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MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania eAmbiente
MEMORANDO
Funcionamento do ASO
O Aterro Sanitário do Oeste (ASO) foi inaugurado em Novembro de 2001. Serve uma população de 380 658 habitantes (Censos 2001) e uma área de 2 749 Km2. O seuvolume total de encaixe é de 3 316 923 m3.O impacto do aterro sobre as populações começou a fazer-se sentir desde o início doseu funcionamento, através da emissão de maus cheiros, que tem vindo a intensificar-se.Foram cometidos erros graves de gestão, assim como foram evidenciados erros deconcepção e construção do sistema, nomeadamente a falta de capacidade da ETAL,falta de drenagem adequada das águas pluviais do alolo em explorão,monitorização incompleta das águas subterrâneas (devido ao colapso dos furos demonitorização após a sua construção, ao diâmetro reduzido das tubagens instaladas nos piezómetros), etc..Em virtude a situação caótica que o aterro atingiu em apenas 1 ano de exploração,motivou o encerramento temporário durante dois dias pelo então Ministro do Ambiente – Isaltino Morais, em Dezembro de 2002.
Derrames para o meio hídrico
Ao nível do impacto sobre os recursos hídricos foram registados vários derrames delixiviados para o meio hídrico, concretamente para uma linha de água afluente da Valada Amieira (afluente do rio Real, que desagua na Lagoa de Óbidos):- 17/7/2002 - Ainda desconhecemos os resultados das análises efectuadas,apesar de requerido à CCDR-LVT (ex-DRAOT-LVT), que alegou encontrar-se adecorrer a instrução do processo de Conta-ordenação;- 15/12/2002 - Procedemos à colheita de amostras enviadas para os EstadosUnidos da América onde foram analisadas na A & L GREAT LAKESLABORATORIES, INC”;- 17/4/2004 - Derrame significativo que deverá ter ocorrido durante a noite de6ª-feira, dia 16, para sábado, dia 17 de Abril;- 11/10/2004;- 7/11/2004.
Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2 - 2550-069 VILAR CDVNIF: 506 138 046 tel. / fax: (+351) 262 771 060 e-mail:mpicambiente@gmail.com Site: http:// mpica.info
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MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania eAmbiente
Processos de contra-ordenação
Em resultado de uma inspecção pela Inspecção-geral do Ambiente realizada a 20 deSetembro de 2002 foi instaurado o processo de contra-ordenação n.º CO/000214/03,tendo a RESIOESTE de pagar uma coima no valor de 3 mil euros por incumprimento daLicença Ambiental (Decreto-Lei n.º 194/2000) mais 100 euros para pagamento decustas. Os motivos do incumprimento foram: falta de monitorização das águassuperficiais, monitorização incompleta das águas subterrâneas, falta de monitorizaçãodas emissões referentes ao registo Europeu de Emissões Poluentes, a não minimizaçãode odores e poeiras, falta de entrega do “Plano de Desempenho Ambiental”. E ainda,uma coima por falta de licenciamento de um depósito superficial de gasóleo comcapacidade para 20.000 litros.Encontra-se em fase de instrução um processo de contra-ordenação pela CCDR-LVT(ex-DRAOT-LVT) contra a RESIOESTE na sequência do derrame ocorrido a 17 deJulho de 2002.
Licença Ambiental
Foi concedida à Resioeste, a 20/9/2001, a Licença Ambiental
LA n.º 1/2001
, ao abrigodo Dec-lei n.º 194/2000, de 21 de Agosto, sendo a empresa obriga nomeadamente àelaboração anual de um Relatório Ambiental Anual (RAA).Através da consulta do RAA de 2002 foi possível constatar o incumprimento das váriascondições fixadas na Licença Ambiental, das quais destacamos as seguintes:-Ausência da monitorização das emissões para a atmosfera, que deveria ser mensal.-Falta de monitorização das águas subterneas a S-SW do aterro, essamonitorização deveria ser em pelo menos 3 captações e trimestralmente.-Devido ao colapso dos furos de monitorização e ao reduzido tamanho dastubagens instaladas nos piezómetros, também o foi possível àmonitorização das águas subterrâneas nesses locais. No RAA 2003 e 2004 destaca-se a falta de monitorização das águas subterrâneas a S-SW do aterro, sob a alegação da inexistência de captações. O que consideramos falso, pois existem algumas povoações nessa orientação e em todas há poços e furos. Mesmoque fosse verdade seria necessário instalar piezómetros, por exemplo, para que fosse possível esta monitorização.Em 2005, a monitorização em 3 captações a S-SW do aterro, para monitorização doSistema Aquífero de Torres Vedras, deixou de ser exigida, e passou a ser considerada a
Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2 - 2550-069 VILAR CDVNIF: 506 138 046 tel. / fax: (+351) 262 771 060 e-mail:mpicambiente@gmail.com Site:http:// mpica.info
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MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania eAmbiente
monitorização do furo para abastecimento do próprio aterro, que já era monitorizadouma vez que a sua água se destina a consumo humano, para efeitos dessamonitorização, nos termos da nova licença ambiental, a
LA n.º 1A.1/2001
, que entrouem vigor em Setembro de 2005. Perante este facto, o MPI denunciou e apresentou a suadiscordância à Comissão Europeia.
Comissão de acompanhamento (CA)
Apesar da constituão de uma comissão de acompanhamento do sistemamultimunicipal de gestão dos RSU do Oeste ser uma reivindicação das populaçõesdesde 1999, e apesar de se terem dado alguns passos para a sua constituição, tendohavido algumas reuniões com a AMO e terem sido indicadas algumas entidades para asua composição, só em 2003 foram nomeadas pelo Secretário de Estado do Ambiente,Dr. José Eduardo Martins, 5 pessoas do concelho de Cadaval, das quais 3 foramindicadas pela Câmara Municipal do Cadaval e 2 pela Junta de Freguesia do Vilar,tendo a sua actividade iniciado formalmente em Outubro desse ano através daassinatura de um protocolo.
Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2 - 2550-069 VILAR CDVNIF: 506 138 046 tel. / fax: (+351) 262 771 060 e-mail:mpicambiente@gmail.com Site:http:// mpica.info
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