PONTE DE LIMA NA ROTA DAS GRANDES PROVASVELOCIPÉDICAS
Américo Amorim GonçalvesJoão Carlos Gonçalves
Não se pode afirmar que Ponte de Lima tenha grandes tradições velocipédicas.Desde a introdução do ciclismo em Portugal na década de oitenta do séc. XIX, por Herbert Dogge, um inglês radicado no Porto, rapidamente a bicicleta chegou a Ponte deLima e são conhecidas algumas tentativas para implementar o ciclismo nesta terra, masnão passaram de algumas corridas populares pelas estradas do concelho. Em 1953, coma fundação da Associação Desportiva “Os Limianos”, julgava-se que o ciclismo seriauma das modalidades a implementar no novo clube mas, no entanto, apenas o futebolvingou. Pelo conhecimento, relatos e registos que possuímos, nunca no concelho existiuqualquer clube dedicado ao ciclismo, aparecendo apenas mais recentemente, em 1999, o“Batotas – Clube de Desportos Radicais de Ponte de Lima”, que centrou a suaactividade no BTT, a variante todo-o-terreno do ciclismo. No entanto, o concelho dePonte de Lima foi ponto de passagem de algumas provas do calendário nacional e foimesmo destino final ou ponto de partida de etapas de duas das mais prestigiadascompetições do ciclismo português, a Volta a Portugal e o Grande Prémio Jornal de Notícias. Foram três, os momentos altos para os limianos, que assistiram à chegada ou à partida destas grandes competições, contactando de perto com uma das modalidadesmais populares em Portugal e com os melhores ciclistas portugueses. Foram também asúnicas ocasiões que tiveram para o fazer pois nunca antes nem depois a caravana, aanimação e o aparato do ciclismo se instalaram de armas e bagagens em Ponte de Lima.Podemos então afirmar que 1985, 1986 e 1987 foram anos dourados para os amanteslimianos do ciclismo. Em 1985 com o final de uma etapa do Grande Prémio JN, 1986 – cumprem-se agora vinte anos – também com a passagem da caravana do Grande PrémioJN e o final de uma etapa da Volta a Portugal, a prova rainha do calendário velocipédico português, 1987 com as grandes decisões do Grande Prémio JN, consubstanciadas numfinal de etapa, um contra-relógio, e a partida da etapa final.A 22 de Junho de 1985, um sábado, decorreu a quarta etapa do 7º Grande PrémioJornal de Notícias, entre Chaves e Ponte de Lima, numa distância de 162 quilómetros. Ovencedor foi Carlos Santos, da equipa Sporting/Raposeira, que bateu ao sprint AntónioFernandes da Bombarralense/CASE e Manuel Cunha da Lousa/Trinaranjus/Akai/Altis,na meta instalada na Avenida António Feijó. A chegada era complicada, a subir depois
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