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PRESBITERIANO
Abril de 2004Ano 45 / Nº 595 - R$ 1,80
Órgão Oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil
Página 9
Pastores presbiterianos falamsobre filme
APaixão de Cristo 
Páginas 10 e 11
Igreja Presbiteriana do Brasilatua no Oeste Baiano
Página 12
Congregações crescemem São Paulo
Wilson Camargo
Página 8
DivulgaçãoDivulgação/AEPaulo César Nunes dos Santos
IPB cresce 13,4% em 2003
Comissão Executiva do SupremoConcílio se reúne de 15 a 19 de março
 
Brasil PRESBITERIANO
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Abril de 2004
Pb.Gunnar Bedicks Jr.– PresidentePb.Gilson Alberto Novaes - SecretárioRev.Alcides Martins Jr.– TitularPb.José Augusto Pereira Brito – TitularRev.Carlos Veiga Feitosa – TitularRev.André Mello – TitularPb.Sílvio Ferreira Jr.– TitularPb.Alberto Jones – Diretor Administrativo-financeiroPb.Euclides de Oliveira – Diretor de Produção e Programação
 Assinaturas Expedição
Luz para o Caminho0(XX)19 3741 30000800 119 105brasilpresbiteriano@lpc.org.brRua Antônio Zingra nº 151,Jardim IV CentenárioCEP13070-192
Edição:
Letícia Ferreira
DRT/PR:
4225/17/65
E-maill:
editorbp@rpc.ipb.org.br
Reportagem:
Letícia Ferreira, LucileneNascimento (e-mail:lu@rpc.ipb.org.br) eGustavo Brigatto (e-mail:gustavo@rpc.ipb.org.br)
Diagramação:
Aristides Neto
Revisão:
Douglas Moura Ferreira
EXPEDIENTE
AIPde Cerio Lange (AM), doPresbitério de Tatui, nomeou um novoagente do
Brasil Presbiteriano 
, o pb.Camilo de Lelis Machado. Esperamosque, com sua nova sede em São Paulo,o nosso jornal chegue em dia e pontual-mente em seu destino. Faremos o pos-sível para que a Igreja volte a assinaresse importante órgão de informaçãoda Igreja Presbiteriana do Brasil. Páginada nossa Igreja: www.ipblange.com.br etambém a do Presbitério de Tatui:www.presbtatui.com.br.
Rev. Gérson Trevisan
É com muita alegria e prazer queescrevemos aos queridos irmãos cujoexemplo de dedicação e competênciahá muito tem nos fascinado. O jornal
Brasil Presbiteriano 
é uma voz que levao evangelho do Senhor Jesus Cristo atodo o Brasil, é um jornal que permite aopovo evangélico brasileiro ficar atualiza-do com acontecimentos ligados à fé,dentro do mundo presbiteriano, um jor-nal que nos conduz a uma reflexão danossa teologia, um jornal missionário,que possui raízes profundas na históriada Igreja, um jornal que edifica a Igrejae glorifica a Deus.
Conselho da Primeira IgrejaPresbiteriana de Juiz de Fora (MG)
Não entendi a relação da notícia da pg.18 (BPFevereiro 2004) sobre o lança-mento de CD por banda da IPI, de esti-lo
pop rock 
, com a seção que tem comotema
Mundo Reformado 
. Surgem para
RPC
Rede Presbiterianade Comunicação
Seu recado
mim algumas perguntas: considerandoo caminho que tem sido trilhado, infeliz-mente pela IPI, ela pode ser considera-da uma Igreja Reformada? O uso debandas, além do estilo
pop rock 
, écaracterístico do Mundo Reformado?Seria esta a concepção que temos doque é ser reformado? Se for esta a con-cepção que se tem do que é ser refor-mado, isto é diferente do que aprendiacerca de ser reformado.
Rev. Valdemar, pastor presbiteriano
Quero parabenizá-los pelo novo visualdo BPbem como pela qualidade dasmatérias que têm sido publicadas.
Rev. Wander de Lara Proença, doParaná
Nosso jornal BPperdeu a identidadevisual de jornal presbiteriano. Aprimei-ra edição deste ano sequer apresentavaa logomarca da IPB na primeira página- o que foi timidamente corrigido na edi-ção seguinte. Também não compreendio propósito das cores azul e vermelhano jornal. O verde fica mais original.
Rev. Darly, presidente do SínodoEspírito Santo/Rio de Janeiro
Em primeiro lugar, quero parabenizá-los pelas melhorias constantes no BP.Muito apropriado o artigo do rev. CelsinoGama
Plagio, fraude ou fraqueza 
(BPfevereiro 2004). Infelizmente esta é umatriste realidade.
