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MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania eAmbiente
Memorando – tarifas RESIOESTEContrato de Concessão
A tarifa de arranque é de 4,478 contos (ou seja, cerca de
22,5 euros
), ano 1999, para 64.292 toneladas a tratar. Em 2000 a tarifa calculada foi de 4,29 contos (21,5euros) para 111.139 toneladas a tratar, evoluindo até 7,23 contos (cerca de 36 euros) em2021 (limite do período de concessão considerado nos pressupostos para esse cálculo), para um quantitativo de RSU a tratar de 136 toneladas. 
Relatório e contas 2002
A tarifa cobrada pela RESIOESTE nesse ano foi de
16,09 euros/ton
que tinhasido aprovada no orçamento para 2002 “… visando dotar a empresa de meiosfinanceiros operacionais necessários e adequados ao normal funcionamento dasinstalações e serviços”.“A empresa perdeu 12,28 euros/ton”, por isso “… o valor real da tarifa quedeveria ter sido praticada seria de 28,37 euros/ton” e “considerando, no cálculo da tarifareal, a recuperação da remuneração accionista por um período de quatro anos” deveriater sido 29,51 euros/ton.Prevê-se “um período de transição de cerca de 2 anos para o saneamentofinanceiro e a adequação da sua estrutura e equipamentos cnicos, para isso énecessário ajustar o sistema tarifário em vigor. Este esforço tarifário será exigidotransitoriamente e após o período de transição será substancialmente reduzido, repondoos níveis tarifários constantes do estudo económico incluído no Contrato de Concessão.
Orçamento e Projecto Tarifário para 2003
É proposta a tarifa de
35,58 euros/ton
que resultou “da soma dos custos previsionais apresentados, deduzidos dos proveitos, nos termos do disposto no Contratode Concessão”.Mas o IRAR (Instituto Regulador da Água e dos Resíduos) aprovou o valor de
29,03euros/ton
.
Relatório e Contas 2003
A tarifa aplicada foi de
29,03 euros/ton
.Os encargos financeiros durante 2003 devido aos juros dos empréstimoscontratados pela Resioeste corresponderam a um esforço de 3,36 euros/ton recebida.
Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2 - 2550-069 VILAR CDVNIF: 506 138 046 tel. / fax: (+351) 262 771 060 e-mail:mpicambiente@gmail.com Site: http:// mpica.info
 
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Convém realçar que o resultado líquido passa de 1.992.196 euros negativos em2002 para 286.642 euros positivos em 2003.A tarifa real foi precisamente de 29,03. A tarifa orçamentada e real considerandoo valor orçamentado para o actual período de concessão e, no cálculo da tarifa real, arecuperação dos prejuízos e da remuneração accionista em atraso por um período de 6anos, foi de 29,75 e 29,76 euros/ton, respectivamente. Com o pressuposto dealargamento do contrato de concessão por 5 anos, o cálculo para a tarifa real é de 28,97euros/ton.
Orçamento e Projecto Tarifário para 2004
A tarifa proposta é de
27,02 €/t
 
com o pressuposto base de que o prazo docontrato de concessão será estendido por um período adicional de cinco anos (OMCOTA ainda não concedeu autorização formal ao pedido). Este valor passará para
27,77 €/ton
., caso o pedido de prorrogação de prazo venha a ser indeferido.
Relatório e Contas 2004
“… a Resioeste praticou uma tarifa de
29,03 euros/ton
, que de acordo com odespacho (do Ministro do Ambiente), correspondia a um período de concessão de 25anos sendo condição obrigatória para o alargamento para um período de 30 anos aapresentação de um estudo económico que … traduzisse as vantagens inerentes aoalargamento”. O referido estudo foi suspenso porque não foram definidos os valores decontrapartida a pagar pela SPV (Sociedade Ponto Verde), nem foi explicitada aaceitação por parte de Bruxelas da candidatura à instalação de valorização orgânica em parceria com a Valorlis.Em 13 de Dezembro de 2004 o INR (Instituto dos Resíduos) comunicou àResioeste que esta instalação poderá ter um impacto de 5,24 €/t processada.Mantendo o período de concessão de 25 anos, a tarifa a praticar em 2005 foihomologada pelo Ministro do Ambiente em 28 de Dezembro de 2004 no valor de 30,30 €/t.O resultado liquido positivo do exercício foi de 242.929 €.Os encargos financeiros revelam um impacto de 2,87 €/t recebida. A tarifa realfoi de 30,32 €/t.
Orçamento e Projecto Tarifário para 2005
A Assembleia-geral da Resioeste aprovou em 23 de Setembro de 2003 o valor datarifa a aplicar em 2004 de 27,02 euros/ton (ou de 27,77 euros/ton caso não viesse a ser deferido o prolongamento por 5 anos do prazo de concessão).Em 26 de Janeiro de 2004, por despacho do Ministro do Ambiente fixou o valor de 29,03 euros/ton a praticar em 2004.
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É proposta a tarifa para 2005 de 30,29 euros/ton, com a manutenção do pressuposto inicial de que o prazo do contrato de concessão será de 25 anos. Caso o pedido de prorrogação deste prazo seja aceite propõe a tarifa de 29,46 euros/ton.Os custos evitáveis com a ligação ao colector da Águas do Oeste serão de266.000 €, o que corresponde a cerca de 1,51 euros/ton. Os custos não cobertos pelosvalores de contrapartida pagos pela SPV produzem um impacto na tarifa de 1,75euros/ton. A dívida dos municípios corresponde a um acréscimo da tarifa de 0,83euros/ton. A diminuição dos resíduos facturáveis aos municípios devido ao aumento darecolha selectiva, representa um acréscimo perverso na tarifa de 0,36 euros/ton.
Relatório e Contas 2005
“As recolhas selectivas continuam, no entanto, a apresentar um resultadoeconómico francamente negativo (344.462 euros em 2005) em virtude dos valores decontrapartida pagos pela SPV, mesmo apesar do aumento registado em 2005, nãoassegurarem o princípio da neutralidade tarifária, assim quanto maiores as quantidadesrecolhidas maior o prejuízo e consequentemente o impacto tarifário do mesmo, o qualse cifrou em 2005 nos 1,95 euros/ton.”“Apesar do desvio de 10.051 toneladas para a Amarsul ter gerado um acréscimode custos da ordem dos 260.000 euros, ou seja, 1,5 euros/ton …” o resultado líquido positivo do exercício foi de 706.635 euros. Este desvio resulta do cumprimento dodespacho do SEA de 3/10/2005 no âmbito da resolução do Processo de ContenciosoComunitário de modo a não exceder as 140.000 toneladas.A tarifa real foi de 27,64 e a tarifa praticada foi de
30,30 euros/ton
. Nas perspectivas para 2006 prevê-se “a recuperação da tranche final dosresultados transitados negativos originados pelo prejuízo gerado no ano 2002”. Haveráo “… desvio de 15.000 toneladas de RSU para a Amarsul com um custo total estimadona ordem dos 361.000 euros.”Carlos Lourenço (presidente da AMO e da Câmara Municipal da Arruda dos Vinhos)afirmou que “querem que passemos a pagar 35 euros/ton. Pelo excedente que tem de ir  para a Valorsul, mas nós não estamos dispostos a aceitar” (jornal Frente Oeste,3/11/2005). Em diversos órgãos de comunicação social em Fevereiro de 2006, CarlosLourenço disse que a tarifa de 37 euros é incomportável para os municípios.
Relatório e Contas 2006
A tarifa praticada foi de
37,70 €/t
. A tarifa real foi de 35 €/t.
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