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REGAÇÃO
 
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OMPROMETIMENTO
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A Pregação e o Perigo doComprometimento
Kenneth A. Macrae
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o considerar este assunto bas-tante prático, penso que um estudosobre o apóstolo Paulo como o pre-gador ideal, observando especi-almente seus métodos e princípios,nos será proveitoso. Em Gálatas 1, podemos obter certos princípios queinfluenciaram o apóstolo neste assun-to. Dois princípios são revelados, emespecial, nesse capítulo. O primeiroé a maneira como Paulo enfatiza ocuidado que devemos ter ao expor averdade, tal como ela é apresentadana Palavra. Quando pregamos, pre-cisamos ser cuidadosos para falarexatamente o que está registrado naPalavra de Deus. O segundo princí- pio enunciado aqui refere-se à atitudeque devemos adotar para com aque-les que proclamam outro evangelho.Ao invés de encorajá-los, devemosevitá-los como pessoas sobre quemrepousa a maldição do Senhor. A lin-guagem que Paulo utilizou nesta passagem é bastante severa. Ele dis-se que, se ele mesmo voltasse atrás e pregasse um evangelho diferente da-quele que já havia anunciado, deveriaser
anátema
. Mesmo se um anjo vi-esse dos céus e pregasse
outroevangelho
, os crentes da Galácia nãodeveriam receber esse evangelho.É óbvio que hoje Paulo seria vis-to como um extremista, pois vi-vemos numa época em que não hálugar para homens assim. Mas nãodesejamos chamá-lo de extremista.Podemos descrevê-lo como um ho-mem sem rodeios; e isto é o que nossaépoca necessita, mais do que qual-quer outra coisa, homens que sejamfrancos em proclamar o evangelho,tal como ele foi entregue aos apósto-los, pelo Espírito do Senhor, em sua própria Palavra.Primeiramente, vejamos o queestá implícito quando usamos a ex- pressão comprometimento na pre-gação. Nisso, há dois fatores envol-vidos. O primeiro é que existe umanorma ou um padrão que tem de ser preservado puro e completo. O ou-
 
Fé para Hoje
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tro fator implícito é que existe um poder ou uma influência contrária.Comprometer a pregação significaconceder tanto à influência ou ao poder contrário, a fim de que nosso ponto de vista ou nossa mensagem possa ser abraçada por aqueles quedefendem o outro ponto de vista. É uma espécie de barganha. Isto é algomuito proeminente na vida contem- porânea. Aonde quer que você vá,sempre encontra homens barga-nhando, a fim de que outros aceitemo que eles têm a dizer.Isso existe em escala internacio-nal. Estadistas se reúnem, porexemplo, de tempos em tempos, emdiferentes partes do mundo; e, emtodas as suas reuniões barganham naesperança de fazerem certas conces-sões, para cada lado, de modo a al-cançarem algo que satisfará ambos oslados. Quando pensamos no relacio-namento entre patrões e empregados,encontramos a mesma coisa. E noâmbito eclesiástico isso é ainda mais prevalecente. Para que haja uniãoentre as igrejas, espera-se que umasfaçam concessõesa outras.Expressando-o de forma maisclara e simples,comprometer sig-nifica dizer: Sevocê me der doiscentavos, eu lhedou um centavo,e ficamos quites.Esse é o princípio que norteia o com- prometimento; e a sabedoria dessemundo o aprova, dizendo: Meio pãoé melhor do que pão nenhum. Sevocê se mantiver firme em seus prin-cípios e recusar abrir mão de qual-quer coisa, a outra pessoa será tãoteimosa quanto você. Aonde vocêchegará? A lugar nenhum. Mas a sa-bedoria dos céus afirma algo di-ferente: Ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu pregue evan-gelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.Quanto à pregação do evangelho,nossa norma ou padrão é aquilo queestá declarado na Palavra de Deus,e, ao proclamarmos essa mensagem,nos defrontamos com muitas teoriascontrárias propostas em nome do mes-mo evangelho. É exatamente nissoque está o perigo. Os pregadores pre-cisam ser cuidadosos em declarar todoconselho de Deus. Ao pregar o evan-gelho, precisamos ter o cuidado de pregar cada aspecto do evangelho.Não temos o direito de ignorar qual-quer parte do conselho de Deus. Jáouvi alguém dizer: Ah! eu creio nadoutrina da eleição, mas não a pro-clamo. Nenhum homem que, emnome do evangelho, anuncia a Pala-vra de Deus, tem o direito de reterqualquer parte daPalavra e dizer:Eu creio nisso,mas não o ensino, porque as pessoasnão estão prepara-das para aceitá-lo. Deus sabemelhor do quenós. A doutrinada eleição está emsua Palavra para ser anunciada poraqueles que proclamam essa Palavra.Temos de pregar todo o conselho deDeus, e não deve haver qualquer mo-dificação nessa mensagem. Ele requer
 Ao proclamarmos essamensagem [o evangelho],nos defrontamos commuitas teorias contrárias propostas em nome domesmo evangelho.
