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Tagmar Daemon
Adaptação de Tagmar para o Sistema Daemon:
Bruno “Siamo Onurb” Omais, Brunno “Lobo” Silva, Daniel “Talude” Paes,Luiz Leandro “Gandalfo” Gomes;
Revisão e Organização:
Luiz Leandro “Gandalfo” Gomes;
Autores Originais de Tagmar:
Marcelo Rodrigues, Ygor Moraes Esteves da Silva, Julio Augusto Cezar Junior e Leonardo Nahoum Pache de Faria;
 
Autores de Tagmar 2:
http://br.groups.yahoo.com/group/Tagmar2/
 Autores Originais do Sistema Daemon:
Marcelo Del Debbio e Norson Botrel;
Capa:
Jorge Dukenko
Ilustrações Internas:
 
Eliane Bettocchi Godinho, Jorge Dukenko, Luiz Berbert,;
Coordenação do projeto Tagmar 2:
Marcelo Rodrigues, Mauro Draco, Diego Guinâncio,Alex Menezes Ladeiras; 
Coordenação do projeto Tagmar Daemon:
Daniel “Talude” Paes, Luiz Leandro “Gandalfo” Gomes, Marcelo Rodrigues;
Consultoria ao cenário:
Marcelo Rodrigues;
Agradecimentos dos autores da adaptação:
- Aos nossos pais, por todo o apoio.- Ao Marcelo Del Debbio, por criar e liberar o sistema Daemon, e por dar a maior força ao projeto.- Ao Marcelo Rodrigues, pelo Tagmar 2, e pelas dicas e respostas sobre esse cenário maravilhoso.- Ao Diego Guinancio e ao Renato Curty, do projeto Tagmar 2, pelas dicas e toques.- Ao www.daemon.com.br 
 
, www.rederpg.com.br e www.tagmar2.com.br 
 
, pela divulgação e apoio.- Ao pessoal da comunidade Tagmar Daemon no orkut.- Aos desenhistas do Tagmar 2, pelas figuras maravilhosas que acompanham este livro.- A todos que, de uma forma ou de outra, influenciaram a conclusão desta obra.
E-mails dos autores:
leandro_gandalfo@hotmail.com (Gandalfo), talouko@ig.com.br (Talude), brunno.silva@yahoo.com.br (Lobo), siamo_siamo@hotmail.com (Siamo Onurb).
Visite nossas Homepages:
www.daemon.com.br, www.tagmar2.com.br.
Licenciamento do Tagmar 2.0
Este livro foi adaptado do livro “Tagmar – RPG de Aventura Medieval” © 1991 de autoria de Marcelo Rodrigues, Ygor MoraesEsteves da Silva, Julio Augusto Cezar Junior e Leonardo Nahoum Pache de Faria; e está licenciada de acordo as seguintes condições:
Atribuição-Uso Não-Comercial-Compatilhamento pela mesma licença 2.0 Brasil
Você pode:- Copiar, distribuir, exibir e executar a obra.- Criar obras derivadas.Sob as seguintes condições:Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original.Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.Compartilhamento pela mesma Licença. Se você alterar, transformar, ou criar outra obra com base nesta, você somente poderá distribuir a obra resultante sob uma licença idêntica a esta.Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outros os termos da licença desta obra.Qualquer uma destas condições podem ser renunciadas, desde que Você obtenha permissão do autor.Este licenciamento segue um padrão obra aberta e está registrado pela seguinte licença da Creative Commons:http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/br/ com validade legal no Brasil e por muitos outros países.
Licenciamento do Sistema Daemon
O Sistema Daemon não possui nenhuma forma de licenciamento formal. A editora Daemon dispõe o sistema Daemon para ser utilizado em quaisquer obras de RPG, comerciais ou não, desde que citadas as fontes originais.
Esteja Atento!
Colocaremos constantemente nos sites do Tagmar 2 e do Sistema Daemon, novas regras, netbooks, atualizações, erratas e outrosmateriais de complemento a esse livro. Acesse: www.tagmar2.com.br e www.daemon.com.br!
 
