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Religião espiritual_SPURGEON

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05/11/2014

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Cap 02 - Religião espiritual
Pr C H Spurgeon
O Espírito é o que vivifica;a carne para nada aproveita (João 6: 63)
Para um leitor desavisado parecerá que o sentido dessa passagem está à superfície,mas quem estudou o capítulo verá que a sentença está repleta de dificuldades quanto a suainterpretação. Todavia, não tomarei o tempo de vocês entrando numa discussão crítica dotexto; tentarei dar-lhes o que penso que o Espírito tinha em mente quando Jesus pronunciouesta frase. Depois voltarei para o sentido que acho que seria dado por alguém que nãoestuda muito a bíblia. Se eu estiver certo, mesmo que seja esta a verdade da passagem, ireidemorar-me um pouco nisto.“O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita”. Acho que no mundointeiro não há quem consiga formar uma idéia inteligente do que seja um espírito. É muitofácil definir um espírito dizendo o que ele não é, mas eu duvido que existe alguém que possa formar uma idéia do que ele é. Às vezes falamos sobre ver um espírito; pessoasignorantes dos tempos idos, ou aldeões do tempo de hoje, dizem que viram espírito à noite.Eles deviam saber que estão se contradizendo. Coisas materiais podem ser vistas, mas umespírito, mesmo se se vestisse com alguma substância. O espírito é algo que não pode ser tocado, visto, cheirado ou percebido de outra forma pelos sentidos; se fosse, isso seria a prova de que não era um espírito, mas algo material. Dividimos todas as coisas em matériae espírito, e tudo o que pode ser reconhecido pelos sentidos é matéria, você pode ter certeza. Um espírito é sutil demais para ser visto ou ser percebido por algum outro sentido.Por isso digo que não existe ninguém em nosso estado mortal que poderá definir o que éum espírito, só pode dizer o que não é.Existe um lugar onde os espíritos habitam sem corpo: é certo que no mundo futuro,no estado que se interpõe entre a morte dos santos e o dia da ressurreição, eles permanecemdiante do trono de Deus sem corpo --- espíritos puros sem nenhum corpo. Pode ser que osanjos tenham algum tipo de corpo; não poderíamos imaginar o que seria o que são os anjosse eles não tivessem alguma forma ou aparência, mas é bastante certo que os santos diantedo trono não têm nenhuma forma ou rosto. São espíritos puros, cuja substância nãoconseguimos imaginar; são sem mácula e sem matéria. Na terra você não vai encontrar umespírito puro. Todos nós somos espíritos dentro de um corpo e, de alguma forma, pelo fatode que alma e espírito são sempre encontrados em corpos, confundimos corpos e espíritos.Entretanto, devemos sempre estar cientes que corpos e espíritos são distintos; mesmo queDeus não tenha feito nenhum espírito sem uma casa onde morar, uma casa chamada corpo,este não é o espírito. “o espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita”.Você vai concordar facilmente comigo que ninguém sabe dizer onde no corpohumano está a vida. Em vão um cirurgião coloca um cadáver sobre a mesa e o disseca; elenão vai encontrar a vida nem no cérebro nem no coração. Ele pode cortar o corpo em fatiasda forma que quiser --- não encontrará nada que possa tocar, segurar e dizer: “isso é avida”. Ele pode ver todos os efeitos --- os membros que se movem, as manifestações davida causadas por algo sobrenatural, mas a vida ele não pode ver. Ela está totalmente fora
 
