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Os Gênios do Cristianismo [Henri Tincq]
 
Histórias de Profetas, de Pecadores e de SantosDesenhos de Philippe KailhenngradivaPÚBLICOTítulo original francês:
Les génies du christianismec
1999, by
Henri Tincq 
Tradução:
Público
Revisão do texto:
Público
Fotocomposição:
Gradiva
Impressão e acabamento:
Rolo ç Filhos, Artes Gráficas, L.da
ISBN 972-662-706-oReservados os direitos para Portugal por:
Gradiva -- Publicações, L.da
Rua Almeida e Sousa, 21, r/c, esq. -- 1399-041 Lisboa TeleLs.213974067/8 -- 213971357 -- 213953470Fax 213953471 -- Email: gradiva#âip.ptURL:http://www.gradiva.pt 1.a edição:
Dezembro de 1999
Depósito legal n.o 143 683/99
Exceptuando a apresentação, a cronologia e o léxico, que foram tradu-zidos especificamente para esta edição, a presente obra reproduz aversão publicada no jornal
Público
Veja o nosso site na Intemethttp://www.gradiva.pt 
 
os génios do cristianismoSem o erro de cálculo de um monge do século VI, Dionísio Exíguo, cu-jos trabalhos serviram para contar os anos a partir do nascimento deJesus Cristo, teríamos celebrado o ano 2000 em... 1994 ou 1996. Masestamos no ano 2000. O cristianismo não é a religião mais antiga domundo, mas entra no 3.o milénio da sua história.Nestes vinte séculos de história impõem-se grandes figuras ou sequên-cias. Henri Tincq seleccionou algumas para uma série publicada por
LeMonde
no Verão de 1999. Os «génios» são os homens e as mulheres quemarcaram estes 2000 anos de cristianismo: Jesus, mas também Paulo, A-gostinho, Francisco de Assis, Martinho Lutero, Bartolomeu de las Ca-sas, Teresa de Ávila, Inácio de Loyola, e contemporâneos, como MartinLuther King, Desmond Tutu ou Madre Teresa de Calcutá.
O Público,
que publicou a série em Portugal, acrescentou, com doistrabalhos elaborados por António Marujo, duas figuras portuguesas queadquiriram uma importância ímpar na história do cristianismo: Antóniode Lisboa tornou-se o santo católico mais conhecido em todo o mundo eo padre jesuíta António Vieira foi o primeiro a conseguir que os papassuspendessem o funcionamento da Inquisição por alguns anos.Esta história é feita de bons e maus «génios», como a «guerra santa»das cruzadas, a luta contra as heresias com a Inquisição, a resistên-cia de Roma às conquistas da liberdade e da modernidade.Num vaivém permanente entre o passado e o presente, apresentam-se de-bates que ainda hoje prosseguem: o lugar do pecado e da culpabilidade,o estatuto da verdade no cristianismo, a sua relação com o judaísmo ouo islão, a razão ou a ciência. Não se faz aqui uma história do cristi-anismo, mas contam-se algumas das mais marcantes histórias destes doismilénios cristãos. Histórias de loucos e pecadores, de profetas e desantos.,Henri Tincq é jornalista de
Le Monde,
onde éonde é responsável pela rubrica «religião« desde 1985 e preside à as-sociação francesa dos Jornalistas de informaçãoReligiosa.Ilustrações da capa: Jerónimo Bosh,
O Jardim das Delicias,
tríptico,pormenor do paraísoGiotto, s.
Francisco de Assis e os Passarinhos
Foto c AKG,
São Luís na VII Cruzada,
pormenorBacker Jacob A., S.
Paulo Escritor à minha esposa, Evelyne (1948-1998), que desapareceu precocemente
Ao ler-se a história da Igreja, ao estudar-se esse resíduo de históriapretensamente cristã -- tal como ao ler certos episódios da Biblia --,é possível coleccionar monstruosidades e ter dos homens da Igreja umarepresentação tão medonha que não podem senão ser repelidos com repug-nância! Mas a Igreja não é isso...MAURICE ZUNDELGenebra, 6 de Fevereiro de 1966
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