgiu a idéia: por que não agrupar os posts por temas e publicá-los para acesso online?Uma conversa com meu amigo, desenvolvedor e escritor, Claudio de Souza Soares, definiuo projeto. Sim, vou publicar os posts em forma de livro eletrônico.A primeira etapa foi agrupar os posts por assuntos, identificando as relevâncias entre eles.As tags me ajudaram nisso. Assim, cada assunto ou conjunto de assuntos se tornará umlivro. Procurei manter os posts, na medida do possivel iguais aos publicados originalmente.Claro que corrigi alguns erros ortográficos, que passaram em branco quando os posts foraminicialmente levantados.Este ebook aborda um tema pelo qual tenho muito carinho: os mainframes. Comecei minhacarreira profissional lá pelos idos da década de 70, exatamente em um IBM /360 modelo 40.Uma máquina de 256 Kbytes! Maquinão, mas que hoje é uma memória simplesmenteridícula. De lá para cá acompanhei, ora de perto, ora de longe sua evolução e a eterna sopade letras que tivemos de aprender ao longo destes anos. Após os /360, vieram os 370 commemória virtual. Foi neste sistema que estudei bastante o assunto memória virtual, aindapouco conhecido. Lembro de inúmeros artigos e papers debatendo influência de fenômenoscomo working set de programas e thrashing nos mecanismos de paginação. Em 1980surgiram os sistemas XA (Extended Architecture) e o espaço de endereçamento passou de24 bits para 31 bits. Em 1990 os sistemas ESA/390, já com 44 bits e em 2000 os zSeries,que viram a introdução dos 64 bits e o sistema operacional z/OS. Trabalhei com diversosmodelos de mainframe, como alguns 360 e 370 (os modelos 148 e 158, por exemplo), os4341 e 4381, os 3090...A história dos 360 pode ser encontrada emftp://ftp.software.ibm.com/eserver/zseries/misc/bookoffer/download/360revolution_040704.pdf .Convivi também com diversas variantes de sistemas operacionais...Primeiro o DOS/360,com suas três partições fixas e depois com algumas de suas evoluções, como o DOS/VS eo VSE. A sua última encarnação é o z/VSE de 64 bits. Uma retrospectiva histórica dafamília VSE pode ser vista emhttp://www-03.ibm.com/servers/eserver/zseries/zvse/about/history.html. Além do DOS tambémexperimentei alguns sistemas da outra família, o OS. Foram o OS/MFT, o VS1 e depois o
 
3MVS. A sua última versão é o z/OS. E, claro, não poderia deixar de lado o VM/CMS,sistema pelo qual me apaixonei à primeira vista! Acompanhei bem de perto sua evolução.Um pouco de sua história vocês encontram no Wikipedia(http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_CP/CMS
 
). Foi com o VM/370 que aprendi osconceitos de virtualização e hypervisor. Também com VM/370 me aprofundei nos estudosde capacity planning, indo mais a fundo nos algoritmos de melhoria de performance eteoria das filas. Foi nestes sistemas que me aprofundei nos estudos de modelos quesimulavam o desempenho dos discos com tecnologia RPS (Rotational Positioning Sensing),que melhorava a latência rotacional.E os outros sistemas que faziam e fazem parte do mundo dos maiframes? O CICS, osantigos DL1, IMS e SQL/DS. O bem conhecido DB2...Em banco de dados convivi tambémcom alguns SGBD que desapareceram como o Total. Também siglas de telecomunicaçõescomo BTAM, SNA e VTAM. Aliás, quem for adepto da frase “recordar é viver”, sugiro aleitura do livro “A History of Modern Computing”, de Paul E. Ceruzzi.Os mainframes estão conosco há 45 anos. Sua longevidade tem uma explicação: sãosistemas que mantém grande parte das atividades comerciais do mundo funcionando. Semeles não teriamos os sistemas financeiros e de seguros. Nao teriamos sistemas de reservasde passagens aéreas e nem processamento de cartões de crédito.Vamos olhar estes dados:
 
Mainframes processam mais de 80% de todas as transações eletrônicas globais.
 
Mais de 95% de todos os dados do sistema financeiros/seguros mundiais sãoprocessados em mainframes.
 
O valor do portfólio de aplicações em mainframe é estimado em cerca de 1 trilhãode dólares. Substituir este código custará 20 trilhões de US$!
 
Estima-se que existam cerca de 200 bilhões de LOC de Cobol em produção (eWeek)e que todo ano pelo menos mais 5 bilhões de novas linhas de código Cobol sãocolocadas em produção.
 
CICS processa mais de 30 bilhões de transações por dia, representando valores denegócios correpondentes a 1 trilhão de dólares por semana.
 
Existem mais de 20.000 licenças de CICS no mundo inteiro, com mais de 30milhões de usuários finais usando o sistema.
 
Mais de 900.000 desenvolvedores tem seus salários pagos pela atividade demanutenção/desenvolvimento de aplicações Cobol/CICS.Portanto, estamos falando de sistemas que cumprem um papel de extrema importância nasociedade atual. E como conseguiu esta importância? Várias razões, como um projetodesenhado desde o início para escalabilidade e confiabilidade (um cluster Parallel Sysplexde System Z pode processar até 13 bilhões de transações por dia, que é mais que a médiasemanal da NYSE, Bolsa de Valores de New York), disponibilidade de 99,999%(downtime de menos de 5,3 minutos por ano), com alguns clientes de Parallel Sysplexreportando que operam há 13 anos sem um único downtime, menos consumo de energia (oconsumo de energia por unidade de capacidade decresceu por um fator de 16 desde 1995) efortes recursos de segurança. Neste quesito, destacamos o z/OS que é certificado como
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