Rev. Paulo Roberto Muniz Gomes,de Olinda-PE
AComissão Executiva do Supremo Concílio esteve reu-nida, de 15 a 19 de março, no Instituto PresbiterianoMackenzie, em São Paulo, para sua 36ª reunião ordinária.Foi um encontro tranqüilo, de paz e, segundo o rev.Roberto Brasileiro, presidente do SC-IPB, em que reinoua harmonia e a lealdade. Inúmeros assuntos foram discuti-dos por todos os presidentes de sínodos que estiveram pre-sentes ou representados (exceto um), organizando os des-tinos da IPB.Dados divulgados que muito alegraram a todos foram ocrescimento da IPB em 2003 e o crescimento de sua arre-cadação. Outra notícia importante são as duas emendasconstitucionais aprovadas, que passam a vigorar a partirda reunião do SC em 2006. Você confere todas essas infor-mações na página 8.Continuando a série de reportagens sobre o OesteBaiano, nesta edição apresentamos ao leitor, nas páginas10 e 11, a cidade de Lapão, que tem uma praça presbite-riana e na qual a atuação da IPB faz diferença.Março foi marcado pela polêmica causada pelo filme
 APaixão de Cristo
, lançado no Brasil no dia 19 e dirigido eproduzido por Mel Gibson. Violência, anti-semitismo eoutras questões foram bastante debatidas. Um advogadopaulistano chegou a entrar com um pedido, no MinistérioPúblico, para que o filme fosse proibido no Brasil ou que,pelo menos, a idade mínima com permissão para assisti-loaumentasse de 14 para 18 anos. Nenhum de seus intentosfoi bem sucedido e o filme vem lotando salas de cinemaem todo o Brasil, como foi nos Estados Unidos. E os pres-biterianos, o que dizem disso? Saiba, na página 9, o quedois pastores têm a dizer sobre o assunto.Não é só o sertão da Bahia que tem presbiterianos traba-lhando com desenvolvimento social e pregação daPalavra. Em Pernambuco, na cidade de Exu (página 19), eno Pará, em Oriximiná (página 7), a presença da IPB tam-bém tem sido marcante.Você sabia que o Sul Brasileiro, falado no País por suaqualidade de vida, é uma das regiões brasileiras maiscarentes do evangelho? Em Uruguaiana, no Rio grande doSul, missionários estão falando de Jesus e trabalhandopara que a região venha a conhecer a Palavra de Deus.Saiba como na página 14.Boa leitura e até a próxima edição!
Palavra da Redação
Conselho Editorial:
Rev.Alderi Souza de MatosRev.Celsino GamaRev.Cláudio MarraPb.Gilson Alberto NovaesRev.Silas de Campos
Brasil PRESBITERIANO
Ano 45, nº 593 – Fevereiro de 2004
Rua Maria Antônia 139, 2º andar, CEP 01239-902, São Paulo – SPTelefone:0(XX)11 3255 7269E-mail:editorbp@rpc.ipb.org.br
Órgão Oficial da
Secretaria de Atendimento ao Assinante:(19) 3741 3000
Impressão:
Folhagráficawww.ipb.org.br
Uma publicação da
 
ra, destruídos osfundamentos, quepoderá fazer o justo?” (Sl 11.3).Esta passagem nos ensina anecessidade de fundamentospara podermos praticar e viver a justiça. Assistimos hoje ao avan-ço em nossa cultura de umamentalidade cuja característica éa demolição dos fundamentos dasociedade ocidental cristã, comoa conhecemos. Esta mentalidadeé chamada por muitos estudiososde pós-modernidade. O primeirofundamento que a pós-moderni-dade procura destruir é a existên-cia de verdades absolutas e uni-versais. Ela afirma que a verdadeé relativa e depende do contextosocial e cultural em que as pes-soas vivem. O segundo funda-mento é o da racionalidade. Amentalidade pós-moderna rejeitao ideal do pensamento modernosegundo o qual a verdade podeser alcançada através da análiseracional, bem como a validadede dogmas e de definições exa-tas.O terceiro fundamento é o daanálise crítica. Na mentalidadepluralista e inclusivista, a opi-nião e as convicções de todostêm de ser respeitadas e nãopodem ser criticadas e refutadas, já que não existem conceitosabsolutos na área de religião e demoral. Por fim, o fundamento docerto e do errado. Com o aban-dono das verdades absolutas, nãohá parâmetros objetivos a seremseguidos. O parâmetro passa sero sentimento, a experiência.Após-modernidade pode inti-midar os cristãos e tentá-los a seretirar do campo da batalha.Porém, examinada mais deperto, a mentalidade pós-moder-na exibe várias inconsistênciasque podem ser usadas pelos cris-tãos na hora do diálogo com pes-soas que abraçaram esta visão demundo.Primeiro, há a inconsistênciaacadêmica. Pós-modernos escre-vem textos acadêmicos parademonstrar que textos não têmsentido algum! Segundo, há ainconsistência de valores. Pós-modernos negam a existência deverdades universais e absolutas.Entretanto, defendem um axio-ma que consideram absoluto euniversal: "não existem verdadesabsolutas"! Terceiro, pós-moder-nos defendem o conceito de tole-rância, como total complacênciapara com o pensamento deoutros quanto à política, ao sexo,à religião, à raça, ao gênero, aosvalores morais e atitudes pes-soais. Entretanto, são bastanteintolerantes para com aquelesque insistem em se apegar a con-ceitos e valores definidos e obje-tivos.Por fim, é comum vermos pós-modernistas negando a verdadeabsoluta e, ao mesmo tempo,lutando pelos "direitos huma-nos" ou pelo estabelecimento da"justiça", ou em favor da ecolo-gia, especialmente nos países doterceiro mundo.O Cristianismo bíblico ofereceos fundamentos necessários paraque se pratique a justiça.Mediante a revelação bíblica,podemos saber que existe ummundo objetivo lá fora regidopor leis e princípios, o que nospermite coerentemente defendera justiça e proclamar a verdadedo Evangelho de Cristo.