Tagmar Daemon
Quando foi lançado, em 1991, Tagmar iniciaria uma história de sucesso e polêmica. Carregando a pomposa alcunha de primeiro RPG Brasileiro o jogo cativou uma legião de fãs, que por não serem muitos tampouco assíduos acabaram por elevar Tagmar a um status de “cult”, enquanto “especialistas” no assunto o classificavam como “cópia de D&D”. Talvez por emprestar otema (fantasia medieval) e alguns conceitos do primeiro RPG do mundo essa classificação não seja tão maldosa – mas Tagmar eramuito mais do que isso. E pensando bem, qual RPG de fantasia medieval não se inspirou em D&D?Só pela iniciativa pioneira e audaciosa (se hoje em dia o RPG é pouco conhecido, imaginem em 1991!), Tagmar já merecia orespeito que detém. Alem disso o cenário carregava uma série de elementos inovadores e uma ambientação rica, porém poucoexplorada. O sistema – como era moda nesses idos tempos – era um pouco complicado e dependente de tabelas, entretanto funcionava muito bem, e teve alguns de seus elementos, inclusive, tomados emprestados para outros sistemas que viriam a surgir (ouninguém percebeu a semelhança entre Pontos Heróicos e Energia Heróica?).Com essas qualidades e defeitos Tagmar sobreviveu por um longo tempo como um ótimo RPG. Mas os anos se passaram, novos jogos chegaram, as tendências mudaram, e o jogo acabou por cair num relativo esquecimento. Nenhuma edição revisada foilançada até que há pouco tempo, repetindo os gestos do passado, os autores tomaram uma iniciativa inovadora e uma decisãohistórica. Em 2004 com o advento (e sucesso) da licença D20 e a crescente qualidade dos cenários e sistemas de RPG gratuitos quecirculavam pela internet, os autores de Tagmar reuniram-se e resolveram liberar o cenário e o sistema para quem quisesseaproveitá-los ou reformulá-los em forma de netbooks (ou seja, sem comercialização). E os primeiros a tomarem iniciativa foram os próprios autores, que trataram de montar um grupo de aficionados interessados em criar uma nova edição de Tagmar. A proposta inicial era reformular o próprio sistema do Tagmar, deixá-lo mais fácil e fluido para se jogar. E aos poucos isso foi sendo feito. Foi durante essa fase de reelaboração que surgiu a idéia de adaptar o Tagmar para outros sistemas – e imagine qual foinossa surpresa quando o próprio Marcelo Rodrigues, um dos autores originais, nos convidou para iniciar uma adaptação docenário para o Sistema Daemon.Sendo outro grande nome do mercado RPGístico Brasileiro, o Sistema Daemon também carrega consigo uma história de sucesso – e unir esses dois pesos-pesados não seria uma tarefa nada fácil. Mas essa idéia caiu como uma luva: há pouco tempo oSistema Daemon também havia sido liberado para que os autores também pudessem criar jogos baseando-se em suas regras – e os fãs do sistema estavam órfãos de fantasia medieval clássica (e Arkanum foge à regra). Por outro lado, Daemon tem uma propostamais, digamos, realista e pé no chão que o sistema de Tagmar (talvez por ser genérico), então os fãs do cenário teriam mais umaopção de conjunto de regras para rolar suas aventuras. A proposta do Tagmar 2.1, como foi chamado, era a de ser uma opção barata e de qualidade para o RPGista Brasileiro – e foialcançado com maestria. Esperamos humildemente que o Tagmar Daemon também tenha alcançado um nível de qualidadecomparável ao do Tagmar 2, e que vocês jogadores gostem do que irão encontrar nas próximas páginas. Boa aventura a todos!Os autores
 