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que mantenhamos o padrão da Pala-vra que nos foi entregue
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Mantémo padrão das sãs palavras (2 Tm1.13).Consideremos, em segundo lu-gar, como podemos comprometer oevangelho. Entretanto, antes de tra-tarmos deste assunto, permitam-medizer que, como pregadores do e-vangelho, preci-samos usar o bomsenso. Não há qual-quer ocasião parasermos desneces-sariamente ofen-sivos. Alguns pre-gadores são des-cuidados na abor-dagem que utilizam. Parecem estardizendo a coisa errada. Como prega-dores, é provável que acabemosofendendo alguém, e não somos ca- pazes de impedi-lo. A fidelidade tal-vez exija isso, mas quero dizer quenão devemos ser desnecessariamen-te ofensivos. Precisamos cuidar paranão demonstrarmos preconceito; poisse despertamos preconceitos em nos-sos ouvintes, isso fechará a porta desuas mentes àquilo que temos a di-zer-lhes. Precisamos cuidar também para não fatigar nossos ouvintes. Háalguns pregadores que têm dificulda-de em saber quando parar. Lem-bro-me de nosso velho diretorMcCulloch, de Glasgow, que costu-mava falar com freqüência acercadaquele dom fatal da fluência.Temos de usar nosso bom senso. En-tretanto, no momento em que nosdeparamos com outro evangelho, não podemos nos demorar pensando emevitar a ofensa. Temos uma batalhaa travar em nome de nosso Senhor.De que maneira estamos sujeitosao comprometimento? Podemos com- prometer o evangelho ao procuraragradar nossos ouvintes. Gostamos deagradar as pessoas; isso é bastantenatural. Ficamos felizes quando as pessoas dizem que apreciam nossamensagem. Exis-te, portanto, o pe-rigo de irmos lon-ge demais ao pro-curarmos agradarnossos ouvintes.Talvez cheguemosao ponto de nosafastarmos da ver-dade. Outra ma-neira de nos com- prometermos é pregar apenas um as- pecto do evangelho. Existem doisaspectos no evangelho: um é magní-fico, o outro, tenebroso. As pessoasnaturalmente gostam de ouvir sobreo aspecto magnífico do evangelho;gostam de ouvir sobre o amor deDeus, o poder de Cristo para salvar,as coisas que aguardam aqueles quese entregaram ao Senhor, a plenitu-de das promessas e assim por diante.Nós gostamos muito de ouvir essascoisas, mas não podemos negligen-ciar o outro aspecto do evangelho,onde existem as sombras. Temos delidar com o pecado, revelando-o emsua triste realidade bíblica, como umaofensa indizível à santa lei de Deus.Precisamos abordar as conseqüênci-as da negligência ou da rejeição doevangelho, por parte de nossos ou-vintes. Essas coisas não podem serescondidas. Se pregarmos apenas umaspecto do evangelho, somos culpa-dos de comprometimento.
 A primeira coisanecessária na apresen-tação do evangelho é mostrar aos homenssua necessidade como pecadores.
CC
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