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ergunta: É proibidolevantaras os ebaterpalmas em nossasigrejas? ABíblia nãofala nada contra.Resposta:
Alegítima tradiçãodo presbiterianismo evita trans-formar a vida cristã numa sériede regras "pode-não-pode". Oque se espera é que cada pessoaabsorva os grandes princípios daEscritura, princípios como os doamor, da fé, da santidade pessoal,da fidelidade, os quais habilitamo cristão a agir ou reagir adequa-damente nas diversas situações.Um resumo concreto e objetivodeles se encontra nos DezMandamentos dados por Deus(Ex 20 e Dt 5).Espero, entretanto, que as con-siderações abaixo sejam úteis:(1) Não haver na Bíblia umaproibição explícita não é critériopara definir se esta ou aquela prá-tica é válida, benéfica e recomen-dável. Por exemplo, a Bíblia nãoproíbe fumar. Mas até a ciênciahoje condena essa prática.(2) Tudo é lícito, mas nem tudoconvém: "Todas as cousas mesão lícitas, mas nem todas con-vêm. Todas as cousas me são líci-tas, mas eu não me deixareidominar por nenhuma delas...Todas são lícitas, mas nem todasedificam" (1 Co 6.12; 10.23).(3) Se uma prática (nova ounão) tende a causar divisão ou aabalar a unidade do corpo deCristo, por amor aos outros, poramor à unidade e por amor aCristo, desista dela "Ninguémbusque o seu próprio interesse esim o de outrem... Não vos tor-neis causa de tropeço... para aigreja de Deus, assim como tam-bém eu procuro, em tudo, seragradável a todos [não a mim oua um grupo], não buscando omeu próprio interesse, mas o demuitos, para que sejam salvos" (1Co 10.24,32,33).(4) As manifestações espirituaisdevem estar subordinadas aosprincípios de respeito mútuo,ordem e decência: "Os espíritosdos profetas estão sujeitos aospróprios profetas; porque Deusnão é de confusão e sim de paz...Tudo, porém, seja feito comdecência e ordem" (1 Co14.32,33,40).(5) Faça autocrítica examinan-do os seus motivos pessoais. Nãose deixe levar pela moda, pelaonda, ou por qualquer motivoque não procure a glória de Deuse a edificação da igreja:"Portanto, quer comais, querbebais ou façais outra cousaqualquer, fazei tudo para a glóriade Deus... com vistas ao aperfei-çoamento dos santos para odesempenho do seu serviço, paraa edificação do corpo de Cristo...seguindo a verdade em amor,cresçamos em tudo naquele queé a cabeça, Cristo" (1 Co 10.31;Ef 4.12,15).(6) Manifestações como levan-tar as mãos, bater palmas etc.durante o culto, onde ocorrerem ese ocorrerem, devem ser espontâ-neas, não comandadas por diri-gentes. E não devem repetir-sefreqüentemente. Tudo o que serepete freqüentemente vira hábi-to mecânico.(7) Pode-se encontrar ou forjarmuitas explicações para o quevou dizer, mas é fato concretoque, das igrejas mencionadas noNovo Testamento, a que maisdesordem, confusão, facções ecorrupção moral demonstrou foia igreja que se orgulhava dosseus dons espirituais: Corinto.Ver, por exemplo, 1 Co 3.1-4;4.6-8,18; 5.1,2; 6.1-8; 11.17-22.(8) Agitação, movimentos,som, não são sinônimos de vida.Se a nossa comunhão com Deusem Cristo é real, até no silênciohá vida. Ver, por exemplo, Êx14.13; 1 Rs 19.9-13; Jó 4.16,17;Sl 46.10; Am 5.12-14; Ap 8.1.(9) Entre os componentes dofruto do Espírito estão a paz e odomínio próprio – nada condi-zentes com agitação: Gl 5.23. —E a verdadeira espiritualidadenão é demonstrada por dons (Mt7.22,23), mas pelo fruto doEspírito (Gl 5.22,23).(10) Deus procura adoradoresque O adorem em espírito e emverdade. "Deus é espírito; eimporta que os seus adoradores oadorem em Espírito e em verda-de" (Jo 4.23,24).
“O
OpiniãoConsultório Bíblico
P
O rev. Odayr Olivetti éministro jubilado da IPB,foi pastor de várias igrejase professor de TeologiaSistemática no SeminárioPresbiteriano deCampinas, São Paulo. Éautor e tradutor de inúme-ras obras cristãs.Envie-nos perguntas parao Consultório Bíblico:editorbp@rpc.ipb.org.br
Odayr Olivetti
Fundamentos para viver a justiçaPalmas e levantar as mãos
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