de sua visão e, depois de procurar o quanto quiser, ele põe o bisturi de lado e diz: “nãoadianta procurar mais; há um espírito que aviva este corpo; para a procura da vida estacarne não me serve de nada. Eu poderia da mesma forma procurar uma alma em uma pedraou em uma das colunas que sustentam este prédio; não acharei nada se estiver procurandoalgo que se pode ver, tocar, cheirar, sentir gosto ou de qualquer forma distinguir e descrever como um espírito”.Esta ilustração leva-me a uma verdade. Nós estamos reunidos aqui como espíritos,como almas. Estamos aqui em nossos corpos; eles são a casa em que vivemos. Eu duvidoque exista alguém que pode se definir; o máximo que alguém pode dizer é: “Eu sou, eu seique existo, mas que tipo de coisa meu espírito é, não sei. Não sei dizer; não tenho ainformação do que seja. Eu o sinto; eu sei que ele move meu corpo; percebo suasmanifestações exteriores. Tenho certeza da minha existência, mas o que sou eu não sei; sóDeus pode dizer”. “Eu sou o que sou” é compreensível para Deus, mas o ser humano éincompreensível para si mesmo. Mesmo que Deus lhe permita dizer: “Pela graça de Deussou o que sou”, ele não sabe dizer o que é; ele não compreende sua própria existência.Entenda, então, que, assim como em nosso ser há um mistério em nossa carne, assim areligião, a religião verdadeira do Deus bendito, para ser adequada a nós, precisa ser umareligião do espírito; mas como temos um corpo, ela também precisa vestir-se de um corpo.Permita-me tornar isto claro, se eu puder; se você não o compreender agora, com certezavocê o terá compreendido quando eu terminar. Nós somos espíritos dentro de corpos. Paraadequar-se a nós, portanto, a grande obra de Deus em nós tem que ser algo espiritual; mas, para que eu possa falar sobre isso e você possa ouvi-lo, o que é espiritual, precisa ser inserido em corpo. Se fosse puramente espiritual, eu não poderia falar dele, assim como não poderia falar de um espírito se não há um corpo em que ele se encontra e um corpo que euvivo para falar dele. Quero lhes mostrar isto porque algumas há pessoas que se ocupamtanto do corpo da religião que esquecem totalmente que a religião tem um espírito.O que Jesus quis dizer nesta passagem é: “Simplesmente incorporar uma religiãonão adianta nada; é o espírito que vivifica”. Assim como, usando novamente a minhailustração, para realizar um ato, só carne e sangue, braços e pernas não servem para nada, é preciso que o espírito avive os ossos e mova os tendões e ative os nervos. A religião temsua forma exterior, nas cerimônias, seu desenvolvimento visível, seu corpo, mas o merocorpo exterior da religião não tem serventia nenhuma se o espírito não vivificar.I. Para começar, quero mostrar o que Jesus quis dizer quando pronunciou a fraseacima, no seu contexto. Nos dias do nosso salvador havia algumas pessoas que admiravama Cristo. Admiravam-no como homem, pensavam que havia uma eficácia milagrosa em suacarne e sangue. Foi então que Jesus lhes disse as palavras do nosso texto: “Só a minhacarne para nada lhes aproveitará; é o espírito que vivifica”. Nós podemos afirmar estaverdade com muito cuidado, mas com muita clareza. Quando nosso salvador esteve na terrateve algumas pessoas que, poderíamos dizer, admiravam sua pessoa. Você lembra daquelesque disseram: “Bem aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram!”,e de como o Senhor os repreendeu, ele não deixava que as pessoas admirassem sua carne e pensavam muito de sua humanidade. “Não”, Ele respondeu, “Bem aventurados os queouvem as palavras de Deus e as guardam!” Haviam outros que queriam fazer o senhor Jesus ser rei. A estes ele disse: “Minha carne se vocês a colocarem em um trono, não lhes
 
aproveitará para nada. Eu não vim aqui para que vocês se curvassem diante de mim evenerassem a minha carne, para que pensassem que me admirar é religião. É o espírito, oevangelho que eu vim pregar, que beneficia. Não são essas ações externas; são os pensamentos e as palavras que eles interpretam que importam”. Ouça o que o salvador disse na frase seguinte: “Não será a admiração da minha carne de alguma utilidade paravocês, porque minha carne não serve para nada; é o espírito que vivifica, e, se vocêsquiserem saber qual é o espírito da minha encarnação, eu lhes digo que as palavras que eulhes digo são espírito e são vida. Não será a veneração da minha carne e sangue, mas dasminhas doutrinas, a alma e coração da religião que eu quero que vocês sintam”.Nosso salvador, entretanto, foi levado a fazer essas observações pelo fato de,quando falou sobre comer sua carne e beber seu sangue, os pobres judeus pensaram que elequeria que eles se tornassem canibais e o devorassem. Podemos sorrir com uma idéia assimridícula, mas sabemos que a idéia ainda está em voga na igreja de Roma. O sacerdoteromanista assegura solenemente que quem come o pão e bebe o vinho, ou aquilo que eleserve como pão e vinho, na prática age como canibal, comendo do corpo de Cristo e bebendo seu sangue. Você pode perguntar-lhe a sério:--- Caro senhor isto é em termos figurados, não é mesmo, espiritualmente?---Não --- diz ele, --- não é. Estou dizendo que quando pronuncio certas palavrassobre o pão, ele se torna corpo de Cristo, e depois que eu disse um abracadabra sobre ovinho, ele se torna sangue de verdade.---Bem --- nós lhe respondemos, --- isto é mesmo interessante, e nós achamos que osenhor não espera que creiamos nisso, uma vez que Deus permitiu que nossas cabeçasfossem ocupadas por cérebros; porém, mesmo que creiamos, caro senhor, mencionamosesta passagem que diz: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita”, enquantoo senhor diz ao povo que eles realmente estão ingerindo carne e sangue. Imagina que sejaverdade; o mero corpo e sangue de Cristo não têm serventia terrena para eles --- mesmo queem sua carne eles o metam entre os dentes e façam descer pela garganta, não lhes seria deserventia maior do que comer carne ou sangue de outra pessoa. Isso não faria nada por ele;o próprio Cristo denuncia o erro da transubstanciação, declarando que sua carne e sanguenão aproveitam para nada. Somente o espírito, o receber espiritualmente carne e sangue,que nos pode ser de algum proveito.Enquanto estou aqui me permita dizer mais uma palavra, porque o papismo aindatem força hoje em dia, e essa doutrina de que pão e vinho se transformam em carne esangue de Cristo é um dos pilares do papismo. O Dr. Carson de Coleraine contradisse o Dr.Cahill de modo marcante. Ele desafiou o Dr Cahill para provar que pode transformar o pãoe vinhos usados no sacramento no corpo e sangue de Cristo. Ele ofereceu cem libras ao Dr.Cahill se o deixasse preparar uma hóstia, para que o Dr. Cahill a colocasse na sua boca e aengolisse em sua presença.---Se o Dr. Não estiver morto em uma hora, eu lhe darei cem libras.---Não --- disse alguém, --- isto não é justo.

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