Introdução
O que é RPG?
Caso você já seja um RPGista veterano e já tenha participado de algumas aventuras (como mestre ou jogador), poderá pular essa parte. Caso não seja, recomendo que procure um grupo e participe como espectador de uma sessão para entender bem como funcionauma partida de RPG, quais elementos compõe o jogo e como ele se realiza. Para quem não tem acesso a um grupo (o que dificulta sóum pouco as coisas), cabe uma breve explicação.Provavelmente você já participou de um jogo de RPG, mas o chamava de polícia e ladrão, bandido e mocinha ou casinha. Nesses jogos de faz-de-conta, você assumia os papéis de outras pessoas – detetive e ladrão, índio e xerife ou mamãe e papai. Agindo efalando como eles o fariam, você interpretou uma história. Você estava participando de um jogo de interpretação.A interpretação é o elemento-chave do RPG, mas um RPG difere-se do faz-de-conta de algumas maneiras importantes. Em vezde correr pelo quintal ou pelo parque, você estará confortavelmente sentado à mesa com seus amigos, falando, anotando e rolandodados. E um juiz presidirá o jogo, do mesmo modo como um presidente comandaria uma reunião.Desta forma um jogo de interpretação é muito parecido com uma história em um livro ou uma peça de teatro. Em uma história(ou peça teatral) o autor escolhe um ambiente e as ações de todos os personagens. Em um RPG, o juiz (chamado de Mestre do Jogo,ou apenas Mestre) escolhe o ambiente, toma as decisões e determina as ações dos Personagens não Jogadores (Non PlayersCharacters, ou PdMs), estabelecendo assim as bases da aventura que se seguirá, da história a ser contada durante o jogo. Uma das pessoas do grupo deve ser escolhida para ser o Mestre (provavelmente será você mesmo, por estar aprendendo as regras primeiro)assim que começar a jogar. Os demais serão jogadores. Ambos os papéis são muito divertidos!Durante o jogo, cada jogador escolhe as ações do Personagem Jogador (Player Character, PC) que ele mesmo irá criar, seguindoas regras deste livro. Por exemplo, você poderia interpretar um Mago Meio - Elfo chamado Cloud, que está a procura de uma espadamágica roubada de sua família. Você assumiria o papel de Cloud, assim como Elija Wood interpretou o papel de Frodo Bolseiro nofilme O senhor dos Anéis ou como um grande ator shakespereano interpreta Macheth, o trágico rei escocês, no teatro.Você decide o que Cloud vai dizer e fala como se fosse ele. Você decide quando Cloud vai soltar uma magia e você diz aoMestre que magia será essa. As regras do jogo determinaram se a magia funcionou ou não.Como já foi dito, o Mestre escolhe as ações dos PdMs. Por exemplo, o Mestre interpretará o velho Guerreiro Gildor quando estePdM encontrar os PCs na estrada. Ele falará com os jogadores como se fosse Gildor e decidirá se o Guerreiro fica para dar conselhosou parte para cuidar de assuntos importantes em outro lugar!Resumindo, cada jogador assume o papel de seu personagem, tornando-o assim um PC (se a aventura fosse uma história, os PCsseriam os personagens principais), e o Mestre, além de conduzir o jogo, interpreta os PdMs (vilões, aliados, monstros, vítimas e todosos outros coadjuvantes da história). Um jogo de interpretação é a história viva que resulta da interação entre os personagens para criar uma aventura excitante, em constante mutação.A maioria dos jogos de RPG necessita de regras ou diretrizes para definir e controlar as realidades físicas do mundo onde asventuras se passam.Quando o Anão Bathar tenta acertar seu machado na cabeça de um orc, ele consegue? Se Cloud, o místico, faz um curativo no braço ferido de Salrissa, quanto tempo os cortes levam para sarar? Quando o Pequenino Snales se esconde atrás de um arbusto paraobservar uns tordos em seu ninho, o Elfo Fellwor é capaz de encontrá-lo?Um conjunto de regras assegura respostas consistentes a essas perguntas e semelhantes. Idealmente, tais regras dão conta damaioria das situações que aparecem em um jogo de RPG, sem prejudicar o sabor e dos detalhes da trama ou do ambiente do jogo.O Mestre e os Jogadores devem ter em mente que estas diretrizes são exatamente isso: diretrizes. Pretendem ajudar na criação ena condução de um jogo de interpretação da fantasia. O Mestre deve sentir-se a vontade para modificá-las, de modo que se adaptemàs suas próprias opiniões ou ao estilo de interpretação. Os jogadores devem saber que o Mestre é a autoridade máxima quando setrata de interpretar ou modificar as regras.Por outro lado, essas regras e as decisões do Mestre a respeito são os únicos guias que os jogadores têm em relação àscapacidades de seus personagens no ambiente de jogo. Assim, o Mestre deve ser coerente e justo em suas decisões, pois do contrárioos jogadores perderão a confiança necessária a um jogo de interpretação realmente divertido e satisfatório. Ninguém ganha e ninguém perde em um jogo de RPG. O único objetivo do jogo é contra uma boa história e se divertir com osamigos. Se o grupo todo se diverte, todos ganham.
O que é Tagmar?
 Nascido em 1991 com o honroso título de “1º RPG Brasileiro”, Tagmar; publicado então pela GSA, traz uma série de novidades(para os RPG dá época) sendo que a principal era ter tudo que um RPG precisava em um único livro; regras, ambientação, magias,criaturas e uma aventura pronta. Na época os RPG eram importados e necessitava-se ter vários livros para jogá-los. Devido a estascaracterísticas que incluíam novas idéias, como por exemplo, o inédito conceito da Energia Heróica; em pouco tempo, o Tagmar setornou um sucesso, reunindo um grande número de fãs.Este sucesso perdurou até quase os fim dos anos 90, quando em 1997 a editora GSA fechou. Sem uma editora para dar continuidade, o Tagmar ficou estagnado e com o passar do tempo, praticamente caiu no esquecimento.Em setembro de 2004, os autores do RPG Tagmar se reuniram, e em uma decisão histórica, decidiram liberar os direitoscomerciais do RPG, desde que não fosse para fins lucrativos ... Com esta resolução, um grupo de pessoas se reuniu e decidiu criar uma nova versão do Tagmar... Nascia assim o Projeto Tagmar 2.Hoje este projeto já rendeu maravilhosos frutos, que trouxeram o Tagmar novamente para o patamar de RPG do momento. Ogrupo de discussão acerca do novo sistema conta com mais de 300 participantes, e o jogo tem recebido novamente a atenção dos jogadores em convenções e encontros de RPG. A versão 2, totalmente jogável, está disponível no site do Tagmar 2, com todos oslivros necessários gratuitos para download.
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