MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania eAmbiente
Processos de contra-ordenação
Em resultado de uma inspecção pela Inspecção-geral do Ambiente realizada a 20 deSetembro de 2002 foi instaurado o processo de contra-ordenação n.º CO/000214/03,tendo a RESIOESTE de pagar uma coima no valor de 3 mil euros por incumprimento daLicença Ambiental (Decreto-Lei n.º 194/2000) mais 100 euros para pagamento decustas. Os motivos do incumprimento foram: falta de monitorização das águassuperficiais, monitorização incompleta das águas subterrâneas, falta de monitorizaçãodas emissões referentes ao registo Europeu de Emissões Poluentes, a não minimizaçãode odores e poeiras, falta de entrega do “Plano de Desempenho Ambiental”. E ainda,uma coima por falta de licenciamento de um depósito superficial de gasóleo comcapacidade para 20.000 litros.Encontra-se em fase de instrução um processo de contra-ordenação pela CCDR-LVT(ex-DRAOT-LVT) contra a RESIOESTE na sequência do derrame ocorrido a 17 deJulho de 2002.
Licença Ambiental
Foi concedida à Resioeste, a 20/9/2001, a Licença Ambiental
LA n.º 1/2001
, ao abrigodo Dec-lei n.º 194/2000, de 21 de Agosto, sendo a empresa obriga nomeadamente àelaboração anual de um Relatório Ambiental Anual (RAA).Através da consulta do RAA de 2002 foi possível constatar o incumprimento das váriascondições fixadas na Licença Ambiental, das quais destacamos as seguintes:-Ausência da monitorização das emissões para a atmosfera, que deveria ser mensal.-Falta de monitorização das águas subterrâneas a S-SW do aterro, essamonitorização deveria ser em pelo menos 3 captações e trimestralmente.-Devido ao colapso dos furos de monitorização e ao reduzido tamanho dastubagens instaladas nos piezómetros, também não foi possível àmonitorização das águas subterrâneas nesses locais. No RAA 2003 e 2004 destaca-se a falta de monitorização das águas subterrâneas a S-SW do aterro, sob a alegação da inexistência de captações. O que consideramos falso, pois existem algumas povoações nessa orientação e em todas há poços e furos. Mesmoque fosse verdade seria necessário instalar piezómetros, por exemplo, para que fosse possível esta monitorização.Em 2005, a monitorização em 3 captações a S-SW do aterro, para monitorização doSistema Aquífero de Torres Vedras, deixou de ser exigida, e passou a ser considerada a
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